Senador Blairo Maggi será ministro da Agricultura no governo Temer  

O senador Blairo Maggi (PR-MT)

Maggi (PP-MT) parece ser o homem certo no lugar certo

Murilo Rodrigues Alves
Estado

O senador Blairo Maggi (PR-MT) usou o Twitter neste sábado para confirmar o convite feito pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para que ele assuma o Ministério da Agricultura na cota do partido em um eventual governo Michel Temer. Blairo já tinha dito ao Broadcast na sexta-feira que aceitaria o convite, mas ainda estava discutindo com aliados e com o PP a respeito das condições de trabalho ele teria à frente da Pasta.

Neste sábado, ele disse que o “sim” à equipe de Michel Temer foi pelo Mato Grosso, Estado do agronegócio, pelo momento do País e em homenagem ao pai dele, que ficaria muito feliz se estivesse vivo.

“Acredito poder ajudar o Brasil”, postou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O futuro presidente Michel Temer está errando muito ao escolher. O maior exemplo é a pasta da Justiça, que ele tem oferecido equivocadamente a amigos pessoais. Paradoxalmente, um dos mais cotados, o ex-ministro do Supremo Ayres de Britto, ex-filiado ao PT, inclusive se manifestou contra o impeachment, em entrevista ao jornal espanhol El País, vejam que esculhambação. Os erros de Temer são gritantes, como a recueta em fundir ministérios (Exterior e Desenvolvimento) para entregar a José Serra. Sem dúvida, há também acertos, como o convite a Henrique Meirelles para chefiar a equipe econômica. Outra decisão correta é chamar o senador Blairo Maggi para ministro da Agricultura. O agronegócio está tolhido pela falta de infra-estrutura. Cabe ao novo ministro lutar para abrir campo ao aumento das exportações do setor. É a praia dele, não pode fracassar no exercício do cargo. (C.N.)

9 thoughts on “Senador Blairo Maggi será ministro da Agricultura no governo Temer  

  1. O agronegócio é um dos poucos setores da economia brasileira que tem resultados positivos por causa da exportação. A indústria, o comércio e dos serviços está em decadência. É preciso incentivar o agronegócio de forma incisiva e permanente. Desejo sucesso ao novo ministro.

  2. Em O Antagonista

    “Não há provas contra Blairo?

    Brasil 07.05.16 17:42
    A Justiça Federal em Mato Grosso condenou a 69 anos de prisão Éder Moraes, que foi secretário da Fazenda e da Casa Civil dos governos Blairo Maggi e Silval Barbosa, por crimes de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e operação de instituição financeira ilegal.

    Na Operação Ararath, o STF negou ações de busca e apreensão na casa e nas empresas de Blairo.

    Será por isso que Rodrigo Janot não encontrou provas de seu envolvimento no esquema?

    Uma investigação é uma investigação.”

  3. É difícil é encontrar alguém honesto e ainda por cima fazer acertos com os partidos políticos para garantir uma base aliada. Essa política do dando que se recebe nunca foi boa para o Brasil.

  4. Odebrecht diz à Lava-Jato que Mantega usou BNDES para pedir doações, diz jornal
    Empresário afirma, em negociação para delação, que Dilma atuou para soltá-lo da prisão

    O GLOBO
    Michel Filho

    O empresário Marcelo Odebrecht disse à procuradores da Operação Lava-Jato que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, cobraram doações de empresários que tinham financiamentos do banco para a campanha de Dilma Rousseff em 2014. De acordo com reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” que será publicada neste domingo, eles teriam pedido a empreiteiros que se reunissem com o ministro Edinho Silva, que na época era tesoureiro da campanha de Dilma, para que “continuassem a ser ajudados” pelo governo. Coutinho teria perguntado a um ex-executivo de uma empreiteira, em agosto de 2014, se ele conhecia Edinho. O ex-executivo teria entendido a pergunta como uma forma de pressão, e sua empresa fechou acordo para doação à campanha nas semanas seguintes. À “Folha de S.Paulo”, Coutinho, Mantega, Edinho Silva e o PT negaram a acusação de Odebrecht. O empresário negocia termos de um acordo de delação premiada.

    Mantega já havia sido citado na delação de Monica Moura, a mulher do marqueteiro João Santana, que trabalhou na campanha pela reeleição de Dilma, como revelou O GLOBO em abril. Segundo Monica, o ex-ministro intermediou o pagamento de caixa 2. Mantega se reuniu com ela e indicou, mais de uma vez, executivos de empresas que deveriam ser procurados para ela receber contribuições em dinheiro, que não passaram por contas oficiais do PT e, por isso, não foram declaradas à Justiça Eleitoral.

    Na ocasião, Mantega reconheceu ter se encontrado com Monica, mas negou a acusação. Monica afirmou ainda que a Odebrecht pagou R$ 4 milhões em dinheiro para a campanha de Dilma em 2014, não registrados nas contas oficiais de campanha. Os valores teriam sido entregues diretamente para ela e usados para pagar fornecedores na área de comunicação.

    Também em delações, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio de Azevedo e outros ex-executivos da empreiteira haviam dito que a empreiteira pagou R$ 150 milhões à campanha de Dilma. O montante corresponderia a 1% do valor de contratos da obra da hidrelétrica de Belo Monte.

    Marcelo Odebrecht informou também que a presidente Dilma Rousseff tentou garantir sua liberdade após ele ser preso em junho de 2015. Ele relatou, segundo a “Folha de S.Paulo”, que a nomeação do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) fazia parte da ofensiva contra as prisões de empreiteiros pela operação.

    A nomeação de Navarro para o STJ com o intuito de conceder liberdade a presos da Lava-Jato já havia sido revelada pelo senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) em delação. Com base nessa acusação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribual Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar Dilma. Na quarta-feira, Dilma declarou que as acusações de Delcídio são “levianas” e “mentirosas”.

    Segundo a “Folha de S.Paulo”, os procuradores aguardam explicações sobre o esquema de financiamento de projetos no exterior para fechar o acordo de delação premiada. Eles esperam informações sobre a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em negócios de empreiteiras na América Latina e na África. Marcelo Odebrecht foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
    http://oglobo.globo.com/brasil/odebrecht-diz-lava-jato-que-mantega-usou-bndes-para-pedir-doacoes-diz-jornal-19256714#ixzz481L0Mp22

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