Reflexões sobre Comunismo e Capitalismo, a partir dos conceitos de Ferreira Gullar

Carlos Eduardo

O Marxismo se apoia numa classe operária organizada, para tomar o poder e os meios de produção. Se não existir essa organização, não há como se implementar o Comunismo.

Por outro lado, ainda que os operários de determinada fábrica, em assembleia, decidam o que aquela indústria irá produzir, de nada adiantará se tal decisão não for homologada por um único representante do Partido Comunista, que esteja lá como delegado.

Os teóricos comunistas, desde Karl Marx, sempre esperaram e torceram pela derrocada do Capitalismo, para que o Comunismo se implantasse, só que a essência do Capitalismo, desde sua origem, é a crise.

Sem crises (provocadas pelas especulações) não há Capitalismo; portanto não adianta esperar que essas crises sistemáticas e recorrentes abalem os alicerces capitalistas, apenas os fortalecem.

São as crises que estimulam a competição, essência do capital, que entre perdas e ganhos sempre se dá bem. A crise dos EUA e suas consequências na Europa são uma clara demonstração disso, nenhum banco teve prejuízo, apenas as populações, que agora, em função do superesforço de não deixá-los falir, sofre as consequências.

Antes da “bolha imobiliária” de 2008, quantas antes houvera, quase uma centena, exceto durante o período de estratificação do poder capitalista no pós-guerra.

O Comunismo, onde foi implantado, nunca diferiu do Capitalismo na prática, a classe dirigente sempre usufruiu de benesses e mordomias do poder, quanto o povo mesmo sempre foi bucha de canhão.

A exaltação ao ego sempre foi o clímax das comemorações comunistas, seus dirigentes e fundadores sempre foram exaltados quase a divindade. Nada diferente dos pop stars capitalistas.

Então, que país foi comunista? Nenhum! Em todos o que houve foi um “Capitalismo de Estado”, estado este dominado por uma classe que se perpetua no poder, equivalente aos reis absolutistas da Idade Média e Antiga.

***
DITADURAS FAMILIARES E HEREDITÁRIAS

João Luiz Camandaroba Sobrinho

Embora discordando em tese da crônica escrita por Ferreira Gullar, vez que, ao contrário do dito, a natureza é uma obra maravilhosa feita por Deus, e, como este é justo, ela é inevitavelmente ética .

Lado outro, a crônica sintetiza justamente o naufrágio do Comunismo. Embora a doutrina de Marx acertasse preponderantemente na análise econômica do Capitalismo, prevendo suas crises contínuas, foi uma catástrofe no tocante à análise política.

Um exemplo esclarecedor do fracasso político do marxismo aconteceu justamente na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que foi o farol que iluminou o Comunismo mundial, e se acentuou com a falência de seus dois importantes satélites – Cuba e Coréia do Norte, ambas em petição de miséria, monitoradas ainda pela ‘ditadura do proletariado‘, que não passou de ditaduras familiares e hereditárias .

Consequentemente, a síntese da crônica narrada está no fato de que o Capitalismo é o regime político que melhor produz as riquezas, embora essas não sejam partilhadas e distribuídas a contento a todos os habitantes da Terra, acarretando em face disso, exclusão social e pobreza, levando o regime capitalista a crises internas contínuas, como as que estão ocorrendo na Europa e Estado Unidos da América.

Mas, apesar de todas as suas contradições, é a produção de riquezas monitoradas pelo Capitalismo que motiva a esse sistema ser superior aos outros regimes.

***
SÓ SE FALA DE DITADURAS SOCIALISTAS?

Carlos Frederico

Vamos falar da Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca etc., que são Democracias-Capitalistas-Socialistas. Parece uma incoerência, mas não é não. Pode haver lucro regulado, em um país parecido com o nosso. No México o automóvel é mais barato que no Brasil, não pelos impostos menores, mas sim pelo lucro regulado.

Vamos lutar pelo Capitalismo democrático. Todos sabemos que se não houvesse empreendedores talvez estivéssemos ainda nas florestas, mas se esses empreendedores não tivessem mão-de-obra, também estariam nas florestas, certamente.

“Ignorava, logo ele, que tão ou mais importante que o trabalho manual é o trabalho intelectual, sem o qual a economia não avançaria e a sociedade tampouco.”

Só os donos dos empreendimentos tem trabalho intelectual? A mão-de-obra não tem ?

Dá um tempo, vamos implantar o Capitalismo Democrático, que é igual ao Socialismo de verdade com democracia. O Socialismo é reverter os impostos para o povo, só isso..

PS – Parabéns, Sr Ferreira Gullar pois nunca é tarde para sermos flexíveis, tentou corrigir o que escreveu na crônica anterior, que, segundo os comentários, foi um fracasso.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *