Sabe ler? Pode entrar na política…

Sebastião Nery

O coronel Miguel Sátiro, de Patos, na Paraíba, deputado na República Velha, pai do governador Ernani Sátiro, nunca falou mal de ninguém. E sempre arranjava um jeito de falar bem. Um dia da padroeira, apareceu o compadre, coronel Manuel, sozinho. Miguel Sátiro estranhou:

– Bom dia, compadre Manuel. Cadê o afilhado João?

– Não trouxe não, compadre Sátiro. O menino já está homem, mas não deu para nada. É um caso perdido.

– Não, não é assim não. Vamos ver para o que é que o menino dá.

– Não dá para coisa alguma. Tudo que faz é errado, sem jeito.

– Compadre Manuel, o menino não sabe ler e escrever?

– Sabe, compadre Sátiro.

– Vêm eleições, ele podia entrar na política, ser candidato a vereador.

– Então é para o que dá. Sem vergonha e mentiroso, foi só o que ficou

###
CORONÉIS

Em 2003 Lula já tinha dado uma de coronel Manuel quando organizou o primeiro ministério. Nomeou os que tinham perdido a eleição e não sabiam fazer outra coisa. O PT loteou o governo de “aspones”, de gente que não sabia fazer coisa nenhuma. Desde então, foi sempre essa arrogância, o delírio de arranjar logo lugar para abrigar os capitães do mato do partido.

Essa gente trata o país como se fosse a chácara do Sombra em Santo André ou o apartamento do compadre Teixeira em São Bernardo. Dividem os cargos como urubus uma carniça. Falta perguntar, como Garrincha, em Moscou, diante dos russos: – Já combinaram com o país, com o povo?

###
CEMITÉRIO

No centro de Corumbá, no Pantanal, um cemitério tem o nome escrito em largo muro branco e negras letras garrafais: Cemitério Nelson Chamma. Parece o governo de Dilma. Cada dia chama um novo escândalo.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *