Senado vai abrir concursos com salários de R$ 16,6 mil para técnico e R$ 20,9 para analista. Nada mal.

Carlos Newton  

Os jornais e revistas costumam publicar frequentes reportagens sobre os excessivos gastos do Congresso Nacional, com funcionários que recebem salários acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil (vencimento de ministro do Supremo Tribunal Federal) e tudo o mais, no entanto os dirigentes do Senado e da Câmara não dão a menor importância a essas denúncias.

No Senado, o sinal verde para novo concurso só depende da aprovação da reforma administrativa em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas, para muitos candidatos aos empregos, a disputa começou há quase três anos, logo depois que o resultado do certame de 2008 foi divulgado.

Por óbvio, o Senado ocupa lugar de destaque na lista dos órgãos públicos mais cobiçados pelos pretendentes a  cargos públicos, com salários que podem chegar a R$ 20.900,13 para analista e R$ 16.563,02 para técnico.

Na última seleção, organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a relação candidato/vaga chegou a quatro dígitos em determinadas funções — para o cargo de policial legislativo federal, por exemplo, foi de 1.196,5 candidatos para cada vaga.

Por essas e outras é que Brasília ganhou o apelido de Ilha da Fantasia, tem a maior renda per capita do país e seus habitantes viviam como se estivessem no Primeiríssimo Mundo. Mas como a riqueza atrai a pobreza, hoje a cidade está invadida pelos miseráveis das cidades satélites, não é mais uma ilha nem tem fantasia, mas as autoridades seguem vivendo como se estivessem no melhor dos mundos, no estilo Voltaire.

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