Senadores com os nervos à flor da pele

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Ilustração reproduzida do jornal Gazeta do Povo

Carlos Chagas

O presidente Michel Temer pretende reunir os partidos de apoio ao seu governo para aumentar o número de senadores capazes de garantir sua permanência no poder, com folga, até o dia 31 de dezembro de 2018. Já conta com 56, suficientes para não correr riscos, mas deseja chegar aos 60. Nesse caso, não ficaria dependendo de defecções inesperadas.

A partir daí, passaria a cuidar da segunda fase de sua administração, elaborando o programa definitivo para a recuperação da economia. Os primeiros passos foram dados pela equipe chefiada por Henrique Meirelles, mas falta sedimentar o número abaixo do qual não haverá retorno.

A conclusão a tirar dos números atuais é de que certeza ainda não há do afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Porque Madame dedica-se a um esforço sobrehumano  para superar sua débacle. Afinal, se reconquistar mais senadores, deixando Temer com 53, abre o caminho para sua volta ao palácio do Planalto.

Enquanto esses índices permanecerem, não há certeza de nada. Indaga-se da hipótese de dois ou três senadores aderirem a Dilma. Cristovam Buarque vem sendo o mais assediado, mas há outros. Por conta disso, também gente que votou em Dilma vem recebendo abraços e sorrisos da presidente afastada. Até por conta de senadores hoje de cara amarrada para Temer.

É prematuro arriscar nomes ou partidos, de um lado ou de outros dos indecisos. O problema resume-se a continuar em outro número. No caso, 180 dias, prazo agora reduzido para menos de 100, que caberá ao Tribunal Superior Eleitoral definir. Assim, à medida em que os dias passarem, mais aumentará a tensão entre os já definidos e os hesitantes, a maioria destes  deixando os demais com os nervos à flor da pele.

6 thoughts on “Senadores com os nervos à flor da pele

  1. bem posicionado; chamou-nos atenção “deseja chegar aos 60. Nesse caso, não ficaria dependendo de defecções inesperadas.”, que traduziríamos em defecações inesperadas…a política é dinâmica, alguém já o disse

    • A decisão não foi do STF, foi do Renan, que convidou o Lewandowski para presidir todo o processo. A Constituição diz que ele só preside a sessão final do julgamento.
      É catimba do Renan, que exorbitou de suas atribuições.

  2. A Dilma sendo escurraçada do poder, com o referendo do STF (embora esse Tribunal chicano faça de tudo a favor da Louca) é muito mais gostoso!!!! Como os esquerdistas podem chamar de “golpe” algo que foi “aprovado” e acompanhado o tempo todo pelo Supremo Tribunal Petista?? Golpe só se for de Karatê!

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