Reserva Roosevelt: possivelmente, a maior jazida de diamantes do mundo.

Roberto Ilia

Dando sequência ao mapeamento informal que fazemos das potencialidades do solo e subsolo brasileiro, abordaremos o caso emblemático da Reserva Indígena Roosevelt, em Espigão do Oeste, em Rondônia. Conhecida nacional e internacionalmente pelo massacre de 29 garimpeiros pelos índios, em 2004, a reserva Roosevelt pode abrigar a maior jazida de diamantes do planeta.

Na verdade, os jazimentos de diamante estão distribuídos por todo o complexo Roosevelt, composto da Área Indígena Roosevelt, Área Indígena Aripuanã e Serra Morena, espraiando-se em uma área entre os municípios de Espigão do Oeste e Machadinho do Oeste, em Rondônia, e Juína, Aripuanã, Rondolândia e Colniza, em Mato Grosso.

Segundo pesquisas da Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais – CPRM, o complexo Roosevelt pode abrigar em seu subsolo de 15 a 20 kimberlitos – complexo mineralizado vulcânico-magmático que traria os diamantes, formados no magma há milhões – até bilhões – de anos, para a superfície. A maior jazida de diamantes do mundo, em Botsuana, possui de um a dois kimberlitos.

Oficialmente, não se permite a extração dos diamantes da Reserva Roosevelt, já que a extração de minérios em áreas indígenas depende de autorização do Congresso Nacional. Extra-oficialmente, porém, desde 2001 a Reserva Roosevelt exporta, ilegalmente, 20 milhões de dólares em diamantes, extraídos numa combinação explosiva que mistura índios gananciosos, contrabandistas brasileiros, belgas e israelenses e sob a complacência resignada dos órgãos federais de controle – Funai e Ministérios da Justiça e Minas e Energia.

O que fazer com um tesouro desses? Talvez a solução seja o governo federal assumir o controle da Reserva, formando joint-ventures com mineradoras privadas para a extração mecanizada dos diamantes, impedindo o contrabando e destinando percentual razoável da receita com a venda das gemas para os legítimos moradores da reserva: os índios.

Como diz o grande Hélio Fernandes: Nossa Senhora! Esse país nunca deixa de nos surpreender com suas riquezas incalculáveis!

 

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