Reitores de universidades federais do Rio criticam violência contra professores municipais

 

Cristina Indio do Brasil
 Agência Brasil

Rio de Janeiro – Os reitores das universidades federais do Rio assinaram nota na qual repudiam e expressam preocupação com os atos violentos cometidos contra os professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro, que decidiram manter a greve.

“Como representantes de instituições formadoras de um número expressivo de professores que atuam na rede pública, somos instados a nos posicionar, repudiando atos que colocam em risco a integridade física e emocional de profissionais que são responsáveis pela formação de crianças e jovens que representam o futuro de nosso estado e do país”, diz a nota.

Os reitores também pedem aos poderes constituídos do estado, sobretudo a Câmara de Vereadores, que se sensibilizem com as demandas apresentadas pelos professores e abram canais efetivos de negociação. “De forma a que um legítimo plano de carreira represente os anseios do conjunto dos trabalhadores da educação e permitam o retorno à normalidade das atividades, garantindo que o processo educativo, tão necessário e primordial, se efetive e possamos oferecer à sociedade o ensino de qualidade pelo qual tanto lutamos e almejamos”, concluiu a nota.

Assinam o documento os reitores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Ana Maria Dantas Soares; da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Antônio Levi da Conceição; da UniRio, Luis Pedro San Gil Jutuca; e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza Salles, além do diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet- RJ), Carlos Henrique Figueiredo Alves.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDuas coisas inaceitáveis: a violência da PM contra os professores municipais do Rio e a participação de vândalos do grupo Black Bloc nas manifestações dos grevistas. A situação chegou a um tal ponto no Rio de Janeiro que as agências bancárias nas áreas onde há manifestações não tem mais vidraças. Todas estão cobertas por um compensado vermelho, ordinário e barato, chamado Madeirit, e não funcionam mais 24 horas com as caixas eletrônicas. Ao invés de prender os Black Blocs, a PM ataca os professores. Aonde vamos parar? (C.N.) 

 

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8 thoughts on “Reitores de universidades federais do Rio criticam violência contra professores municipais

  1. O mais engraçado é que do Coronel ao Sd da PM/RJ estão passando fome com o injusto salário que lhes são pagos e, a ficha dos mesmos não caem e enxergam que estão sendo usados pelos canalhas Sergio Cabral e Eduardo Paes.

  2. – Algumas recomendações do ESTATUTO DOS PROFESSORES – Organização Internacional do Trabalho (OIT), Nações Unidas, ano 1966 –

    DO APERFEIÇOAMENTO DOS PROFESSORES. Item 31 – As autoridades e os professores deveriam reconhecer a importância do aperfeiçoamento durante o exercício, para assegurar um melhoramento sistemático da qualidade e do conteúdo do ensino, e das técnicas pedagógicas; 32 – As autoridades, ouvidas as organizações de professores, deveriam promover o estabelecimento de um vasto sistema de instituições e serviços de aperfeiçoamento gratuitamente postos à disposição de todos os professores. Este sistema deveria oferecer uma ampla variedade de opções e envolver a participação das instituições de formação de professores, das instituições científicas e culturais, e das organizações de professores. Deveriam organizar-se cursos de atualização e aperfeiçoamento, em particular para os professores que reintegrem a docência depois de uma interrupção do serviço; 33 – 1) Deveriam organizar-se cursos e adotar-se outras medidas que permitam aos professores melhorar a sua qualificação, modificar ou ampliar o campo de atividades, aspirar a uma promoção e manter-se ao corrente dos progressos feitos, na sua matéria e na sua área de ensino, quanto ao conteúdo e quanto aos métodos de ensino. 2) Deveriam tomar-se medidas para colocar à disposição dos professores, livros e outro material, para melhoramento do seu nível de cultura geral e de qualificação profissional; 34. Conviria estimular os professores a participarem nestes cursos ou a tirarem proveito destas disposições em seu beneficio pessoal e profissional, proporcionando-lhes para o efeito, todas as facilidades.

    DA ASCENSÃO E PROMOÇÃO. Item 40 – Ao pessoal docente deveria ser facultado o acesso a outra categoria ou nível de ensino à condição que apresente as qualificações requeridas; 41 – A organização e estrutura do ensino assim como as dos estabelecimentos escolares, deveriam permitir e reconhecer aos professores a possibilidade de exercer atribuições complementares, desde que estas não prejudiquem a qualidade ou a regularidade do seu trabalho docente; 42 – Deveria ter-se em consideração que alunos e pessoal em geral, podem beneficiar das vantagens e oportunidades ligadas a escolas suficientemente grandes para permitir que uma variedade de funções e responsabilidades sejam assumidas por diferentes professores.

    DO SERVIÇO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL. Item 59 – As autoridades e os estabelecimentos de ensino deveriam reconhecer o valor dos serviços prestados quando necessário, em regime de tempo parcial, por professores qualificados que, por qualquer razão, não possam prestar serviço a tempo completo; 60 – Os professores que prestam um serviço regular a tempo parcial deveriam: “a) Receber, em proporção, a mesma remuneração e usufruir das mesmas condições básicas de trabalho dos professores empregados a tempo completo.” “b) Ter garantidos os mesmos direitos assegurados aos professores empregados a tempo completo, nomeadamente no que se refere a pagamento de férias e de licenças por doença ou maternidade.” “c) Beneficiar de uma proteção adequada e apropriada no que respeita a segurança social, incluindo o mesmo esquema de pagamento de pensões.”

