Reflexões sobre inferno, dinheiro e sexo, ao estilo do professor Schambaugh.

Francisco Bendl

As discussões acirradas que temos tido neste Blog incomparável, tais como, socialismo, comunismo, capitalismo, crentes em Deus, ateus, economia, finanças… que não nos têm levado à conclusão alguma a não ser algumas inimizades ou palavras agressivas e, algumas, ofensivas, lembram-me uma passagem muito interessante a respeito do inferno.

O Dr. Schambaugh, professor da escola de Engenharia Química da Universidade de Oklahoma, é conhecido em suas provas finais por fazer perguntas do tipo: “Por que os aviões voam?”. Sua única questão na prova final de maio de 1997 para sua turma de Transmissão de Momento, Massa e Calor II foi: “O inferno é endotérmico ou exotérmico? Justifique sua resposta.”

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante. Um deles, entretanto, escreveu o seguinte:

“Primeiramente, postulamos que se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um mol (massa molecular de uma substância expressa em gramas) de almas também tem massa.

Assim sendo, o estado termodinâmico do inferno é função da grandeza de seu volume de controle e da taxa do fluxo líquido das almas que passam pelo mesmo.

Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos assumir que todas as pessoas e almas vão para o inferno.

Daí tem-se que a integral de superfície do fluxo de almas sobre o volume de controle do inferno é negativa o que, de acordo com o teorema da divergência de Gauss, implica dizer que a integral de volume da divergência do fluxo de almas, em relação ao volume de controle do inferno, é também negativa.

Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno em função do tempo.
Agora, vamos olhar a taxa de mudança de volume de controle do inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem invariantes ao tempo, a relação entre a massa das almas e o volume de controle do inferno deve ser constante.

Existem então duas opções:

1 – Se o volume de controle do inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa de almas que entram no mesmo, então sua temperatura e pressão vão aumentar até ele explodir.

2 – Se o volume de controle do inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a da entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.

Então, qual das duas?

Se nós aceitarmos o que Theresa Manyam me disse no primeiro ano: “haverá uma noite fria no inferno antes que e eu me deite com você”, e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de me deitar com ela, então a opção 2 não é verdadeira.

Por isso, o inferno é exotérmico.”

O aluno Tim Graham tirou o único A na turma.

Ora, podemos extrair dessa narrativa que o inferno também pode se caracterizar pela falta de dinheiro. Ou então que, se não tivermos a pessoa amada ao lado. igualmente as noites podem ser demoníacas!

Portanto, cálculos infinitesimais para cá, termodinâmicas para lá, a verdade é uma só. Dinheiro é exatamente como sexo: você não pensa em outra coisa quando não o tem, e só pensa nisso quando o tem.

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6 thoughts on “Reflexões sobre inferno, dinheiro e sexo, ao estilo do professor Schambaugh.

  1. É , QUEM TE VÊ AGORA CRITICANDO COLEGAS DO BLOG, POSANDO DE VESTAL IMACULADA…
    E TUAS AMEAÇAS DE MORTE QUE FIZESTE AO NAZISTA TEMPOS ATRÁS AQUI NESTE BLOG HEIN??? ESQUECEU “SANTINHO’???
    E PIOR ESSE TEU TEXTO É TÃO PROLIXO, TÃO DESTOADA DA REALIDADE QUE PARECE MAIS UMA ODE A ALIENAÇÃO, QUE SÓ SERVE MESMO PARA SER ESCULHAMBADO, COISA DE DÉBIL MENTAL O TAL DO Dr.Schambaugh EM QUE VC SE DESLUMBRA!
    Nosso comissariado sovietico está de olho aberto…

  2. Prezada Mônica,

    Não, jamais foi uma paquera, quem me dera.
    Este relato eu copiei tempos atrás da Zero Hora, que o publicou como hilário e ao mesmo tempo curioso pela resposta a respeito do inferno, e a alusão que o aluno fez com a sua frustração de não lograr êxito no seu intento de conquistar a sua amada.
    Ora, como todos nós já sofremos deste mal, de levar um fora na vida, eu quis dar a devida conexão com os temas que discutimos sem encontrar solução, haja vista a condição que já sentimos no coração de ter sido substituídos um dia.
    Assim é a economia de um país, quando dá muito mais importância ao dinheiro que às pessoas, quando nos troca por superávit’s ao invés de investir e buscar mais dinheiro para melhorar nosso padrão de vida, obrigando-nos a viver como se fosse no inferno diante das dificuldaes diárias que nos defrontamos por termos sido preteridos.
    Um abraço respeitoso, Mônica.

  3. Comissário do Povo (só pode ser gozação),

    Eu não ameaçei de morte nenhum nazista, eu disse que o mataria, caso se repetisse neste País a brutalidade cometida contra o povo como aconteceu na Alemanha, antes e durante a Segunda Guerra!
    E levaria a efeito este gesto pelo simples fato de agir em legítima defesa, haja vista que eu seria vítima cedo ou tarde desses criminosos.
    Agora, tu, tão adepto do nazismo, mas usando expressões comunistas?!
    Pô, nazistas e comunistas foram os maiores inimigos na Guerra, imbecil.
    Ah, esqueci: fidelidade, honra, ética, moral, decência, humanidade, solidariedade, compaixão, não são atributos tanto de nazistas quanto de comunistas, razão pela qual pulas de galho em galho.
    Cuida, numa dessas te esborrachas no chão, com a cara quebrada pelo tombo.

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