Reflexões sobre as peripécias do PM milionário João Dias, o dono de ONG fajuta que acusou Orlando Silva e Agnelo Queiroz.

Carlos Newton

O personagem mais estranho e interessante da política brasileira, depois do Tiririca, é o policial militar João Dias Ferreira, que acusou de corrupção o então ministro do Esporte, Orlando Silva, que acabou demitido, e também o antecessor dele, Agnelo Queiroz, que hoje é governador do Distrito Federal.

Com todos sabem, o PM João Dias ficou milionário, por ser dono de uma ONG beneficiada com as fraudes em contratos com o Ministério do Esporte.  Embora tenha ficado rico, é  incrível é que ele não tenha se afastado da Polícia Militar. Pelo contrário, continuou na ativa, prestando serviço à corporação e faturando o pequeno salário de soldado da PM.

Agora, João Dias vive sendo preso por entrar no Palácio do Buriti, onde Agnelo Queiroz trabalha. Na quinta-feira passada. ele tentou marcar uma audiência com o governador, que já foi seu amigo pessoal, mas imediatamente recebeu a ordem de um major para que o acompanhasse até o 3º Batalhão da Polícia Militar (Asa Norte). O soldado só foi liberado três horas depois, após a chegada de advogados.

No último dia 7, Dias havia sido preso ao invadir a Secretaria de Governo, também no Buriti. Na ocasião, ele xingou servidores, agrediu funcionários e jogou em uma mesa um pacote com R$ 159 mil em dinheiro. Por essa atitude, foi preso e passou a noite em uma ala especial no Complexo Penitenciário da Papuda.

Ao deixar o 3º BPM na noite de quinta, Dias contou que foi detido sem motivo aparente. “Fui ao Buriti pela porta da frente, para tentar marcar uma audiência com o governador e disseram ‘não’. Então, juntou um monte de seguranças perguntando o que estava acontecendo. Depois disso, um major da polícia pediu que eu o acompanhasse, por uma determinação. É perseguição política”, alegou.

O encontro, segundo Dias, seria para perguntar se Agnelo Queiroz sabia da suposta intolerância que vem sofrendo. “Sofri ameaças, inclusive de morte.”

Para o PM, a prisão do irmão Luís Carlos Oliveira Ferreira, 44 anos, faz parte de uma armação. Daniel acabou detido durante uma blitz da Polícia Militar, na Vila Dnocs, em Sobradinho, na noite de quarta-feira. Os policiais encontraram R$ 5,4 mil e um revólver calibre 22. Segundo Dias, há comprovação da origem do dinheiro. A arma, argumentou, foi plantada.

Segundo o corregedor da Polícia Militar, coronel Jahir Lobo Rodrigues, Dias será submetido a uma avaliação psiquiátrica sobre a agressão a um sargento da corporação na última semana no Buriti e a nova tentativa de entrar na sede do GDF. “Caso ele esteja doente, poderá ser reformado (aposentado)”, informou o corregedor. Dias tirou uma licença médica de 30 dias em 31 de outubro, renovada por mais 90 dias no fim de novembro, alegando problemas psiquiátricos.

Se o PM for declarado portador de problemas mentais, é claro que os advogados de Orlando Silva e Agnelo Queiroz vão se aproveitar disso na Justiça.

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