Rigor da Justiça Eleitoral contra o partido de Marina parece ser mesmo excessivo

Carlos Newton

A cada dia, vai ficando mais evidente que a Justiça Eleitoral está aplicando, no caso do partido de Marina Silva, um rigor que jamais utilizara ao examinar os pedidos de registro de outras legendas, como o Solidariedade, liderado pelo deputado Paulinho da Força Sindical, ex-PDT, ou o Pros, que é declaradamente de aluguel. A invalidação da assinatura da cantora Adriana Calcanhoto, por exemplo, é uma evidência gritante.

Muitos jornalistas, como o genial Jorge Bastos Moreno, estão publicando que o prazo de Marina Silva termina dia 3, mas não é verdade. Como já explicou aqui no Blog da Tribuna o jurista Jorge Béja, a Lei Eleitoral determina a filiação “um ano antes da eleição”. E acontece que o pleito será realizado dia 5 de outubro de 2014 (eleição é sempre domingo). E como o próximo dia 5 cai no sábado, a legislação prorroga o prazo automaticamente para segunda-feira, dia 7.

A ex-ministra e ex-senadora faz questão de dizer que não tem Plano B, mas é difícil acreditar que tanto trabalho e tanta despesa estejam sendo jogados fora, embora a principal patrocinadora de Marina seja uma das donas do Grupo Itaú, que está pouco ligando para dinheiro, o negócio dela é sustentabilidade, se é que vocês me entendem, como dizia o genial cronista Maneco Muller, o “Jacinto de Thormes”.

A situação de Marina é complicada, porque ela precisa de um partido “politicamente correto”, digamos assim. Entre os que aparentemente estão disponíveis, o PPS é filial do José Serra e o PDT parece que agora está com Ciro Gomes e não abre. Ao PTB ela se recusa a se filiar. Ao PP de Paulo Maluf, certamente também.

Ao PV ela não volta, porque causa da direção do partido, que tem antecedentes de irregularidades contábeis. Diz que não pretende entrar no PEN (Partido Ecológico Nacional), que é uma dissidência do PV. Como ela é evangélica, será que ingressa no PR de Anthony Garotinho, no PSC do Pastor Feliciano ou no PTC de Daniel Tourinho?

E o PSOL, onde estão seus ex-companheiros Chico Alencar, Babá e Ivan Valente? Puxa, são tantas as opções que fica difícil acreditar que Marina Silva faça pirraça e desista de ser candidata, só porque seu partido caiu na rede do TSE?

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

3 thoughts on “Rigor da Justiça Eleitoral contra o partido de Marina parece ser mesmo excessivo

  1. SERÁ QUE A SRA MARINA, ENTRE QUASI 50 PARTIDOS, AINDA NÃO CONSEGUIU ACHAR 1 (um).

    POR FAVOR, VAMOS TER PENA DO BOLSO DO CONTRIBUINTE.

    PARTIDO MESMO NÓS NÃO TEMOS, E SIM, CONGOMERADO DE INTERESSES.

    SÓ DEVIAMOS, TER 02 (DOIS): CONSERVADORES E LIBERAIS. MAIS UMA VEZ, TENHAM PENA DO BOLSO DO CONTRIBUINTE!

  2. Sr. Newton, a Srª Marina, está sendo sabotada pela justiça eleitoral, no momento ela potencializa com sua candidatura à Esperança de ver um Brasil decente e justo, e o Ministro Joaquim Barbosa, que no momento não é candidato, creio que um como candidato a Presidente e o outro como Vice, seriam imbatíveis nas “urnas eletrônicas não confiáveis”. Isso não interessa aos que estão no Poder de governo e econômico, que escravizam o “Zé e Maria”, com salários mínimos miseráveis e analfabetismo, desgraçando o País.

  3. Tudo é utopia até sua concretização:sugiro políticos voluntários do mais simples vereador até a Presidência da República (vide presidente Mujica do Uruguai). Partidos sem dinheiro público. O Fundo Partidário acaba e a dinheirama vai para a Saúde, Transportes Coletivos e Educação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *