Senadores obrigam Dilma a parar de culpar o “golpe” que nunca existiu

Presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no Palácio da Alvorada, em Brasília

Dilma não gostou, mas teve de aceitar a exigências dos aliados

José Carlos Werneck

A presidente cada vez mais afastada Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, durante almoço com os 21 senadores que lhe restaram, fez um acordo para retirar a palavra “golpe” da carta que pretende divulgar nos próximos dias, quando se defender no processo de impeachment. Em encontro com os pouquíssimos senadores que a apoiaram, um dia após virar ré no processo, a já quase agora ex-presidente disse que, pessoalmente, era favorável à inclusão da palavra, mas acatou os argumentos de que chamar parlamentares de golpistas, nesta altura, vai fazer com que perca preciosos votos, dos pouquíssimos que ainda lhe restam.

Na já apelidada de “patética” Carta aos Senadores e ao Povo Brasileiro, que está sendo reescrita, Dilma Rousseff também vai demonstrar sua disposição para atuar por uma agora impossível união nacional, apoiando a Operação Lava Jato, que quando ocupava o governo fez de tudo para sabotar. O documento terá frases de efeito, como dizer que “o PT é o Brasil”, e assumirá erros políticos no relacionamento do seu governo com o Poder Legislativo

FINGINDO RESISTIR – Para que ela deixe definitivamente o cargo são necessários 54 votos, e a decisão final, no plenário do Senado, deve ser tomada no fim deste mês. Mesmo que até nas hostes petistas o impeachment seja considerado irreversível, seus aliados querem publicamente fingir uma impossível e inexistente resistência. Depois que o Senado decidiu, esmagadoramente, por 59 votos favoráveis e 21 contrários, que Dilma irá a julgamento pelo plenário, vale fazer qualquer coisa, nem que para isso ela tenha que apelar para o ridículo.

O presidente do PT, Rui Falcão, participou do encontro com Dilma, senadores e dirigentes de partidos aliados, e reiterou sua posição contrária à proposta de convocação de um plebiscito para antecipar as eleições de 2018, sob o argumento de que, na prática, isso é inviável. A presidente afastada discordou de Falcão. “Vou manter o plebiscito”, afirmou Dilma.

SEM CRISE – “Apesar das posições diferentes, dissemos ali que ela não perderá apoio por causa desse assunto. Isso não vai ser motivo de crise nem com o PT, nem com os partidos aliados nem com os movimentos sociais”, declarou o senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco.

O senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá, disse que, embora a presidente afastada não tenha cedido nesse ponto, ela concordou, depois de muitas ponderações, em retirar a menção ao que seus defensores classificam como “golpe” parlamentar. Tudo para não melindrar os senadores, às vésperas do julgamento final.

“Esse foi o acordo de hoje. Não haverá menção a golpe. Se mudarem de novo, estarão quebrando o acordo”, declarou Randolfe.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe descumprir o acordo, Dilma perderá votos e será esculhambada da tribuna por alguns dos próprios aliados. (C.N.)

20 thoughts on “Senadores obrigam Dilma a parar de culpar o “golpe” que nunca existiu

  1. A Dilma poderia ter um gesto patriótico e fazer um favor ao pais. RENUNCIAR.
    As “mandracas” e pajelanças feitas pelos petistas, são para consumo interno, dar a impressão ao eleitorado que a coisa ainda pode ser revertida.
    Não há mais como esta senhora voltar a presidir o pais, seu tempo já passou e que va descansar, se puder, em paz. lá no Rio Grande do Sul, terra adotada por ela.

  2. Renuncia dupla já, com nova eleição presidencial agora, são gestos desprendidos que podem evitar o pior que está por vir na esteira da Lei de Murphy que pegou pesado o Brasil. LOUCOS, PSICOPATAS, COMPULSIVOS, OU EQUIVOCADOS, OU APENAS BANDIDOS ARGUTOS, PERSPICAZES E CONTUMAZES, GERADOS PELO PARTIDARISMO-ELEITORAL E O GOLPISMO-DITATORIAL, VELHACO$, dos quais, no Brasil, somos todos vítimas e reféns há 126 anos ? Anistia para bandidos continuarem na bandidagem do sistema político bandidamente podre nem pensar, vai jorrar sangue. Parem com isso. Em sã consciência ninguém aguenta mais isso. O país não vai se render e nem sucumbir a mais bandidagens do sistema político podre. Não vamos desistir do Brasil. Xô corrupção. Basta. Chega dos me$mo$. Fora todo$. PERDÃO, só em caso de rendição incondicional do sistema político bandido e podre, ao Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, aprovado previamente pelo congresso bandido que ainda ai está, com prazo de validade vencido há muito tempo, a ser anistiado só depois da aprovação e posse do novo congresso eleito via Democracia Direta já, com Meritocracia Eleitoral, porque evoluir é preciso. http://www.brasil247.com/pt/247/poder/249054/Depois-do-golpe-Congresso-far%C3%A1-sua-pr%C3%B3pria-anistia.htm

