Respostas a mensagens de comentaristas sobre a gravidade da questão indígena

Vários comentaristas têm dúvidas sobre os problemas que podem ser causados pela adesão do Brasil à Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que pode transformar as reservas em países independentes. Então, vamos reproduzir alguns comentários.

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AÇODAMENTO SUSPEITO

Magdala Domingues Costa

Sr. Carlos Newton, no dia 6 de dezembro de 2011, o jornalista Sebastião Nery publicou nas páginas deste jornal um artigo primoroso com o título “Uma raposa mineral”.

Ali está sintetizado um verdadeiro tratado sobre o que se oculta sob as reais intenções espúrias que agora estão expostas na tal “Declaração” que o senhor menciona, com toda a vergonhosa patacoada apresentada para a platéia.

Ora, convenhamos, se um jornalista consegue ver o óbvio, é inconcebível que um presidente da República e seu Ministro preferido não estivessem a par do assunto em profundidade, pois se possuem mais de dois neurônios, haveriam de se aconselhar com que vive a realidade naquelas terras e conhece as minúcias do problema.

Não houve mancada, desculpe, houve sim, descuido, presunção, arrogância em consultar fontes fidedignas, antes de se pronunciarem oficialmente, sabe-se lá com que propósitos.

Esse “açodamento” referido é bastante suspeito. Não costumo ser leviana em minhas colocações, mas gato escondido com rabo de fora não cola, pelo menos em mentes minimamente esclarecidas.

Como vão resolver o imbróglio nem imagino. Meios deve haver. Falta coragem nacionalista para se impor.

Em vez de viverem “salvando” outras nações independentes, que possuem seus próprios governantes, deveriam cuidar, isso sim, de nosso tesouro ameaçado por olhos cúpidos de tantos “irmãos” de araque.

De “bem intencionados” já estamos otimamente servidos.

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PARLAMENTARES ESTÃO ALHEIOS

Walmor Julio Ferreira Filho

Caro Carlos Newton, faço referência a sua publicação, não tenho a data – “Entenda por que a questão indígena tornou-se grave ameaça à soberania nacional”, onde fica claro que nossos parlamentares não tem o menor conhecimento do que vem ocorrendo, o que é lamentável e inaceitável.

Há que se procurar orientar esses parlamentares sobre o risco que corremos, para que quando o assunto for colocado em votação, não seja aprovado de forma irresponsável. Lamentavelmente, tem coisas que só existem ou acontecem no Brasil.

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ENTREGA DA AMAZÔNIA

Nélio Jacob

Esse acordo assinado pelo Brasil, área continua de terras indígenas, venda de glebas de
terra na Amazônia, a título de remanejamento, podendo explorar por 40 anos com direito a prorrogação por mais 40 anos, é muita coincidência para considerar engano ou eu não sabia.
Na verdade, o que há, é um processo de entrega da Amazônia. Basta ver o número de ONGs estrangeiras que invadiram o norte do país.

Nunca antes neste país, houve tantos vendilhões da pátria.

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COMENTÁRIO DE CARLOS NEWTON

Magdala, você está certíssima. O açodamento é suspeito. A Declaração levou quase 20 anos sendo analisada e debatida na ONU. O Brasil sempre foi contra. À última hora, resolveu aderir. E o diplomata Celso Amorim continua prestigiado até hoje. É muito estranho.

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Walmor, o assunto até agora não é do conhecimento dos parlamentares. Em 2007, quando o Brasil assinou o tratado, fui a Brasília e procurei influentes congressistas, como Arlindo Chinaglia, Tião Viana, Artur Virgilio, Mozarildo Cavalcanti, entre outros. Nenhum deles fora informado sobre o assunto. Nem o Bolsonaro sabia. Ficaram surpresos e espantados.

Há poucos meses, sabendo que o governo até agora não enviou ao Congresso o tratado para ser ratificado e entrar em vigor no país, procurei o gabinete do senador Fernando Collor, presidente da Comissão de Relações Exteriores, onde o texto será analisado, e ele nem deu respostas às perguntas que formulei, através de sua assessoria.

O assessor de Collor não sabia da existência da Declaração da ONU, então conclui que o senador também desconhece o assunto.

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Nélio, você tem razão, a questão das ONGs é grave. E o governo não demonstra o menor interesse em enfrentar essas ONGs.

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