Ricardo Salles engavetou as verbas da Amazônia, Mourão se omitiu e Bolsonaro nada fez

MPF cobra Justiça Federal no DF por decisão sobre afastamento de Ricardo  Salles - Flávio Chaves

Charge do Nani (nanihumor.com)

Bruna Lima
Correio Braziliense

A Operação Verde Brasil 2, planejada para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, será prorrogada até abril, anunciou o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, nesta segunda-feira (26/10).

Conduzidos pelo Ministério da Defesa, os trabalhos estavam programados para se encerrar na primeira semana de novembro. Mas, em meio à baixa execução orçamentária do montante previsto pelo governo federal, as ações serão estendidas.

VERBAS SOBRANDO – De acordo com o portal Siga Brasil, de responsabilidade do Senado, dos R$ 418,6 milhões autorizados para a operação, somente  R$ 164,9 foram empenhados até o momento. Esse valor equivale a menos de 40% da verba. Nos dois primeiros meses de operação, menos de 4% do orçamento havia sido utilizado. Somente em agosto houve um desentrave nas liberações.

Em meio a esse cenário, Mourão afirmou que a programação será prorrogada até abril. “Vamos prorrogar. A decisão está tomada”, disse o vice-presidente, na chegada ao Palácio do Planalto. “Nós estamos com recurso suficiente para chegar até abril”, completou. Agora, cabe ao presidente Jair Bolsonaro prorrogar o decreto de Lei da Garantia e da Ordem (GLO) que autoriza o empenho das Forças Armadas na operação até 6 de novembro.

ATUAÇÃO EM CONJUNTO – A Operação Verde Brasil 2 começou em 11 de maio e está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), liderado pelo vice-presidente e com inclusão de onze organizações de controle ambiental e segurança pública, atuando em conjunto com as Forças Armadas.

Os trabalhos se concentram em ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, com foco no desmatamento e queimadas. Os esforços ocorrem nas áreas de responsabilidade da União: na faixa de fronteira, terras indígenas, e em unidades federais de conservação ambiental.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria necessita de tradução simultânea. Fato 1 – Havia verbas para a operação conjunta na Amazônia; Fato 2 – As verbas não foram gastas; Fato 3 – Isso significa que muitas das ações que poderiam ter sido executadas na verdade não se realizaram; Fato 4 – O nome disso é omissão ou inércia administrativa.  Os culpados são o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que manteve as verbas na gaveta; o vice Hamilton Mourão, que não cobrou a liberação dos recursos; e o presidente Jair Bolsonaro, que deveria botar ordem nessa bagunça. (C.N.)

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