    DAS RELAÇÕES ENTRE OS PROFESSORES E OS SERVIÇOS DE ENSINO EM GERAL. Item 75 – Para que o pessoal docente possa cumprir plenamente as suas obrigações, as autoridades deveriam regularmente utilizar os meios disponíveis de consulta às organizações de professores, sobre assuntos ligados à política educacional, à organização escolar e a todas as transformações que possam ocorrer no sistema de ensino; 76 – As autoridades e os professores deveriam reconhecer a importância da participação destes, por intermédio das suas organizações ou por outras vias, nos esforços com vista ao melhoramento da qualidade do ensino, na investigação pedagógica, e no desenvolvimento e divulgação de novos e melhores métodos de ensino.

    DOS DIREITOS. Item 79. A participação dos professores na vida social e pública deveria ser encorajada no interesse do seu desenvolvimento pessoal, dos serviços educacionais e da sociedade em geral; 80 – os professores deveriam ter liberdade de exercer os direitos cívicos de que goza qualquer cidadão e ser elegíveis para cargos públicos; 82 – As remunerações e condições de trabalho dos professores deveriam ser estabelecidas através de negociações entre as organizações de professores e as entidades patronais; 83 – por via de regulamentação ou por acordo livre entre as partes, deveria garantir-se aos professores o direito de negociarem, por meio das suas organizações, com as entidades patronais públicas ou privadas; 84 – Deveria ser instituído um sistema paritário apropriado encarregado de resolver os conflitos entre o corpo docente e as entidades patronais resultantes das condições de emprego. No caso de se esgotarem os recursos e procedimentos estabelecidos ou no caso de se romperem as negociações entre as partes, as organizações de professores deveriam ter direito a tomar as medidas de que normalmente dispõem outras organizações para a defesa dos seus legítimos interesses.

    DA REMUNERAÇÃO DOS PROFESSORES. Item 114 – Entre os vários fatores que afetam a condição do professor, deveria ser dada uma atenção muito particular à remuneração, uma vez que, nas condições do mundo atual, outros fatores, como a posição e consideração que a sociedade lhes reconhece e o grau de apreço pela importância das suas funções, estão grandemente dependentes, tal como em outras profissões similares, da situação econômica que se lhes acorda; 115 – A remuneração do professor deveria: “a) Refletir a importância que a educação tem para a sociedade e consequentemente a importância do professor, e as responsabilidades de toda a espécie que sobre ele recaem a partir do momento em que começa a exercer as suas funções; “b) Poder ser favoravelmente comparado com os vencimentos pagos em profissões que exijam qualificações equivalentes ou análogas”; c) Assegurar aos professores a manutenção dum razoável nível de vida para si e seus familiares e permitir o prosseguimento da sua formação e aperfeiçoamento profissional assim como o desenvolvimento dos seus conhecimentos e enriquecimento cultural; “d) Ter em conta que determinadas funções requerem uma grande experiência e qualificações mais elevadas, e implicam maiores responsabilidades; 122. “1) Seria conveniente prever uma ascensão no interior de cada categoria através de aumentos de remuneração a intervalos regulares de preferência todos os anos.” “2) A progressão da remuneração entre o mínimo e o máximo da escala estabelecida não deveria exceder um período de 10 a 15 anos.”

  3. Só um registro: O oficial da PM que lançou gás de pimenta nos professores como se estivesse jogando inseticida em barata ganha mais do que o máximo possível que um profissional da educação ganha. E certamente chegou a esse patamar com muito menos tempo de serviço que o profissional da educação levaria para chegar ao final da sua carreira. Logo, enquanto um ganha mal pra lecionar e educar o outro ganha pra bater e jogar pimenta em educadores que reivindicam uma reparação histórica da classe. E se a situação do profissional da educação do município do rio está ruim, a do docente que leciona no ESTADO DO RIO DE JANEIRO é ainda pior. Não possuem plano de saúde, auxílio alimentação, o auxílio refeição mal paga um “prato feito”, não recebem auxílio moradia muito mais merecido do que juízes, promotores e, principalmente, políticos. Não há formação continuada através de Instituições conveniadas e sem ter que desembolsar dinheiro do próprio bolso. Isso é uma vergonha! Falo eu, filho de professora do estado e que ganha menos de R$ 1400.

  4. Há, grande quantidade professores “black blocks), ligados ao PSOL e PS. Se a polícia toma providência é arbitrária e violenta. Se não age ela é cobrada da mesma maneira. Um no cravo outra na ferradura. Vai chegar o dia em que choraremos a atuação da polícia.Quem participa de manifesto deve saber onde se colocar. Quem fica perto de arruaceiros o que quer ?Com baderneiro é só mesmo com violência. A imprensa esquerdista está fazendo tudo para desestabilizar o que ainda há de garantia à população.Só bandido tem vez. Em S. Paulo mataram e esquartejaram um soldado. Nem Igreja, OAB, ninguém deu o ar da graça para confortar a familia do PM;

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