Reflexões sobre Budismo, Cristianismo, Judaísmo e os direitos religiosos na China e no mundo

Paulo Solon

A ação de certos países do Ocidente em relação à Síria, conforme relatou o embaixador russo, é realmente histérica, obscena e esquizofrênica.

O Partido Comunista Chinês entende, por sua vez, que Cristianismo e o Budismo Tibetano seriam portas abertas para a doutrinação e o entreguismo judaico/cristão. É por isto que existe uma severa e estreita fiscalização sobre grupos religiosos, intelectuais e até mesmo sobre os exercícios tradicionais e a prática “espiritual” conhecida por Falun Dafa. Desde 1999 os lideres do PCC promovem verdadeira limpeza para erradicar tais práticas.

Eu já havia dito aqui em 2010 que há um organismo estatal do PCC, espécie de agência reguladora, que restringe brutalmente a prática religiosa de Cristianismo, Judaísmo e Budismo Tibetano. Quanto a este último nem se fala, pois o chamado Dalai Lama nada mais é que um líder separatista disfarçado em líder religioso.

Cristãos e budistas tibetanos divulgam aqui nos EUA que, desde então, milhares de praticantes Falun Gong estão impedidos de “pacificamente” praticarem sua fezinha.

De acordo com “investigações” de advogados chineses de direitos humanos, pela Anistia Internacional e pelas Nações Unidas, uma vez em custódia, praticantes dos supracitados movimentos se deparam com formas severas de tortura, inclusive choques elétricos, abusos psiquiátricos e violência sexual. Reportam que milhares já morreram como resultado.

Mas nada parecido, digo eu, com o massacre de Jericó praticado por Josué e justificado por um “pastor” evangélico como “limpeza étnica” ordenada por Deus. É de vomitar mesmo!

Dizem os supracitados “investigadores” que alegações sobre a existência de um organismo dedicado a extrair e vender órgãos de praticantes Falun Gong vieram a público agora. Uma reportagem independente de “investigadores” canadenses descobriu serem verdadeiras tais denúncias, enfatizando que em seis anos a origem de 41.500 órgãos usados em transplantes não poderia ser identificada até seus doadores.

Se quiserem, verifiquem o http://www.organharvestingation.net

Dizem que os horrores a que os praticantes Falun Gong estão expostos na China continuam até hoje. Depois dos jogos Olímpicos de 2008 em Beijing, agências chinesas de segurança prenderam cerca de 8 mil aderentes dos ditos movimentos “espirituais”, desde estudantes universitários a trabalhadores aposentados.

O que essas reportagens não revelam é que os direitos humanos são outra arena onde o Oriente é assado de acordo com a moldura judaico/cristiana. Nada posso falar sobre budistas chineses. Mas sei que islamistas extremistas rejeitam tenazmente a noção de direitos humanos como conceito Ocidental. E tudo indica que a Rússia e a China seguem tal substrato filosófico.

Dizem os islamistas que a sharia (lei islâmica) contém todos os direitos a que um muçulmano pode pretender. Islamistas moderados não rejeitam os direitos humanos, mas protestam que são definidos dentro da tradição ocidental de liberalismo secular, que enfatiza as liberdades individuais em oposiçã aos deveres do homem, ou da mulher.

Os ocidentais pensam primeiramente em seus indivíduos (como a lei de Murici, no Brasil), mas nós pensamos primeiro sobre a UMMA, que transporta uma ideia holística… e o indivíduo não existe por si só; o indivíduo é um membro da comunidade.

Com a palavra os leitores da Tribuna.

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PS – Usando um pouco de humorismo, eu diria que Madonna e dança do ventre nada têm a ver com Oriente e com Islam. Nem o “rei” Roberto Carlos, patrocinado pela Rede Globo de Imoralidade, pretendendo ser judeu e representando, de modo ridículo, no Muro das Lamentações.

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