Reforma ministerial começará na equipe econômica

José Carlos Werneck

Embora a presidente Dilma Rousseff desminta com veemência, está prevista para os próximos dias uma grande mudança na  equipe econômica do Governo . Vários nomes de economistas com currículos de peso e experiência já provada, comprovada e, principalmente, aprovada, estão sendo avaliados pela presidente.

Aliás, a presidente Dilma deveria estender essa reforma a outros setores de seu governo, pois ainda tem muito chão pela frente. Se assim o fizer, poderá reverter de maneira  surpreendente, todo o quadro desfavorável que vem enfrentando ultimamente.

Primeiro deveria pensar seriamente em reduzir o número de ministérios, alguns deles penduricalhos inúteis,que têm como único objetivo empregar figuras para lá de medíocres, que só contribuem para aumentar os gastos da administração.

Gente competente não falta no País. Dilma precisa de um ministro da Justiça de verdade, que seja de fato um conhecedor das importantes atribuições de sua pasta e, entre outras coisas, encare de frente o problema da Segurança no País, uma reivindicação das mais desejadas pela população.

Na Saúde igual raciocínio se aplica. Mas no ministério da Educação o problema é diferente! O ministro Mercadante é homem competente, tem legitimidade, mas talvez estivesse melhor na Casa Civil. É inteligente, culto, hábil, de diálogo fácil, afável e com muito jogo de cintura para negociar com a classe política, pois exerceu com honradez seu mandato de senador por um dos estados mais importantes do País. Neste caso seria só uma questão de remanejamento, pois Mercadante desempenha bem suas atribuições na Educação, mas certamente poderia ser melhor aproveitado na Casa Civil. É um caso típico de “desvio de função”.

Como Segurança,Saúde e Educação são os problemas mais urgentes que nos afligem,a presidente Dilma poderia se fixar neste tripé. Melhor, mais barato e menos polêmico que qualquer Plebiscito ou Referendo.

Fazendo isso, com toda certeza terá sua reeleição garantida e atenderá a voz das ruas. E com um simples golpe de caneta, derrubará todos os que tramam contra ela, inclusive e principalmente  membros de seu partido!

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6 thoughts on “Reforma ministerial começará na equipe econômica

  1. não adianta trocar ministros – o problema reside na incompetência da própria presidenta.Tenho certeza que nomes de peso não irão aceitar um convite. Uma pessoa de bem não vai aturar a “forma cortez” da presidenta tratar os seus auxiliares.

  2. Em minha opinião, o principal agravante dos Ministérios é entregar o posto a políticos carreiristas, a razão é simples: em vez de maximizar o bem estar social, a variável que o oportunista, de olho na eleição, busca majorar é o tempo de permanência no poder.
    Essa forma viciada de encarar esse problema de otimização deturpa tudo: faz surgir o empreguismo/nepotismo, tráfico de influência, medidas paliativas, conchavos/negociatas e a corrupção institucionalizada.

  3. GOVERNO JOÃO GOULART

    Parlamentarismo
    – Chefe de Estado: Presidente

    – Chefe de Governo: Primeiro-ministro:
    — Tancredo Neves – set-1961/jul-1962
    — Francisco Brochado da Rocha
    —————–jul-1962/set-1962
    — Hermes Lima —–set/1962-jan/1963

    Presidencialismo: jan-1963/mar-1964
    Chefe de Estado e Chefe de Governo:
    –Presidente João Goulart

    ————————————————–

    Gabinete Tancredo Neves
    AERONÁUTICA – Clóvis Travassos;
    AGRICULTURA – Armando Monteiro Filho;
    CASA CIVIL – Hermes Lima;
    CASA MILITAR – Amaury Kruel;
    EDUCAÇÃO – Oliveira Brito;
    EXTERIOR – Santhiago Dantas;
    FAZENDA – Walter Moreira Salles;
    GUERRA – João Segadas Viana;
    IND E COMÉRCIO – Ulisses Guimarães;
    JUSTIÇA – Alfredo Nasser;
    MARINHA – Ângelo Nolasco;
    MINAS E ENERGIA – Gabriel Passos;
    SAÚDE – Estácio Souto Maior;
    TRABALHO – Franco Montoro;
    VIAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS–Virgílio Távora.

