Reflexões sobre o islamismo e sua influência no mundo, com ou sem Bin Laden

Carlos Newton

Um jovem islamita envolve seu corpo em explosivos, entra num supermercado e detona a bomba, matando a si próprio e a dezenas de pessoas. A notícia logo se espalha, e em sua casa começa a festa. Os pais, orgulhosos e emocionados, choram de alegria, dizem terem sido abençoados, os amigos e parentes chegam, a família toda comemora, cantam e dançam, a festa não tem hora para terminar.

Enquanto isso os vizinhos, envergonhados, criticam os filhos que ainda não se tornaram mártires, não serviram à guerra santa, não ganharam direito ao Paraíso, onde as jovens virgens, as calorosas viúvas e os gentis eunucos os aguardam, para lhes conceder na vida eterna todos os prazeres que eles não conseguem aqui na terra.

Mas nem sempre foi assim, pois há mil anos atrás, nos tempos do poeta e matemático persa Omar Khayan, os árabes podiam se deleitar em vida com muitos prazeres, entre os quais o vinho, que Khayan tanto apreciava, segundo está registrado em sua obra-prima, o livro “Rubayat”. Bons tempos.

Mas esse passado se esvaiu, e hoje é bem outra a realidade dos islamitas radicais, do tipo Osama Bin Laden e seus seguidores. Detalhe: a religião islâmica é a que mais cresce no mundo, não há controle da natalidade, multiplicam-se incessantemente. Migram para os mais variados países, mas não se miscigenam, não adquirem novos costumes, mantém-se refratários e hostis às conquistas sociais do Ocidente.

O que se pode fazer contra eles? Nada. Eles são invencíveis, porque consideram a morte como um alívio, uma recompensa, uma bonificação. Os islamitas não têm a menor dúvida sobre essa “realidade” de seu Paraíso particular, que é vedado às outras religiões. Ao mesmo tempo, os povos ocidentais estão cada vez mais descrentes sobre a vida eterna, por isso almejam aproveitar aqui o máximo que podem, tentando desfrutar uma vida de consumismos, fantasias e ilusões. São contradições que não levam a nada.

Nas Cruzadas da Idade Média, os árabes eram os infiéis. Agora a situação se inverteu, os infiéis são os ocidentais, seja de que religião forem. Há quem tenha esperanças de que as rebeliões sociais que estão acontecendo no mundo árabe possam mudar esse quadro. Minha crença em milagres, infelizmente, não chega a tanto.

É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que os povos árabes se ocidentalizarem, num futuro a curto prazo. Até agora, os “reis”, “emires” e “sheiks” somente se ocidentalizaram no mau sentido, construindo pistas de Fórmula 1, edificando luxuosas e desnecessárias cidades que avançam pelo mar, levantando prédios e hotéis inimagináveis, torrando sem piedade os petrodólares, enquanto a maioria da população enfrenta graves dificuldades. Para se ter uma ideia, o país árabe de maior renda per capita é a Líbia. Ou melhor, era, porque agora já está toda destruída.

Por tudo isso, o horizonte que é possível enxergar no mundo de hoje continua a vislumbrar somente radicalização e terrorismo, com as riquezas do petróleo do mundo árabe como pano de fundo e motivo de tudo. É duro aceitar essa realidade. Com Bin Laden ou sem ele.

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