Reflexões sobre alguns equívocos da chamada Lei Seca

Vicente Limongi Netto

Claro que não apoio os insensatos que dirigem(?) embriagados. O que contesto é a pretensiosa e tola fúria de alinhar como motorista bêbado aquele que bebeu apenas um copo de cerveja ou um copo de vinho, equiparando-o com o cidadão que realmente bebeu todas. A continuar nesta linha, a boa e oportuna lei torna-se radical, deixa de ser cumprida e se desmoraliza. A exemplo de muitas outras leis brasileiras.

A propósito, a hipocrisia venceu novamente. Fizeram o maior escarcéu porque um jovem e desconhecido deputado federal do Acre foi flagrado dirigindo embriagado. Deu mole, poderia ter chamado um motorista, o que só fez depois de autuado. Filmaram o parlamentar, mostraram a delegacia e a foto dele, enfim, a midia deitou e rolou. Parecia que o deputado era um bandido perigoso.

Evidente que o alvo principal das severas e algumas até absurdas e cretinas críticas, não visavam o deputado, mas o Poder Legislativo, na usual escalada covarde, demagógica e ressentida para desmoralizar o Congresso Nacional.

Coisa de quem, tudo leva a crer, não tem nada de mais útil para fazer. Ilustrando meu raciocínio, lembro que dezenas de pessoas famosas, como atrizes, atores, escritores, jogadores e ex-jogadores, inclusive o agora deputado Romário, já foram detidos pela policia e pelo Detran por dirigirem bêbados, sem habilitação ou com a carteira de motorista vencida.

Em nenhuma destas ocorrências, não vi nem li matérias escandalosas nos jornais e muito menos nas televisões, metendo o sarrafo nos ilustres envolvidos. Realmente o Brasil, sob certos aspectos, pode até ser considerado um país imbecil.

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