    Gabinete Francisco Brochado da Rocha
    ——————— (jul-set/1962)
    AERONÁUTICA – Reinaldo de Carvalho Filho;
    AGRICULTURA – Renato Costa Lima;
    CASA CIVIL – Hermes Lima;
    CASA MILITAR – Aurèlio de Lira Tavares;
    EDUCAÇÃO E CULTURA – Roberto Tavares de Lira ;
    EXTERIOR – Afonso Arinos;
    FAZENDA – Walter Moreira Salles;
    GUERRA – Machado Lopes e Nelson de Melo;
    IND E COMÉRCIO – José Ermírio de Morais;
    JUSTIÇA – Cândido de Oliveira Neto;
    MARINHA – Pedro Paulo de Araújo Suzano;
    MINAS E ENERGIA – João Mangabeira;
    SAÚDE – Manoel Cordeiro Vilaça
    TRABALHO – Hermes Lima;
    VIAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS – Hélio de Almeida.

    Gabinete Hermes Lima – set/1962-jan/1963
    AERONÁUTICA – Reinaldo de Carvalho Filho;
    AGRICULTURA – Renato Costa Lima;
    CASA CIVIL –
    CASA MILITAR – Aurério de Lira Tavaes;
    EDUCAÇÃO E CULTURA – Darcy Ribeiro;
    EXTERIOR – Hermes Lima;
    FAZENDA – Miguel Calmon;
    GUERRA – Amauri Kruel;
    IND E COMÉRCIO – Otávio Dias Carneiro;
    JUSTIÇA – João Mangabeira;
    MARINHA – Pedro Paulo de Araújo Suzano;
    MINAS E ENERGIA – Eliezer Batista da Silva;
    SAÚDE – Elizeu Paglooli;
    TRABALHO – Hermes Lima;
    VIAÇÃO e O. PÚBLICAS – Hélio de Almeida;
    SEM PASTA – Celso Furtado.

    Presidencialismo: jan-1963/mar-1964
    Chefe de Estado e Chefe de Governo:
    —————–Presidente João Goulart

    AERONÁUTICA – Reinaldo de Carvalho Filho e
    Anízio Botelho;
    AGRICULTURA – José Ermírio de Morais e
    Oswaldo Lima Filho;
    CASA CIVIL – Evandro Lins e Silva e
    Darcy Ribeiro;
    CASA MILITAR – Albino Silva, Assis Brasil;
    EDUCAÇÃO – Teotônio Monteiro de Barros,
    Paulo de Tarso Santos e Júlio Tambaqui;
    EXTERIOR – João Augusto de Araújo Castro,
    Evandro Lins e Silva e Araújo Castro(bis);
    FAZENDA – Carvalho Pinto e Ney Galvão;
    GUERRA – Amauri Kruel e Jair Dantas Ribeiro;
    IND E COMÉRCIO – Antôni Balbino;
    JUSTIÇA – Abelardo Jurema;
    MARINHA – Paulo Bozísio e Sílvio Mota;
    MINAS E ENERGIA – Eliezer Batista da Silva e
    Oliveira Brito;
    SAÚDE – Paulo Pinheiro Chagas e Wilson Fadul;
    TRABALHO – Almino Afonso e Amaury Silva;
    VIAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS – Hélio de Almeida
    e Expedito Machado Pontes;
    *Min Extraordinário para Assuntos de
    Desenvolvimento Econômico
    – CELSO FURTADO;
    *Min Extraordinário para a Reforma
    Administrativa – AMARAL PEIXOTO.

  4. Sugestão.
    Cada novo (indicado por gente do meio) ministro deveria ser sabatinado em horário nobre, na TV. Em Rede Nacional. Empresários participariam, bem como jornalistas, etc. Não seria uma sabatina vôlei (eu levanto/você corta), não!!!
    A politicagem barata e sórdida estaria em maus (péssimos) lençois …

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