Sem máscara, Bolsonaro dá mau exemplo ao lado de crianças na festa do Dia da Independência

O presidente Jair Bolsonaro na cerimônia do Dia da Independência, em Brasília Foto: Dida Sampaio/Estadão

Jair Bolsonaro insiste em desmoralizar o uso das máscaras

Jussara Soares e Julia Lindner
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro chegou no Rolls-Royce conversível da Presidência à cerimônia do Dia da Independência, realizada no Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira, 7. Sem usar máscara, Bolsonaro surgiu por volta das 10h acompanhado de um grupo de cerca de dez crianças, filhas e netas de autoridades convidadas, e cumprimentou apoiadores. Algumas usavam máscaras, outras não. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi chamada de “mita” pelo público.

Em formato enxuto, o evento no Alvorada substituiu o tradicional desfile de 7 de Setembro, realizado na Esplanada dos Ministérios, mas modificado este ano devido à pandemia do novo coronavírus.

AGLOMERAÇÃO – Na portaria do Ministério da Defesa que cancelou o evento o motivo apresentado foi o risco de aglomeração. De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação (Secom), no entanto, entre 1 mil e 1,2 mil pessoas acompanharam a solenidade. Antes do início da cerimônia, a Secom informou que o local estava preparado para receber 800 pessoas.

Sem máscara, o presidente cumprimentou apoiadores que o aguardavam e tirou fotos com alguns deles em diversos momentos. Entre as crianças que o acompanharam no carro estava a neta do ministro da Defesa, Fernando Azevedo.  O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente, acompanharam a solenidade. Já o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que no ano passado desfilou no Rolls Royce com o pai, não foi visto.

ABERTO AO PÚBLICO – Inicialmente, a Secom havia informado que a celebração seria restrita apenas para convidados, mas o espaço acabou aberto para o público, o que gerou aglomeração.  Aos gritos de “mito”, os apoiadores do presidente seguravam bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. Nem todos usavam máscara de proteção.

Em certo momento, o público ensaiou gritos de “cloroquina”, medicamento sem eficácia comprovada para o tratamento da covid-19, e o nome do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Estavam presentes algumas das principais autoridades de Brasília, como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, além de ministros de Estado e chefes das Forças Armadas. Assim que Toffoli chegou à solenidade, simpatizantes de Bolsonaro gritaram para o ministro: “Supremo é o povo”. Alcolumbre, por sua vez, foi hostilizado com vaias. Entre os ministros, Paulo Guedes (Economia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fábio Faria Comunicações) foram alguns dos presentes.

Além das autoridades, o público presente pôde acompanhar uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça por cerca de dez minutos. O evento durou cerca de meia hora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Interessante notar que Bolsonaro insiste em desmoralizar publicamente o uso da máscara de proteção. Felizmente, porém, as pessoas já entenderam que ele é meio maluco e a imensa maioria continua usando máscara no dia a dia. (C.N.)

10 thoughts on “Sem máscara, Bolsonaro dá mau exemplo ao lado de crianças na festa do Dia da Independência

  1. Esse homem é um mau exemplo personificado. Deve ter sido um desafio á sapiência divina fazer um ser tão cheio de defeitos. Mas sejamos justos: ele conseguiu pelo próprio esforço aprender a andar e falar.

  2. A imprensa está ligada e vem informando cumprindo o seu papel, O Jornalista – até a pouco tempo na net um site blog comandado pela Jornalista e Acadêmica Mariza Cardoso ( Vice Presidenta com Antônio Lessa na OBJ ) – O site e blog muito bem feito contendo tudo sobre jornalismo, Jornalistas e entidades de jornalistas no Brasil – Só digo poderia voltar…com certeza.

  3. Tanto é ruim a conduta de Bolsonaro quanto publicar qualquer matéria com opiniões de Lula. Este é um mau exemplo para a juventude que está se formando.

  4. É incrível como as pessoas obedecem qualquer lei inventada pelas autoridades, ainda que essas leis sejam de aplicabilidade discutível, e mesmo que lhes façam mal. Parece até que a lei está acima da verdade, acima do bem e do mal.
    Observem o caso das máscaras: até um dia antes dos decretos que determinaram seu uso, poucas pessoas davam importância para elas. Bastou, porém, os governantes tornarem-nas obrigatórias e os cidadãos agora tratam-nas como um acessório de vida ou morte.
    Quando uma lei é imposta, de maneira uniforme, em um país grande e diverso, induzindo seus funcionários públicos a aplicarem cegamente suas regras, sem as adaptações necessárias, a população é forçada a recepcionar essas leis como se representassem a verdade, ainda que sua experiência imediata apresente uma realidade completamente diferente. Policiais prendendo senhoras passeando sozinhas no parque de uma cidade do interior é um exemplo revelador dessa distorção.
    Neste momento, com certas instituições, como a OMS, tornando-se centros difusores de regulamentos para o mundo inteiro, pessoas de todos os lugares estão sendo obrigadas a seguir regras oriundas de cientistas e burocratas encastelados em seus gabinetes profiláticos, tendo de obedecer normas que nada têm a ver com sua realidade cotidiana. A consequência é que o cidadão da caatinga brasileiro acaba submetido às mesmas determinações que o de Nova Iorque. Portanto, a macropatia, que era a enfermidade social típica de países grandes, agora alcança escala planetária.
    O povo, quando forçado a adaptar-se constantemente para recepcionar regras que nada têm a ver com seu cotidiano, acaba com sua própria percepção da realidade afetada. Ele não pensa mais de acordo com sua experiência direta, mas conforme a abstração da lei, tomando-a como a definidora do que é do que não é. Quando isso acontece, a lei torna-se um instrumentos de manipulação, servindo como berrante para qualquer prefeitinho, por meio de qualquer decretinho, conduzir sua boiada.

  5. Cidadão Brasileiro escreveu, acima, um tratado sobre o uso de máscara ou não durante a pandemia, de modo a explicar a irresponsabilidade e teimosia de Bolsonaro em não usá-la.

    Seria muito simples postar que o povo precisa de exemplos de suas autoridades, e não que ESTAS demonstrem rebeldias infantis e ridículas!

    Agindo dessa forma, inconsequente e imprudente, antecipadamente deixo avisado o seguinte:
    qualquer decreto do presidente VOU DESOBEDECÊ-LO!!!!

  6. “…as pessoas já entenderam que ele é meio maluco…”

    Ele não é meio maluco, é totalmente louco, mas por uma rachadinha, desde que os depó$ito$ não caiam direto na conta dele, pra não passar a “impressão” de que é o beneficiário. Pra isso usa a laranja da metade cara… Depois diz que foi retorno de empréstimo.

    Vade retro, cretinice!!

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