Rússia decide tomar a frente no processo de negociação para por fim à guerra civil na Síria

Carlos Newton

A informação é altamente positiva. O ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, reiterou a proposta de dar início a um diálogo entre o Governo e a oposição na Síria, ao reunir-se aqui com uma delegação do chamado Conselho Nacional Sírio, uma organização de oposição síria criada no ano passado, quando começou a revolta na país.

“Queríamos conhecer até onde é possível a união de todas as forças da oposição para iniciar conversas com o Governo do presidente Bashar Al-Assad, como estipula o plano de seis pontos do ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan”, afirmou Lavrov, acrescentando: “Ao apoiar o plano do também enviado especial da Liga Árabe e da ONU à Síria, nos pronunciamos pelo imediato fim de qualquer tipo de violência por todas as partes enfrentadas, explicou o chefe da diplomacia russa”.

Além disso, a Rússia se manifestou a favor de um diálogo com a participação do Executivo sírio e todos os grupos opositores, durante o qual os próprios sírios determinem o destino de seu país, incluídos as datas e parâmetros de um processo de transição.

Lavrov declarou que os encontros com o grupo opositor sírio, dirigido agora por Abdel Basset Seid, têm por objetivo deixar bem clara a posição da Rússia, pois “algumas vezes surgem novas indagações do Conselho Nacional Sírio”.

“Desejamos esclarecer bem nossa posição, para apagar qualquer dúvida, e nos interessa conhecer o entendimento deles sobre as relações entre as facções de oposição e os vínculos do Conselho Nacional Sírio com os outros grupos”, destacou Lavrov ao iniciar o encontro na chancelaria.

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TRANSIÇÃO

Vamos aguardar se a Rússia conseguirá o que Kofi Annan tentou e não alcançou: colocar os rebeldes para negociar um processo de transição. Se isso for conseguido, a Síria pode surpreender o mundo e se tornar uma democracia mais avançada do que os demais países atingidos pela chamada Primavera Árabe.

É uma medição improvável, em função da conhecida interferência externa na crise da Síria (EUA, Israel, Arábia Saudita, Qatar etc.), mas não se pode dizer que seja impossível.

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