Ricardo Barros diz que apresentará “imediatamente” projeto para plebiscito por nova Constituinte

Barros declarou que Constituição deixa o Brasil “ingovernável”

Camila Turtelli, Jussara Soares e Idiana Tomazelli
Estadão

Um dia após afirmar que a Constituição deixa o Brasil “ingovernável”, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse que vai enviar “imediatamente” um projeto de decreto legislativo para a realização de um plebiscito para a população opinar sobre a elaboração de uma nova Carta Magna.

Barros já tem um texto pronto e afirmou que fará ajustes nas datas das votações. A proposta inicial era que a consulta à população fosse feita nas eleições municipais deste ano para, em 2022, ter uma Assembleia Constituinte. Barros disse que, à época, não havia obtido apoio de lideranças, mas que agora, após a receptividade da sua ideia,  está motivado a apresentar o projeto.

APOIO – “Fiz uma provocação sobre a Constituição, o que as pessoas pensavam da nossa Constituição. Agora, estou motivado diante de tantos apoiamentos que recebi”, comentou Barros nesta terça-feira, dia 27,  após participar de evento na Base Aérea de Brasília para apresentação dos novos jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), o F-39 Gripen. O “Workshop F-39 Gripen” contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, de ministros, parlamentares e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O líder do governo defendeu a realização de um plebiscito sob o argumento de que a Constituição transformou o Brasil em um “País ingovernável”. Barros citou como exemplo o Chile, que foi às urnas no domingo, 25, e observou que, na sua avaliação, uma  Assembleia Constituinte deve ser eleita para a criação de uma nova Constituição do País.

CRÍTICAS – “Eu, pessoalmente, defendo nova Assembleia Nacional Constituinte. Acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra “deveres”, porque a nossa Carta só tem direitos e é preciso que o cidadão tenha deveres com a Nação”, disse Barros, nesta segunda-feira, dia 26, em evento organizado pela Academia Brasileira de Direito Constitucional. A declaração recebeu críticas de várias autoridades,  entre as quais Maia, e por isso ele voltou novamente ao tema nesta terça.

 Barros afirmou que a Constituição deixou  “o poder fiscalizador muito maior que os demais” e, por isso, seria necessário também “equilibrar os Poderes” no País. Alvo de investigações do Ministério Público Federal, o deputado disse ser preciso punir quem apresentar denúncias sem prova e negou, mais uma vez, que a proposta de uma nova Constituição tenha o aval de Bolsonaro. “Eu fui claro. Eu disse ‘eu pessoalmente defendo’. Então, não consultei o governo e não falei em nome do governo. Portanto, ninguém do governo me abordou”, insistiu.

20 thoughts on “Ricardo Barros diz que apresentará “imediatamente” projeto para plebiscito por nova Constituinte

  1. Realmente necessitamos de uma nova constituição
    Porém ela precisa nascer da sociedade não de políticos. É possível. Cada ser tô propõe artigos podendo ser até antagônicos e o plebicito seria de múltipla escolha. Quer para temas simples ou polêmicos.

  2. Se cultivasse o salutar hábito da leitura leria o que assina.

    “O presidente Jair Bolsonaro anunciou na tarde desta quarta-feira (28) que irá revogar o polêmico Decreto Nº 10.530, que abria espaço para a privatização de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto foi alvo de críticas de parlamentares – que buscavam derrubar o decreto no Congresso -, ex-ministros da Saúde, ex-presidentes e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

    Segundo informações do jornalista Leandro Magalhães, da CNN Brasil, o presidente decidiu voltar atrás após a forte repercussão negativa. Ele, no entanto, negou que o decreto se tratava de uma privatização. A decisão deve sair nas próximas horas.”

    Aquela que o cara desclassifica sem ler, só de ouvir falar. Bozolino é claro.

    https://revistaforum.com.br/politica/privatizacao-do-sus-apos-pressao-bolsonaro-recua-e-anuncia-revogacao-de-decreto/

    • O único erro do Bolsonaro foi ter voltado atrás, o decreto não tinha nada demais e nada tinha a ver com privatização do SUS. Só a histeria das esquerdas e sua vontade ver pobre morrendo em hospitais caindo aos pedaços.

