Santana e Mônica se beneficiaram da corrupção do PT, diz a Procuradoria

Charge do Amarildo (amarildo.charge.worldpress.com)

Ricardo Brandt, Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho
Estadão

O marqueteiro do PT João Santana foi um dos beneficiários diretos da “estrutura criminosa” que contou com a participação ativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que afirmam quatro procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, sobre o esquema montado por empreiteiros, políticos e agentes públicos, que desviou pelo menos R$ 6 bilhões da Petrobrás durante os mais de 10 anos de funcionamento.

“Nesse arranjo, os partidos e as pessoas que estavam no Governo Federal, dentre elas Lula, ocuparam posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram do esquema”, registra manifestação de 70 páginas do Ministério Público Federal, que defende a competência do juiz federal Sérgio Moro para julgar o ex-presidente.

“João Santana, publicitário responsável pela campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema”, informam os procuradores da República Julio Noronha, Jerusa Viecili, Roberson Pozzobon e Athayde Costa, na  manifestação do dia 3.

DELAÇÃO PREMIADA – Marqueteiro das campanhas da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2014 e 2010, e de Lula, em 2006, Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, são réus em dois processos, que estão em fase final, na Justiça Federal, em Curitiba. Presos desde fevereiro, eles foram soltos por Moro, nesta segunda-feira, após passarem a colaborar. O casal negocia delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Diante de Moro, ao serem ouvidos como réus nas ações penais, o casal de marqueteiros do PT confessou ter recebido recursos de caixa 2 do PT, referente a dívida de US$ 5 milhões da campanha presidencial de 2010. Os dois negaram saber que o dinheiro era de corrupção.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe o dinheiro não fosse oriundo de corrupção, eles teriam sido pagos no caixa um e não no caixa dois. Portanto, se insistirem em alegar que não sabiam a origem do dinheiro, pensando em enganar o juiz Sérgio Moro, não haverá delação premiada, Santana e Mônica vão pegar uma bela cadeia por lavagem de dinheiro e outros crimes. (C.N.)

12 thoughts on “Santana e Mônica se beneficiaram da corrupção do PT, diz a Procuradoria

    • Todas as chapas tem de ser cassadas, envolvidas em rolos de corrupções a perder de vista, desde o Trololó Pentelhista, o Partideco da Boquinha do temerário e os outros que fizeram parte das Eleições 2014.
      Todos envolvidos sem exceção.
      E que se encontre uma maneira de sair deste atoleiro em que colocaram o Páis.
      Pedestramente escrevendo, como diz o Sr. Mário.
      A propósito, será que a dona janaína sabe desses detalhes em que todos estão envolvidos???
      A propósito Parte II, parece que a Odebrechis “cravou os dentes” no ZéVampiro da Móoca….
      A propósito Parte III, novo Chorocídio coletivo mídiatico no apartamente de 11 milhões de euros em Paris, roubados do meu Cofre Público…

      Vive Le LibéraLESMAS……

      eh!eh!eh

  1. “ODEBRECHT: TEMER PEDIU DINHEIRO E LEVOU (O Antagonista)

    Brasil 06.08.16 09:10

    A Veja também teve acesso a um anexo da delação premiada de Marcelo Odebrecht e cinquenta executivos da empresa.

    No documento, há o relato de um jantar ocorrido em maio de 2014, no Palácio do Jaburu, do qual participaram Michel Temer, Eiiseu Padilha e Marcelo Odebrecht. O mentor do jantar teria sido Paulo Skaf, que não estava presente.

    De acordo com o anexo da delação, Michel Temer pediu a Marcelo Odebrecht “apoio financeiro” ao PMDB. O “apoio financeiro” foi dado em dinheiro vivo, entre agosto e setembro do mesmo ano: 10 milhões de reais. Desse total, 4 milhões foram para Eliseu Padilha e 6 milhões para Paulo Skaf.

    Michel Temer, Eliseu Padilha e Paulo Skaf negaram à revista ter recebido a dinheirama, mas os 10 milhões de reais em espécie ao PMDB estão na contabilidade clandestina da Odebrecht.

    É dinheiro imundo do petrolão.”

