Risco dos tucanos: não ter candidato

Carlos Chagas

O governador Geraldo Alckmin manteve a guerrilha dentro do PSDB, em sua mais recente entrevista, nas páginas amarelas da Veja deste fim de semana. Porque, abordando a sucessão presidencial, citou como tucanos candidatáveis à presidência da República Aécio Neves, José Serra e os governadores do partido. Só faltou acrescentar “olha eu aqui”. Defendeu a realização de prévias, dada a existência de mais de um candidato, mas apenas no ano que vem.

Enquanto os tucanos batem cabeça e bicos, o quadro se define em volta deles. Dilma Rousseff trabalha abertamente pela reeleição. Eduardo Campos confirma que vai para a disputa. Marina Silva cria um partido novo com a óbvia finalidade de concorrer. Até Fernando Gabeira aceita fazer figuração.
Quando acordar, o PSDB perceberá a impossibilidade de recuperar o tempo perdido.

A situação no ninho lembra episódio acontecido com o Dr. Ulysses, nos longos anos em que presidiu o MDB, depois PMDB. Às segundas-feiras, sempre que chegava de São Paulo, entrava no carro oficial à sua espera, dizendo ao motorista: “vamos para casa”. Era na quadra dos senadores, pois fora sorteado entre os cardeais do antigo PSD para morar com Nelson Carneiro, então solteiro e acometido por um pequeno AVC. Certa vez, houve um desencontro, o carro oficial não apareceu. Tomou um táxi e, indagado para onde seguir, respondeu com o tradicional “vamos para casa”. O motorista ficou na mesma porque Ulysses que não sabia o endereço de onde morava. A solução foi tomarem o rumo da Câmara.

Assim estarão os tucanos se continuarem indefinidos. Sem candidato.

CONTRARIANDO PREVISÕES

A presidente Dilma tem um prazer especial em desmentir e contrariar previsões, em especial quando divulgadas pela mídia. Basta falar que vai reformar o ministério para ela ficar de braços cruzados. Se alguém espalha que determinado auxiliar está fraco, fica forte no dia seguinte.

Durante todo o mês de janeiro dizia-se que logo depois da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, Dilma promoveria mudanças em sua equipe. Pois fevereiro está terminando e nada, até agora. Falta indicar um ministro para o Supremo Tribunal Federal e especulações variadas ganham os jornais. Pode não ser nenhum dos sete especulados.

DEPOIS DO NOVO PAPA

Do Vaticano chegam informações sobre a antecipação do conclave dos cardeais para a escolha do novo Papa, capaz de estar decidida antes do fim de março.

Do Supremo Tribunal Federal, aqui, vem rumores de que ainda este mês será conhecido o texto-base do acórdão do mensalão, abrindo-se então prazos para os embargos dos advogados dos réus. Esses recursos precisarão ser julgados um por um, pelo plenário. Só depois as sentenças transitarão em julgado, devendo os condenados ser recolhidos à cadeia. O novo Papa, salvo engano, terá tido tempo de redigir sua primeira encíclica.

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