Repetição nada saudosa, que pode ser desastrosa

A TV Globo começa a embandeirar as árvores e casas, a pintar as ruas, tudo mostrado com euforia nos jornais informativos. A última vez que a televisão Globo fez isso, e com estardalhaço, foi em 1982. O Brasil tinha seleção poderosa e praticamente invencível. A Globo, com 17 anos de existência, queria festejar a quase maioridade, com a grande seleção.

Deu tudo errado. O Brasil, que se classificaria com um simples empate, (hoje isso não existe mais) perdeu o jogo. E olhe que começou naturalmente em 0 a 0, depois 1 a 1, 2 a 2, e finalmente o 3 a 2 para a Itália. Três gols de Paulo Rossi, todos de dentro da área, nenhum sensacional ou inevitável.

A própria TV Globo sentiu a frustração e a decepção, estimulou uma crise interna. Luciano do Vale, locutor oficial da seleção e da Fórmula 1, as duas grandes atrações esportivas, foi submetido a constrangimento, até que foi embora.

Surgia então a Era Dunga, perdão, a Era Galvão Bueno, dono de tudo na Organização. Entrevista, tem programa, transmite o que quer e quando quer. Hoje, fez o favor de transmitir o amistoso com a Tanzânia.

Quem venceu? O time de Dunga
ou a seleção dos 300 jornalistas “contra”?

Foi o segundo e último teste, antes da estreia contra a mediocríssima Coreia do Norte. Nada de novo em relação ao que se esperava, ou comparado com o amistoso contra o Zimbábue. Nisso Dunga não tem nenhuma culpa, a CBF precisa faturar.

Segundo todos diziam, a grande preocupação da seleção é o Kaká. Vem de um ano quase inteiro sem aparecer no Real Madri, deixou todo o espetáculo para o arrogante, antipático e pretencioso Cristiano Ronaldo. Kaká continua preocupando. O que Dunga afirma, “ele estará em plena forma na estreia”, pode ser mais uma ilusão do treinador. Mas aceitemos.

Para mim, a maior preocupação é a possível ausência de Julio César. Gomes “bateu roupa” duas vezes, e não deu muita confiança aos torcedores. Quanto à seleção propriamente dita, não há o que afirmar ou negar. Não é nem de longe nossa melhor seleção, parece muito com a de 1994, com Dunga e Jorginho do lado de fora.

E Galvão, Dunga e a TV Globo, vibrando muito com o quarto gol, feito por Kaká, “inspiradíssimo”, com a bola batendo no seu peito. Confirmando minha preocupação, Gomes nem viu onde a bola entrou, chutada por um jogador que acabara de entrar. Ha!Ha!Ha!

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