Saudades do presidente Itamar, que era franco até no nome

Itamar Franco foi um político verdadeiramente exemplar

Roberto B. H.

O ex-presidente Itamar Franco não media as palavras quando se referia a José Serra, a Fernando Henrique Cardoso, a Aécio Neves e a ele próprio. Confiram essas declarações dele:

  • “O Serra deveria ter a decência de dizer que os genéricos surgiram no Governo Itamar; não pelo Itamar, mas pelo grande ministro da Saúde que foi o Jamil Hadad.”
  • “O Serra nunca apoiou o Plano Real. Posso dizer porque fui presidente da República. Desde o início ele tentou bombardear o Plano.”
  • “Fernando Henrique entende menos de Matemática do que eu, entende tanto de Economia quanto eu. Talvez, eu até entenda mais de Economia do que ele.”
  • “O Fernando Henrique não reconhece que foi eleito por mim e que o Plano Real aconteceu no meu Governo.”
  • Eu nunca permiti, nunca, desde prefeito, jovem prefeito que fui, nunca permiti que a corrupção se alastrasse nas minhas administrações. Corrupção não.”
  • “Uma vez me perguntaram: — Já leu o livro do Fernando Henrique? Eu respondi: — Não li e não gostei.”
  • “O Aécio hoje é a maior liderança nacional. Mais do que o Lula, porque o Aécio é democrata. Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.”
  • “Eu acho que a única coisa que a oposição não poderá fazer é se calar. A oposição precisa ser oposição, sem trégua.”

14 thoughts on “Saudades do presidente Itamar, que era franco até no nome

  1. Homem honesto.
    Por isso que na época ninguém queria ele como companheiro. Assim como o Pedro Simon. Políticos querem distância de gente honesta. Quanto mais bocudo e ladrão, melhor para os interesses dessa gente.
    Pessoas como Itamar Franco e Pedro Simon só chegariam à ser candidatos à Presidente, se não houvessem partidos políticos para lhes impedir o direito de ser candidatos.
    O Brasil, com certeza, ganharia muito em ter pessoas como esses dois, governando.

  2. Concordo inteiramente com os comentários de Tarciso, de José Camilo-Muriaé-MG e de Martim Berto Fuchs. Itamar foi um grande presidente da República e o criador do Plano Real, que salvou nossa economia da crise que estava instalada quando o presidente Itamar recebeu o governo. Modesto, honesto, eficiente, sua memória deve ser sempre incensada pelos bons brasileiros. Itamar precisa ser sempre lembrado e é, ele mesmo, um capítulo bonito da História do Brasil.

    Mas quem tem mais autoridade para falar do presidente Itamar é o jornalista Mauro Santayana, que para gáudio nosso, é um dos escritores titulares desta TI e que publicou em 2011 um importante artigo sobre o presidente Itamar, que pode ser lido pelo link abaixo.

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/itamar-franco-por-mauro-santayana.html

  3. Senhores, nada mais esclarecedor, do que estas analises do nosso sempre querido Itamar Franco, gigante, como José Camilo, o sintetizou, e para um bom entendedor um pingo é letra, quem sabe neste caso, uma dissertação

  4. Conheci bem o político Itamar Franco, aliás meu vizinho, aqui em JF. Quando digo isso, refiro-me à política local. Nacionalmente, sempre ficamos na expectativa, o jogo de interesses, claro, se centuplica. Mas o Itamar Franco foi, sem dúvida, um grande presidente. Até por ter enfrentado essa praga nacional, que é a arrogância de São Paulo. Contudo, é sempre bom NÃO esquecer que foi Itamar quem nos presenteou com esse tal de fhc, sempre em minúsculas. De quebra, ganhamos, também, todos esses assanhados do tucanato, que querem escrever a História à sua maneira_ e como todo mundo dá ouvidos demais aos paulistas, o que sobra é todo um festival de inverdades, enganações, e coisas que tais. Depois, como se vê até por algumas frases acima, Itamar se arrependeu. Provou isso defendendo, militarmente, a Cemig, que o sociólogo ousou afrontar. Outro equívoco do Itamar, e com o qual muitos comungam, é quanto ao tal ” democrata”, que ele aponta nas citações. Tão democrata que impediu, durante muito tempo, que o povo participasse das comemorações, em Ouro Preto, do dia 21 de Abril. Ah, mas isso não é nada,não: ele recebeu a a recompensa nas últimas eleições. Agora, os paulistas_ que não têm nada de bobos_, não o querem como candidato, em 2018. Sabem que o mesmo resultado, em Minas, na próxima presidencial, liquida os sonhos de grandeza do tucanato. Mas saia quem sair daquele ninho, segundo penso, NÃO vencerá: em 2018, teremos soluções novas, a julgar pelo cansaço de todos. E, aqui pra nós, qual nome, desses que estão aí, a toda hora, pedindo votos, no tucanato, poderia, por exemplo, superar Joaquim Barbosa? Ou Sérgio Moro? Não adianta o psdb espernear: tanto ele quanto esse partidinho cínico e corrupto, “dos trabalhadores “, são cartas fora do baralho, são abraços de afogados, mesmo. Graças a Deus.

    Saudações,

    Carlos Cazé.

  5. O período Itamar foi uma ilha de sanidade no poder.

    Não há como culpá-lo por Fernando Henrique, pois como Ministro da Fazenda ele apenas conduziu o Plano Real cuja criação fôra de Edmar Bacha, Gustavo Franco, Persio Arida, André Lara Resende, Pedro Malan, Clóvis Carvalho e Winston Fritsch.

    O que “THC”, digo, FHC fez quando empossado tem menos a ver com o governo Itamar do que com o Pacto de Princeton firmado em 1993 por ele do lado do Diálogo Interamericano e figurões do Foro de São Paulo como Marco Aurélio Garcia, fato que quem tiver acesso aos arquivos do jornal cubano Granma pode constatar.

  6. Cazé, assino em baixo.
    Itamar foi o último político da velha cepa mineira. Por aqui se dizia que o atestado de óbito
    era também o atestado de idoneidade e, de honestidade daquela turma.
    Se nós mineiros possuimos hoje a melhor conpanhia energética da america latina, a CEMIG,
    devemos a ITAMAR FRANCO, quando governador das GERAIS, pós para correr os vendilhões
    da pátria, qual sejam, fhc e sua quadrilha.

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