Renan admite mudar relatório, mas quer manter acusação de genocídio indígena

Zambelli pede à Justiça que impeça Renan Calheiros de assumir relatoria da  CPI da Covid - ISTOÉ DINHEIRO

Renan se apressou em divulgar antes de haver aprovação

Octavio Guedes
G1 Política

O senador Renan Calheiros admite mudar pontos de relatório final, mas vai insistir no indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por genocídio de populações indígenas. Como o blog mostrou, parte do G7 ficou contrariada com a divulgação de trechos do documento antes da discussão com o grupo, e discorda de três propostas de indiciamento. Um deles é o genocídio contra população indígenas.

“Alguns senadores argumentam que o governo enviou vacinas para os indígenas, o que descaracterizaria o crime de genocídio. Mas a CPI tem provas de que o governo negligenciou ou simplesmente se recusou tomar medidas para proteger esses povos, que são mais vulneráveis. Não é um entendimento meu apenas. Há grupos de juristas que sustentam este tese, como o Prerrogativas e o Miguel Reale. Vou debater isso com meus colegas”, afirma Renan.

DIVULGAÇÃO ANTECIPADA – Sobre a insatisfação com a divulgação de trechos do relatório, antes da discussão com senadores, Renan afirmou que o objetivo era tornar público os temas mais complexos, que já estavam em debate com juristas.

“Estou aberto a qualquer ponderação, desde que não venha a ferir a lógica. Mas este não será um relatório do Renan, mas de toda a comissão. Sempre foi meu compromisso”, completa.

Sobre os outros dois pontos contestados – indiciamento de Flávio e Eduardo Bolsonaro e os 11 supostos crimes atribuídos ao presidente – Renan diz ter base documental, graças ao compartilhamento do inquérito das fake news com o Supremo Tribunal Federal. “No caso do Flávio ele mesmo confessou que levou o dono do Precisa, Francisco Maximiliano, ao BNDES. Isso é uma confissão de advocacia administrativa”, afirma Renan.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não há dúvida de que a CPI está em crise e o relator Renan Calheiros terá de recuar e fazer algumas concessões. Tem um velho ditado que ensina: “Quem tudo quer, tudo perde”. Às vezes, é melhor pegar mais leve para conseguir levar o fardo adiante. (C.N.)

5 thoughts on “Renan admite mudar relatório, mas quer manter acusação de genocídio indígena

  1. Quem fica preso nesse país por assaltar o estado? Não encontra nenhum.
    O relatório dessa CPI não vai ter resultado prático de prisão de nenhum político ou assaltante do estado. Não estamos em um país sério – infelizmente.

  2. Hilário.
    Na batalha de Little Bighorn Crazy Horse (Cavalo doido) e seus guerreiros sioux e cheyenes eliminaram o sétimo regimento de cavalaria do General George Armstrong Custer. Cinco das doze companhias da 7ª Cavalaria foram aniquiladas e Custer foi morto, assim como dois de seus irmãos, um sobrinho e um cunhado. A contagem total de vítimas é de 268 mortos e 55 gravemente feridos.
    Se Renan fosse o relator da matança certamente relataria que foi o General Bolsonaro que exterminou os peles vermelhas americanos, o grande Cara Pálida do Vale da Ribeira é um indiofóbico, seu hobbie é matar índio, nem que seja com vírus chinês

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