Senador tucano abandona CPI da JBS após Carlos Marun ser indicado relator

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Ferraço diz que CPI é armação para defender Temer

Gustavo Garcia
G1, Brasília

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) deixou nesta terça-feira (12) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS após o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) ser escolhido relator dos trabalhos da CPMI.Marun integra a chamada “tropa de choque” do presidente Michel Temer no Congresso Nacional e, na avaliação de Ferraço, a escolha de um aliado de Temer para a relatoria mostra ser “evidente” que a CPI terá investigação “parcial”.

“As evidências são de que essa CPI não quer investigar coisa alguma. Essa CPI quer fazer acerto de contas. Existem crimes gravíssimos que precisam ser investigados com firmeza, rigor, mas com imparcialidade e isenção. Na medida que você coloca chefe de tropa de choque para fazer isso ou aquilo, fica evidente que essa será uma investigação parcial e eu não participo disso, por isso pedi o afastamento”, assinalou Ferraço ao explicar a decisão.

J&F E BNDES – A CPMI foi instalada na semana passada e terá como foco investigações sobre empréstimos obtidos pelo grupo J&F, que controla a JBS, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O presidente passou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal após os delatores da J&F entregarem informações sobre ele ao Ministério Público Federal – Temer nega todas as acusações.

O deputado Carlos Marun disse não se sentir constrangido em ser o relator da CPMI pelo fato de ser aliado de Michel Temer. A jornalistas, Marun afirmou não querer a “espetacularização” da CPI nem a transformação dos trabalhos da comissão em “palanque eleitoral”.

ATITUDE BAIXA – “Se a minha nomeação como relator gerou descontentamento, espero que minha atuação não produza descontentamento. A atitude do senador Ferraço é uma atitude tão baixa. O senador Ferraço não me conhece como eu não o conheço. Eu gostaria de saber qual é a atitude que eu tomei fora da legalidade, fora da retidão […] Se for por questão de honestidade, eu posso dar aula ao senador Ferraço”, disse.

“Ele [Ferraço] pode ser no máximo tão honesto quanto eu. Mais honesto que eu ele não é. Sua atitude é indigna de quem se diz democrata […]. Esse tipo de gente acaba não fazendo falta em uma CPI na qual é exigida coragem”, acrescentou.

ALENCAR PROTESTA – Em meio à sessão da CPI, o senador Otto Alencar (PSD-BA) deixou o plenário criticando o encontro do presidente do colegiado, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), com Michel Temer no último sábado (9), no palácio do Jaburu.

Ao deixar a sala da reunião, Otto Alencar bateu a porta da sala com força. Ataídes lamentou a atitude do colega e afirmou que, na reunião que teve com Temer, não tratou de CPMI da JBS, somente de obras de uma estrada no estado de Tocantins.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Está tudo dominado. Mesmo assim, pode ser que a CPI descubra mais alguma coisa a respeito do relacionamento podre entre a J&F e o BNDES, a partir da gestão de Guido Mantega e chegando até o final da gestão de Luciano Coutinho, em 2016. (C.N.)

9 thoughts on “Senador tucano abandona CPI da JBS após Carlos Marun ser indicado relator

  1. Sabe-se que CPI nenhuma cumpre sua obrigação mas acho que pelo menos em nome da sociedade deveriam ser colocadas todas as cartas na mesa – e discutidos durante as sessões – e no final, independente do resultado, a população acaba fazendo o seu juízo de valor, que muitas vezes é isso que importa. Atitude enfraquecedora essa do deputado aí em questão.

  2. É prá isso que pagamos impostos.

    Esta CPMI é mais um espetáculo, um teatro, um circo; “delator da JBS diz ter pago propina a 1.829 políticos eleitos,…”

  3. Nos últimos anos, acompanho o trabalho e as posições do senador Ferraço. Sempre me pareceu alguém duro no debate mas inteligente. Não vejo indignidade na sua atitude. No entanto, se lá estivesse, utilizaria espaço e microfones para denunciar. Não liquidaria com a farsa, mas a deixaria mais visível.
    O deputado Marun (hum, hum) é um indivíduo serviçal, boçal, etc, etc. É tipo coronel de beira de estrada! Defender corrupto é para gente assim. E Temer, como ocorreu com Dilma, só tem gente safada ao seu lado.
    A CPI já nasce com fedor de carne podre!
    Fallavena

  4. Acordo de delação premiada.

    É inconstitucional a outorga do princípio da oportunidade do exercício da ação penal pública para crimes graves. Violação do princípio da proibição da proteção deficiente.

    (Trechos)

    Melhor explicando, não é compatível com o nosso sistema jurídico constitucional a discricionariedade ilimitada no sistema de justiça criminal. Não se pode admitir que a aplicação das regras cogentes do Direito Penal e Processual Penal fiquem ao talante ou alvedrio de um membro do Ministério Público. Isto criaria uma indesejável insegurança jurídica.

    Outorgar a qualquer membro do Ministério Público, em qualquer local deste imenso país, a possibilidade de decidir se vai ou não oferecer a devida denúncia, mesmo estando presentes todas as condições da ação penal pública, é violar flagrantemente o princípio da vedação da proteção deficiente, tão estudado e venerado pelos modernos constitucionalistas.

    Por Afranio Silva Jardim

    https://goo.gl/DCmpdM

  5. Respeitável público, abrem-se as cortinas, vai começar os espetáculo. O circo já esta armado e os palhaços estão no picadeiro e na platéia.
    A CPI vai produzir risos e choros comandados pelo MARUN, que é o mais “pegajoso” dos puxa-saco.
    A nota do planalto é uma graça. Quando ladrão rouba dinheiro público, é democracia plena, mas quando vai em cana, é ditadura.
    Vozes vindas da Bahia, já alertaram, o Geddel vai delatar a “camarilha” do poder.
    Parece que desta vez o balaio de siri sera baiano, pelo menos o primeiro a ser puxado.

  6. Falta criatividade para alguns parlamentares. Imagina se um, com discurso bom e levemente isento de culpas, passasse o tempo todo “debochando” do Marun!
    Marun é malandro velho, um velhaco de marca maior!
    Mas se irrita fácil. Era só pegar no pé dele que ele se desmancharia.
    Já vi gente assim cair de testa no chão.
    Mas não. Preferem partir para o debate da questão, mesmo sabendo que os votos já estão garantidos.
    A oposição da oposição poderia fazer isto. Já a antiga oposição, nem moral tem para tentar.
    Os petistas devem roer os dedos, enquanto outros petistas não fazem delação premiada. Dilma morreu de burra, ou como diziam, de anta. Não soube ganhar/comprar o lixo da representação popular.
    Marunnnnnn vai dar uma surra nos idiotas. E Temer vencerá, novamente: tem dinheiro, verbas e votos comprados.
    Fallavena

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