Renan diz que criticou o ministro da Justiça, mas não pediu a demissão dele

Resultado de imagem para alexandre de moraes charges

“Ministro da Justiça fala demais e cria problemas”, diz Renan

Deu em O Globo

Três dias depois da prisão de quatro agentes da Polícia Legislativa do Senado, na sexta-feira, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), continua irritado com declarações do ministro da Justiça, Alexandre Moraes, que, na sexta-feira, disse que a Polícia Federal tinha extrapolado suas funções, ao cumprir quatro mandados de prisão contra policiais legislativos do Senado.

O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo e três agentes foram presos após terem sido acusados de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato, ao fazer varredura em busca de escutas ambientais em imóveis dos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fernando Collor (PTC/AL) e Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB), todos investigados. Renan disse ao Globo que Moraes “claramente atrapalha” quando dá esse tipo de declaração, e que devia “falar menos”.

Mas negou que tenha pedido a demissão do ministro tucano ao presidente Michel Temer.

PRECIPITAÇÃO – “Quem extrapolou foi ele no exercício do cargo. Acho que ele precisa falar menos Houve, no mínimo, precipitação. Não fica bem, para a separação dos poderes, um ministro de Estado ficar falando uma coisas dessas, que claramente atrapalha. Estou fazendo meu papel como presidente do Senado. Apenas reclamei em função de suas declarações. Se ele vai permanecer no cargo ou não, isso quem decide é o presidente da República” — disse Renan neste domingo, antes de embarcar para Brasília.

Dos quatro policiais presos na sexta-feira, o único que permanece detido é o diretor da Polícia do Senado, Pedro Araújo, alvo central da investigação até o momento. Ele deverá permanecer detido até terça-feira, quando termina o prazo de sua prisão provisória, que pode ser prorrogada, por ter sido acusado pelos outros policiais presos de falsificar justificativas para as varreduras.

O Globo tentou falar com o ministro da Justiça por meio de sua assessoria, mas não recebeu retorno das ligações até o final dessa edição.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA audácia de Renan é diretamente proporcional à sua impunidade. Ele não tem moral para exigir a demisssão de ninguém, mas gosta de tirar uma onda. (C.N.)

12 thoughts on “Renan diz que criticou o ministro da Justiça, mas não pediu a demissão dele

  1. O blog diz “disse que a Polícia Federal tinha extrapolado suas funções, ao cumprir quatro mandados de prisão contra policiais legislativos do Senado”

    Desculpem-me a ignorância, mas não teria sido “Ministro da Justiça diz que policiais do Senado extrapolaram” ?

    • “As investigações produziram fortes elementos que apontam para a existência de gigantesco esquema de corrupção de verbas públicas no Rio de Janeiro, que contou, inclusive, com o apadrinhamento do então governador de Estado Sérgio Cabral, conforme se extrai das declarações de colaboradores”, destacam.
      Segundo a Saqueador, entre 2007 e 2012, a Delta teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas em um montante de quase R$ 11 bilhões.
      Deste total, R$ 370 milhões teriam sido lavados por meio de 18 ’empresas’ localizadas em endereços onde funcionam consultório de dentista, loja de gesso e onde existe um matagal na beira de estrada. Alguns endereços não existem.
      Cavendish, alvo da Saqueador em junho deste ano, negocia acordo de delação premiada sobre supostos pagamentos de propinas a políticos do PMDB e do PSDB relacionados a obras nos governos de São Paulo, Rio e Goiás, além de estatais federais como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Petrobrás.
      Em um trecho da proposta de colaboração, o dono da Delta relata seu relacionamento com Sérgio Cabral e desvios praticados para obter contratos de obras, como a reforma do Estádio do Maracanã, do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, realizado com dispensa de licitação, e da transposição do Rio Turvo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *