Se depender de Dilma, Janot continua na Procuradoria

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Janot foi recebido no Alvorada, este sábado

José Carlos Werneck

O ministro José Eduardo Cardozo confirmou, este sábado, que a presidente Dilma Rousseff decidiu que Rodrigo Janot continue sendo o procurador-geral da República por mais dois anos. O ministro e o procurador-geral estiveram, pela manhã, no Palácio da Alvorada, ocasião em que a presidente lhes comunicou a escolha. Janot foi eleito por seus colegas. Agora, para continuar no cargo precisa ser submetido a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e ter seu nome aprovado pelo plenário.

13 senadores estão sendo objeto de investigações pela Operação Lava Jato, e é mais que provável que Janot encontre dificuldades, porque é quem dá o sinal verde para a abertura dos inquéritos contra os envolvidos, mas, segundo as lideranças, ele deverá ser aprovado pelo plenário.

LIBERDADE INVESTIGATÓRIA

Indagado sobre o que o governo acha das críticas ao nome de Janot e sua atuação na operação Lava Jato, o ministro da Justiça disse que a autonomia da Procuradoria é fundamental e que a Constituição “garantiu a liberdade investigatória àqueles que devem atuar nessa área. É evidente que nós não podemos condenar pessoas jamais sem que seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa, também estabelecidos na Constituição”.

Cardozo declarou que a presidente adotou, sempre, uma “postura de respeito à autonomia do Ministério Público” e que está indicando o procurador que obteve maior aprovação pela categoria, já que Janot foi o mais votado, com 799 votos contra 462 do segundo colocado. “O governo entende que o Ministério Público tem o legítimo direito de indicar o nome da pessoa que deve conduzi-lo e com isso obviamente manifesta sua posição pela autonomia, que está assegurada na Constituição, do Ministério Público”.

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