      • Ha ha ha !
        Que maravilha!
        Os robôs de 0,17 centavos a postagem, agora até possuem senso de humor.

        Obs: o corretor sugere a troca de postagem por pastagem…. não é que faz sentido?

  3. ” Sempre havia alguma coisa querendo pegar a gente. não dava folga. Sem descanso, nunca.”
    Charles Bukowski, no livro “Pulp”.

    Agora o bozo virá com alguma coisa que aparentemente será menos perniciosa, mas pegará a gente.

  4. Dias atrás tivemos acalorados debates na TI, em razão de o ministro Mello, do STF, ter deferido favoravelmente o HC solicitado pelos advogados de criminosos, com base numa lei que sequer houve a devida e imprescindível interpretação.

    Mello, simplesmente alegou em sua defesa, que cumprira com a lei, independente de o preso libertado era um traficante já condenado pelos crimes cometidos.

    A minha posição foi criticar a decisão do ministro, pois se pagamos salários tão altos para os magistrados apenas ler as leis e fazê-las cumprir, Justiça para quê?

    Os debates duraram vários dias.
    Por coincidência, a proposta do deputado que é líder do governo na Câmara, o tal Ricardo Barros (PP/PR), diz respeito a nova Constituinte, alegando ser impossível governar com a atual promulgada em 88.

    Se os adeptos do garantismo não se deram conta, então os aviso:
    Bolsonaro tem a maioria no congresso;
    O Centrão leva de roldão quem quiser, ainda mais com a propina correndo livre, leve e solta;
    As leis que serão acrescentadas à nova Carta Magna, indiscutivelmente aumentarão os poderes do presidente, e acrescentarão artigos que fortalecerão a impunidade, para gáudio dos parlamentares.

    Ora, como a lei não deve ser interpretada, na ótica dos magistrados garantistas, tirem uma ideia do fortalecimento de um governo que visa escandalosamente o autoritarismo, e o quanto se aproximará de uma ditadura!

    Essa é a questão que envolve seguir a lei ao pé da letra.
    Faça-se a lei que quiser por mais injusta que seja, discriminatória, segregacionista, mas caberá ao juiz mandar que seja obedecida.

    Resultado:
    Não teremos mais uma Constituição, mas determinações que impedirão processos, julgamentos e sentenças, que forem contrárias aos interesses e conveniências dos poderes constituídos!

    A Justiça será eliminada, justamente a razão de ser da lei, pois as normas precisam, OBRIGATORIAMENTE, considerar vários e importantes detalhes e situações quanto ao momento que será promulgada:
    Educação;
    Saúde;
    Segurança;
    Situação do povo;
    Situação econômica;
    Garantias pessoais;
    Direitos inalienáveis;
    Proibições;
    Desigualdades sociais;
    Deveres;
    Limites do Executivo;
    Limites do Legislativo;
    Limites do Judiciário (as decisões monocráticas nos tribunais superiores);
    Momento histórico e cultural …

    Pergunto:
    A “nova” Constituição irá melhorar a vida do povo ou outorgará mais poderes aos já poderosos no Brasil??

    Agora, como tem sido hábito, o Planalto está fazendo outro balão de ensaio.
    Quer ver a reação popular antes de levar adiante a sua vontade.
    Caso não houver resistência considerável, que siga adiante o plano!

    Sem eu querer fazer um jogo de palavras, mas os garantistas darão mais garantias aos meliantes, e diminuirão substancialmente as garantias individuais e coletivas da sociedade!

    Em outras palavras:
    Garantirão que os corruptos tenham a garantia da impunidade, que façam o que bem entender, pois o tribunal sempre garantirá o que diz a lei por mais injusta que esta se torne norma.

    Eis o grave problema dos garantistas.
    Qualquer mudança nas leis – cumpra-se!
    A Justiça é eliminada em definitivo, enaltecendo a chance de um governo ditatorial, truculento, e que deseje permanecer no poder indefinidamente.

    Maduro e Morales que o digam.

    Obs:
    PP, o mais investigado na Lava Jato, só vê seu poder crescer no Brasil. Por quê?
    (El País).

