Reflexões sobre o capitalismo, um bicho que realmente não pode ser criado solto

Luiz Felipe

O fato é que o establishment financeiro, após a derrocada do comunismo, sem contraponto, passou a nadar de braçada, cooptou quase tudo e quase todos. Logo, essa encrenca toda tem como fato gerador o próprio capitalismo e seus operadores, em especial Estado (que pode ser capitalista ou comunista) e banqueiros (exclusivamente capitalistas), que são os sustentáculos do sistema, por delegação da sociedade, do povo.

Portanto, com a vitória do capitalismo sobre o comunismo, aquele tornou-se o Senhor absoluto do mundo, sem rival. E o capitalismo, como todos sabem, ou deveriam saber, é um bicho que não pode ser criado solto, que não dá almoço grátis a ninguém, tirou as mangas de fora e passou a dar as cartas e jogar de mão, tornando o Estado (que deveria ser o seu patrão) em refém, serviçal, provedor, protetor e também beneficiário do negócio, máxime nas pessoas dos operadores deste, assumindo assim um fim em si mesmo (capital, mais lucro, mais juro, mais capital, insaciável e compulsivamente).

Assim, mantém o Estado mais à distância, atuando mais como espectador negligente do que como sócio vigilante, à moda do “é a economia, seu idiota”, que faz o sucesso dos governantes e operadores do Estado, criando-se assim esse nó górdio terrível, que, desgraçadamente,como todo remédio tem efeitos colaterais, até os mais sedutores.

E gerou uma orda de psicopatas perigosíssimos, apaixonados por dinheiro e poder e que fazem de tudo e qualquer coisa para consegui-los, situação essa que, infelizmente, agora só poderá ser desfeita com a interferência direta do patrão-mor, o povo, das ruas para os palácios.

Até porque todo o resto está completamente cooptado, rendido, dominado e comprometido e protegido por ditaduras outras que dão sustentação ao continuismo do sistema pervertido, tais como as ditaduras dos três poderes (via sistema político-partidário-eleitoral que detém inclusive o monopólio das eleições, onde sapo de fora não entre e nem chia, exceto por acidente de percurso), além da midiática e da financeira, a que alimenta todo o resto, fechando assim o círculo viciado e vicioso e amarrando o nó górdio que aí está, não obstante o seu prazo de validade vencido, há muito tempo. De modo que, a esta altura do campeonato, estamos todos à mercê de psicopatas terríveis, e só temos Deus por nós, ao que parece.

E o pior de tudo, é que nós brasileiros, infelizmente, em grande parte, ainda sofremos daquele velho complexo de vira-lata (inferioridade), detectado pelo inolvidável “Dr. Nelson Rodrigues” e aliás revelado recentemente em escala mundial pelo Santos F.C. diante do Barcelona, que complica ainda mais o advento da Mega-Solução, especialmente diante dos EUA e da Europa-mãe.

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