    • Só a plaquinha…. Veja que comunista …kkas

      Odebrecht cita Temer em negociação de delação premiada
      Na delação que a empreiteira está negociando, um anexo diz que Temer participou de reunião em 2014 que resultou na doação de R$ 10 milhões em dinheiro vivo
      Por Daniel Pereira
      access_time 5 ago 2016, 23h10
      Brasil

      VEJA teve acesso a um anexo da delação premiada mais esperada do escândalo do petrolão. A Odebrecht mobilizou mais de uma centena de advogados para assessorar a delação de seu presidente, Marcelo Odebrecht, e de cerca de cinquenta executivos da empresa. No trecho a que VEJA teve acesso consta a informação de que em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República. Nele, estavam o próprio vice Michel Temer e o então deputado Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil. Do lado da empreiteira, Marcelo Odebrecht. Segundo os termos do anexo, Temer pediu “apoio financeiro” ao empresário. Marcelo Odebrecht, um campeão em contratos com o governo federal e um financiador generoso de políticos e campanhas eleitorais, prometeu colaborar. Afinal, estava diante do vi­ce-presidente da República e comandante em chefe do PMDB, o maior partido do país, que controlou desde a redemocratização cargos estratégicos da máquina pública, como diretorias da Petrobras e de estatais do setor elétrico.
      A Lava-Jato já sabe que empreiteiras repassaram propinas a partidos na forma de doações eleitorais. Ou seja: que usaram a Justiça Eleitoral para lavar dinheiro sujo. No caso da negociação no Jaburu, o anexo da empreiteira promete provar, caso a delação seja homologada, que se deu uma operação distinta: o pagamento do “apoio financeiro” aconteceu em dinheiro vivo, entre agosto e setembro de 2014. A Odebrecht repassou 10 milhões de reais ao PMDB. Do total, 4 milhões tiveram como destinatário final o próprio Eliseu Padilha. Já os 6 milhões de reais restantes foram endereçados a Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Skaf tem boa relação com Marcelo Odebrecht e é apontado como o mentor do jantar entre o empreiteiro e os peemedebistas, do qual não participou. Em 2014, ele disputou o governo de São Paulo pelo PMDB graças ao apoio de Temer. O repasse dos 10 milhões de reais em dinheiro vivo está, segundo o anexo, registrado na contabilidade do setor de operações estruturadas da Odebrecht, também conhecido como “departamento da propina”.
      Em nota, o presidente interino confirmou o jantar e afirmou que ele e o empresário conversaram “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral”. Segundo dados do TSE, a Odebrecht repassou 11,3 milhões de reais à direção nacional peemedebista em 2014. Seria a mesma doação? Para evitar fraudes, a Justiça Eleitoral exigia que os recursos doados legalmente pelas empresas fossem depositados na conta do partido. Na delação da empreiteira, os 10 milhões saíram em dinheiro vivo e foram contabilizados em seu “caixa paralelo”.
      Temer não esclareceu se foi ele quem pediu a ajuda financeira, conforme relatado à força-tarefa da Lava-Jato, ou se a iniciativa partiu de Marcelo Odebrecht. Consultado por VEJA, Eliseu Padilha enviou uma nota. Diz: “Lembro que Marcelo Odebrecht ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB, então presidido pelo presidente Michel Temer”. Padilha negou que tenha recebido os recursos da Odebrecht. Sua assessoria escreveu: “Como Eliseu Padilha não foi candidato, não pediu nem recebeu ajuda financeira de quem quer que seja para sua eleição”. Paulo Skaf também declarou que a empreiteira não doou para a sua campanha e que recebeu apenas 200 000 reais da Braskem, petroquímica controlada pela Odebrecht. A empreiteira não comenta o assunto sob a alegação de que está negociando uma delação premiada e tem o compromisso de manter a confidencialidade.

  2. Newton, explica melhor. O que caixa dois e um? Eu entendo que caixa dois é a pessoa receber um pagamento e não declarar. Estaria configurado a caixa dois, não depende de saber a orígem do dinheiro. Alguém vai dizer que paga com dinheiro oriundo de fonte espúria? A caixa um o que é? Seria o indivíduo comprar um carro e o vendedor dizer que quer um documento assegurando que o dinheiro tem boa orígem? Só você pode tirar essa dúvida que acredito nã seja só minha.

    • Aquino, é justamente isso. Caixa um quando o patrocínio foi na forma da lei, em cheque ou depósito na conta do partido. Caixa dois quando em dinheiro ou depósito no exterior, sem registro na Justiça Eleitoral. Juridicamente, quando Machado “denuncia” que algum político pediu “doação oficial”, caixa um, só pode ser piada, pois isso não significa crime. E não adianta Machado dizer que o político sabia que se tratava de propina, porque não existe prova material, não há consistência …

      Abs.

      CN

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