Rio de Janeiro desmoraliza até o aquecimento global

Carlos Newton

Quando Brigitte Bardot era a mulher mais famosa do mundo e se encantou com o Rio de Janeiro, foi aquela sensação. Ela estava namorando com o jogador de basquete e playboy Bob Saguri, um carioca de origem marroquina, que a levava a restaurantes e boates, e nos primeiros dias o casal estava sempre perseguido pela imprensa.

Uma semana depois, BB já estava incorporada à cidade (diga-se, à Zona Sul), e podia circular à vontade, ninguém mais prestava atenção nela. E havia até quem reclamasse quando ela entrava no Zepellin, no Jangadeiro ou no Mau Cheiro, os três bares preferidos de Ipanema: “Lá vem aquela chata da Brigitte..”

O Rio de Janeiro é assim, uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, que encanta os turistas e desmoraliza mitos. Agora, nesta fase da temporada do chamado Alto Verão, o Rio se diverte desmoralizando o aquecimento global. Faz frio, ninguém consegue ir à praia.

Os turistas se entreolham, estupefatos, perguntando pelo Sol e pelas garotas de Ipanema (e garotos, também, desde que parte da praia se transformou num dos mais famosos redutos gays do mundo).

A cidade está cheia de turistas, mas as praias estão desertas, em pleno Alto Verão, com aquecimento global e tudo o mais. Se aparecer quem diga que a culpa é do derretimento dos pólos, e o carioca vai responder que só se importa com a cerveja gelada. E vamos em frente.

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