Revisitando o passado, como se fosse um país distante

Sérgio Bittencourt, um compositor inspirado

O jornalista, cronista, apresentador de TV e compositor carioca Sérgio Freitas Bittencourt (1941-1979), filho do grande músico e compositor Jacob do Bandolim, revisita o passado como se fosse um país distante.

O PASSADO É UM PAÍS DISTANTE
Sérgio Bittencourt

O passado é um país distante
que distante é a sombra da voz
o passado é a verdade contada
por outro de nós

Estranho som
o da memória a recordar
ao longe reconheço a casa
e a língua familiar
estranho, o som da língua
na frase familiar
o mar
galgou numa outra língua, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranha sombra
a que por vezes cobre o olhar
dir-se-ia que escurece só
pra então iluminar
as sombras a retalho
na face familiar
o mar
galgou por sobre a sombra, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranho sono
O passado é um país distante
que distante é a sombra da voz
o passado é a verdade contada
por outro de nós

(Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *