Rodrigo Maia anuncia que a Câmara vai derrubar o decreto de armas de Bolsonaro

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Deu em O Tempo
(FolhaPress)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (24), que a Casa deve seguir a decisão do Senado e derrubar o decreto de Bolsonaro que flexibiliza o porte de armas. A intenção de Maia é articular que alguns pontos do texto sejam antes aprovados por meio de projetos de lei, partido do Senado.

“Depois da decisão do Senado de derrubar o decreto de armas, na minha opinião esse pode ser o caminho da Câmara. Mas nós entendemos sob a liderança dele (o presidente do Senado, Davi Alcolumbre) que existem alguns pontos que são inconstitucionais e precisam ser tratados por lei”, afirmou durante podcast publicado em suas redes sociais nesta manhã.

ARTICULAÇAO – Maia diz que articula com o Senado a aprovação de pontos como a ampliação da posse rural de armas para toda a propriedade e não apenas na sede, e flexibilização para colecionadores.

“O Senado organizando essa votação a gente organiza a questão do decreto”, afirmou. “Aprova por lei aquilo que é correto, constitucional. Tudo aquilo que não seja constitucional não é nem correto que o Congresso aceite”.

“A gente tem uma expectativa se nada mudar que a gente possa votar até quinta-feira na comissão a reforma da Previdência, deixar o projeto pronto para o plenário”, afirmou.

O presidente da Câmara voltou a afirmar que espera votar a reforma da Previdência ainda nesta semana na comissão especial e aprovar o texto no plenário no mês de julho.

SANEAMENTO É CONSENSO– Outro projeto que é considerado prioritário é o marco do saneamento, que foi aprovado pelo Senado. Maia disse que quer votá-lo neste semestre ou na primeira semana de agosto.

Neste semestre o prazo é curto para votações, porque, com as festividades de São João, o plenário tende a ser esvaziado nesta semana. Além disso, há o recesso parlamentares nas duas últimas semanas de julho.

Maia diz ainda que pretende formar a comissão especial que analisará a reforma tributária nesta semana. O colegiado já foi criado, mas não está em funcionamento. A ideia é que comece a tramitar logo que a Previdência saia da fase de comissão, para não haver conflito com as duas propostas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O presidente da Câmara falou o óbvio, sem atacar o projeto de Paulo Guedes, que é muito fraco. Mas o relator da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP) também errou ao enfraquecer o BNDES financeiramente, tirando dinheiro de investimento para gastar em custeio. E tudo isso é feito sem que se abra a caixa-preta da Previdência.

Quanto à caixa-preta mais famosa, a do BNDES, foi arrombada pela Polícia Federal, que passou dois anos investigando e agora Guido Mantega e Luciano Coutinho devem pegar uma bela cadeia.  (C.N.)

8 thoughts on “Rodrigo Maia anuncia que a Câmara vai derrubar o decreto de armas de Bolsonaro

  1. Major L. Caudill, Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

    “As pessoas só têm duas maneiras de lidar umas com as outras: pela razão ou pela força. Se você quer que eu faça algo para você, você terá, ou de me convencer via argumentos, ou de me obrigar a me submeter à sua vontade pela força. Todas as interações humanas caem em uma dessas duas categorias, sem exceções. Razão ou força, só isso.
    Em uma sociedade realmente moral e civilizada, as pessoas interagem somente pela persuasão. A força não tem lugar como método válido de interação social; mas a única coisa que pode remover a força da equação é uma arma de fogo, por mais paradoxal que isso possa parecer.
    Quando eu porto uma arma, você não pode lidar comigo pela força. Você precisa usar a razão para tentar me persuadir, porque eu tenho meios de anular suas ameaças ou o uso da força.

