Se tudo correr bem, tratamento de Lula termina em fevereiro. E daqui a cinco anos saberemos se ele está curado.

Carlos Newton

Aos poucos, começa a ser melhor definido o quadro clínico do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva. Conforme se especulava, só haverá cirurgia para a retirada do tumor na laringe do ex-presidente Lula se o tumor não responder bem à quimioterapia.

Ontem, a equipe médica enfim esclareceu que a radioterapia acontecerá de três a quatro semanas depois da quimioterapia, que costuma durar sete semanas. Assim, o tratamento terminará em fevereiro, se tudo correr bem.
Segundo o dr. Paulo Hoff, a biópsia feita no fim de semana confirmou que o tumor é do tipo mais comum, está em estágio intermediário e tem agressividade média.

“Não há cirurgia no cronograma de tratamento – disse Hoff, acrescentando que pela localização do tumor, há grande chance de Lula não precisar da operação.

Somente após dois ciclos de quimioterapia, os médicos poderão avaliar se o ex-presidente respondeu bem ao tratamento, o que deve acontecer em aproximadamente 40 dias. No domingo, em entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo, o médico Roberto Kalil disse que, pela avaliação dos oncologistas, a chance de recuperação é de 80%.

Lula ontem teve implantado um catéter para permitir que medicamentos quimioterápicos sejam inseridos em seu organismo. Foi a primeira sessão de quimioterapia a que Lula será submetido. Haverá um intervalo de 21 dias entre as três aplicações previstas.

Um medicamento foi aplicado ontem e um outro será ministrado ao longo das próximas 120 horas, por meio de uma sonda, quando o ex-presidente já estiver em casa. Entre a segunda e terceira sessão haverá uma avaliação médica.

Na família de Lula, há vários casos de câncer. Sua mãe, dona Lindu, morreu em um hospital público com câncer de útero. Em junho, a irmã mais velha de Lula, Marinete, morreu de câncer no pulmão. Um de seus irmãos, Jaime, teve um tumor na laringe semelhante ao que o ex-presidente enfrenta agora e conseguiu se curar. O médico que tratou Jaime faz parte da equipe que cuidará do ex-presidente. É o oncologista Luiz Paulo Kowalski.

Mesmo depois de curado o tumor, Lula precisará fazer exames periódicos para descartar a volta do câncer. Segundo o médico Luiz Paulo Kowalski, a fase de maior risco são nos dois primeiros anos. “Depois de cinco anos, poderemos falar que o paciente está curado desse tipo de câncer” – disse o especialista.

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