    • Chico, seu arrazoado sobre o balão de ensaio do Mito me despertam tristes lembranças históricas “República de Weischmann” “Hitler” “III Reich” “Nacional-Socialismo” ou “Nazismo” “Nova Ordem”
      Qualquer semelhança é mera coincidência.

  5. O RB sendo ele mesmo, um rematado imbecil, serviu a todo tipo de governo, do pestismo passando pelo governo “golpista” do Temer do qual foi ministro também e agora servindo ao boçal. O cara tem mesmo uma carreira invejável, quem adora canalhas deve tê-lo por ídolo.

  6. Na verdade, verdadeira, o Plebiscito é a pedida da ora, já deveria ter acontecido em 2014, antes das eleições, e Dilma não teria rodado. Portanto, o problema não é o Plebiscito, até porque, na verdade, ele é a solução, o problema é a matéria a ser plebiscitada, se é a mudança de verdade, ou se é apenas mais um golpe FDP do sistema podre, bandido, camaleônico, FDP. O BRASIL e o povo brasileiro não aguentam mais continuar sendo obrigados a chafurdar no lixo do sistema podre, pelo amor de Deus, parem com isso, ninguém em sã consciência aguenta mais isso, mudem isso antes que viremos todos defuntos ou loucos de pedra e o Brasil um hospício irreversível. PLEBISCITO JÁ, EM 2021, OU ELEIÇÕES PLEBISCITÁRIAS EM 2022, tendo em vista que o sistema apodrecido continua em débito com as Jornadas de Junho de 2013, que, por questão de honestidade, escrúpulo, lealdade e generosidade, ao invés de fazer a Revolução redentora da política, do país e da população naquela oportunidade, houve por bem devolver a bola ao Congresso Nacional para que fizesse as mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas que tanto necessitamos, e voltou para casa, porém sem antes avisar que se não fizessem o que tem que ser feito ela voltaria para liquidar a fatura, fazer o que tem que ser feito, a Revolução redentora da política, do país e da população, inclusive face à perguntas suscitadas pelo povo nas ruas do Brasil, diretamente, em Junho de 2013, aos gritos de “sem partidos, sem golpes, sem violência, sem corrupção, vocês não nos representam”, que continuam sem respostas. Eis a questão e a dúvida cruel: MUDAR, OU NÃO MUDAR o sistema político apodrecido, forjado e desfrutado pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, desde a proclamação da república, há 130 anos, com aparente prazo de validade vencido há muito tempo, a medida que há muito tempo a república dos me$mo$ transpira decadência terminal por todos os seus poros. E se, consultado via plebiscito, o povo optar pela mudança, pergunta-se então, por conseguinte, o que colocar no lugar ? NO BRASIL, há cerca de 20 anos, existe apenas uma proposta de mudança de verdade do sistema, séria, estrutural e profunda, que inspirou e motivou as jornadas de Junho de 2013, que é a RPL-PNBC-DD-ME, o projeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, via plebiscito, ou via eleição plebiscitária, e, por conseguinte, via poder constituinte. https://www.brasil247.com/poder/governo-nao-defende-nova-constituicao-diz-hamilton-mourao?fbclid=IwAR0_l2KUue-

  7. Não dá para comparar. Os chilenos querem mais direitos. O nobre deputado fala em colocar deveres e retirar direitos dos cidadãos brasileiros.

    Que se façam mudanças pontuais necessárias, como a mudança diminuir as instâncias protelatórias das sentenças, mas que não se escreva outra Constituição que permita alterar as cláusulas pétreas, como direitos adquiridos.

  8. O Pp está crescendo e ganhando cada vez mais força dentro do governo o líder Senador Ricardo Barros ( Pp ) defende o governo na maneira dele mas A Senadora Katia Abreu ( Pp ) – e muito mais preparada para falar pelo povo Brasileiro – para defender o que e certo.

  9. Temos no Brasil a Lei Federal da Imprensa em vigor e defendida pela a ABI que defende a Liberdade de Imprensa, opinião e expressão no Brasil, lei N. 5.250 de 2 / 02 / 1967. Eu defendo e apoio a ABI no Brasil.

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