    A arma de fogo é o único instrumento que coloca em pé de igualdade uma mulher de 50 Kg e um assaltante de 100 Kg; um aposentado de 75 anos e um marginal de 19, um indivíduo sozinho contra um carro cheio de bêbados armados de bastões de baseball. A arma de fogo tira a disparidade de força, de tamanho ou de número de cena numa situação em que haja atacantes potenciais e uma pessoa se defendendo.
    Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como a causa do desequilíbrio de forças. Acreditam que seríamos mais civilizados se todas as armas de fogo fossem removidas da sociedade, até porque isso tornaria o trabalho de um assaltante (armado) mais fácil e haveria menos risco de alguém sair ferido. Mas esse raciocínio, obviamente, só seria verdadeiro se o assaltante souber de antemão que suas vítimas estarão desarmadas, seja por opção, seja em virtude de leis. Essa causa de desequilíbrio deixa de existir se as vítimas potenciais também estiverem armadas.

    Quem advoga o banimento das armas de fogo está optando automaticamente pela lei do mais jovem, pela lei do mais forte, pela lei do bando, e isso é o exato oposto de uma sociedade civilizada. Um marginal, mesmo armado, só consegue ser bem sucedido em uma sociedade onde o Estado lhe garantiu o monopólio da força.
    Há também o argumento de que as armas de fogo tornam letais confrontos que poderiam terminar apenas em ferimentos mais leves. Esse argumento é falacioso sob diversos aspectos. Sem o envolvimento de armas os confrontos são sempre vencidos pelos mais fortes impondo ferimentos aos mais fracos sérios o bastante para subjuga-los. Quem imagina que punhos, bastões, porretes ou pedras não bastam para matar está assistindo muita TV onde as pessoas são violentamente espancadas e sofrem no máximo um pequeno corte no lábio. O argumento de que as armas aumentam a letalidade de um ataque só é verdadeiro a favor do mais fraco quando ele se defende, e não do atacante mais forte. Se os dois estão armados então, a luta apenas fica nivelada.

    A arma de fogo é o único instrumento que é tão mortífero nas mãos de um octogenário quanto nas de um halterofilista. Elas simplesmente não serviriam para equilibrar uma parada como essa se não fossem mortais e não pudessem ser acionadas por qualquer um, forte ou fraco.
    Quando eu porto uma arma não é porque estou procurando encrenca, é exatamente por que quero ser deixado em paz. A arma na minha cintura significa que eu não posso ser forçado a nada, somente persuadido. Eu não porto uma arma porque tenho medo mas sim porque ela me permite não ter medo. Ela não está lá para intimidar os que querem interagir comigo pela razão, mas para desencorajar os que pretendem fazê-lo pela força. A arma remove a força da equação … e é por isso que portar uma arma é um ato civilizado.
    Portanto, a sociedade mais civilizada é aquela onde todos os cidadãos podem estar igualmente armados e só podem ser persuadidos, nunca forçados“.

    Atenciosamente.

  2. Tenho a impressão que ninguém tem a menor noção de democracia e espírito republicano. O Presidente da Câmara deveria ficar distante das disputas, mas essa figura horrorosa desse Botafogo vive se inflando como se fosse dono da Câmara. O outro, lá do Senado, está saindo pior do que o Canalheiros. O mesmo ocorre com os Ministros do STF: votam oscilando entre seus compromissos com os picaretas e a ameaça das ruas.

    Por incrível que pareça àqueles histéricos que acreditam num Bolsonaro fascista e ditador, ele é o único que está agindo realmente com respeito às leis e à Constituição.

  3. 23:59 – Foi uma ótima ixtratégia do Borsonaro apoiar o Maia para a presidência da Câmara. Maia pode ser um bom serviçal e ajudar a aprovar a Reforma da Previdência!!!!! Borsonaro é um gênio da ixtratégia!!!!!! Viva Borsonaro!!!!!!!!

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    00:00 – Ainn, esse Maia é um canalha ladrão, corrupto!!!! Fora, Maia!!!! Eu odeio esse Maia ladrão!!!!

    (Escrito em MODO BOLSONETE HISTÉRICA, VOLÚVEL E PELANCUDA)

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