Santos Cruz desponta como exemplo de militar dedicado a servir ao Brasil, acima de tudo e de todos

Santos Cruz, sempre inflexível na defesa do interesse público

Vicente Limongi Netto

Em memorável artigo no Estadão do dia 13, intitulado “Por que envolver o Exército em crise política?”, o general Santos Cruz foi verdadeiro e implacável com o ex-amigo Bolsonaro. Segundo o altivo, firme e isento oficial, “o Brasil não merece uma polarização entre quem já teve oportunidade de governar e se perdeu em demagogia e escândalos de corrupção e quem mostra diariamente que tem como objetivo um projeto de poder semelhante, apenas com sinal trocado”.

O artigo de Santos Cruz começa demolidor e irretocável: “A resposta é simples: o sonho chavista de poder do presidente que tenta usar o Exército em seu projeto pessoal. O Brasil não é a terra do ídolo inspirador do presidente e não vai se transformar em algo similar. Aqui, “EB” quer dizer Exército Brasileiro e não “Exército Bolsonarista”.

EXEMPLO DE COALIZÃO – Ventos democráticos e sensatos das eleições israelenses seriam bem-vindos ao Brasil, onde é imensa a polarização do pleito presidencial, entre Bolsonaro e Lula. Em Israel, a coalizão de oito partidos, unindo conservadores e esquerdistas, foi fundamental para derrotar e acabar com o que parecia impossível – a era Netanyahu.

Nessa linha, no horizonte brasileiro, Bolsonaro e Lula trocam farpas e passeiam na rinha sem dar a mínima para outros possíveis candidatos. Dão a entender que, além deles, não existem mais adversários. O tempo passa e caciques de partidos contrários a Lula e Bolsonaro parecem distantes da sabedoria política demonstrada em Israel. Preferem seguir enfadonhos devaneios pessoais.

Amontoam especulações, conversas inconclusivas e intermináveis e fartas declarações dúbias. Perdem tempo em costuras que passam longe dos interesses coletivos. São políticos rodados e experientes eternamente fascinados pelo poder. Sem grandeza e desprendimento para trabalhar e exortar união em torno de um candidato que sensibilize e atraia o eleitorado, na disputa contra Lula e Bolsonaro.

HIPOCRISIA – O técnico Tite entrou na onda hipócrita e servil dos jogadores da seleção, criticando o presidente da CBF, Rogério Caboclo, acusado de assédio a uma funcionária da entidade. Atleta de futebol, sobretudo os famosos, não servem de exemplo, pelo contrário, para deitar falação, nem têm autoridade para jogar pedras em ninguém.

Reafirmo: não se pode condenar antes de julgar. Atire a primeira pedra quem nunca errou ou escorregou feio na maionese. Se Rogério Caboclo errou, que pague diante dos rigores da lei. Se for inocentado ou punido sem maiores consequências, que volte ao cargo. No qual vem trabalhando pelo futebol pentacampeão, apoiando as categorias femininas e masculinas.

Pregoeiros do caos adoram se fantasiar de paladinos da ética e posar de carrascos. Mas não têm moral nem autoridade para impor normas de conduta a ninguém.

JORNALISTAS NA COVID – Boa sacada, a divulgação de mensagens e áudios de jornalistas do grupo Globo, mostrando sua dedicação ao trabalho contra a pandemia, suas reações e dificuldades. Enfatizando laços familiares e amizades.  

Longe dos computadores e câmeras, jornalista é ser humano igual aos outros. De carne e osso. Briga, ama, chora, protesta, rala, xinga. Tem boletos para pagar e faz parte ativa e importantíssima da trincheira humana empenhada em resistir aos males da pandemia.

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