  3. E a Operação Abafa continua…

    Parabéns, Rodrigo Maia
    Brasil 11.08.16 08:27
    A CPI do Carf não deve ser prorrogada e, portanto, pode terminar sem aprovação do relatório final e sem indiciamentos.

    Parabéns, Rodrigo Maia.

  4. É fundamental que Dillma se manifeste, por escrito, à nação brasileira.

    Se o conteúdo for ou não de sua própria lavra, tanto faz. O importante, fundamental e indispensável, é que venha assinada ao final, de próprio punho.

    Falar é bom, mas para melhor compreensão e aceitação, dependerá da agilidade mental, das expressões faciais, dos gestos e sentimentos que possa transmitir. A emoção é algo que pode ser produzido, mesmo que as intenções sejam outras. Este período já passou.

    Para aqueles pensam e querem agir em favor do país e de seu povo, a manifestação escrita terá um valor inestimável.

    Será o último e derradeiro ato, de um tresloucado governo e de sua cabeça principal.
    Espero, ansiosamente, o manifesto de Dilma, mas que venha assinado.

    Com tal documento, certamente, poderei eu e poderemos nós, buscarmos a definitiva e necessária responsabilização de Dilma por seus “malfeitos”.

    E se assim ocorrer, não poderá Dilma alegar desconhecimento das afirmações ou falta de autoria.

  5. Werneck, se Dilma concordou em retirar a palavra golpe errou muito mais do que errou até agora. Já chamaram-na de mentirosa e ela não pediu a ninguém que deixasse de chamar. Já chamaram-na de incompetente e ela não pediu que deixassem de chamá-la. Já disseram que ela mentiu para ganhar a eleição, ela não pediu que deixassem de dizer isso. Agora os “amigos????????????????????????”. pedem que ela deixe de dizer que é golpe? Ela passará a ser mentirosa contumaz. Dizer agora que não é golpe quando até o candidato democrata que disputou o governo dos EEUU com Hillary Clinton diz que o governo tem que ver o que acontece no Brasil. Tudo indicando que está havendo uma golpe no pais mais importante da América do Sul? Não ganhará nada. Absolverá Temer que estourará champanhe pela otarice de seus apoiadores. Depois da publicação da gravação de Sérgio Machado com Jucá, Renan e Sarney alguém tem dúvida que não é um golpe? TUDO CERTO PARA BARRAR A LAVA JATO; só uma pedra no caminho: Dilma que deve ser removida. Os senadores querem salvar Dilma dando-lhe veneno? Dilma só se salvará se um tusinami com ondas de 500 metros varrer o Brasil de norte a sul. Carlos Lacerda, teu primo, em 1961 já falava nesse tipo de golpe no livro “Depoimento”.

  6. Essa é a ” Ponte Para o Futuro ” ! As Federais já estão luz, telefone, etc, por não pagarem as contas . Os trabalhadores terceirizados recebem ‘ de vez em quando. Falta até papel higiêncico…. Mas para as boquinhas…

    R$ 350 milhões a menos .

    Governo deve cortar até 45% das verbas para as universidades federais
    Serão R$ 350 milhões a menos em investimentos para 63 federais
    Publicado: 11 de agosto de 2016 às 09:45.


    O governo federal prevê cortar até 45% dos recursos previstos para investimentos nas universidades federais em 2017, na comparação com o orçamento deste ano. Já o montante estimado para custeio deve ter queda de cerca de 18%. Segundo cálculos de gestores, serão cerca de R$ 350 milhões a menos em investimentos para as 63 federais – na comparação com os R$ 900 milhões previstos para o setor neste ano. As instituições já vivem grave crise financeira, com redução de programas, contratos e até dificuldades para pagar contas.
    A previsão de recursos para 2017 foi publicada nesta semana no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação (MEC) que trata do orçamento. Os valores – que ainda podem passar por revisão – devem ser incorporados ao Projeto de Lei Orçamentária Anual, que o Executivo enviará ao Congresso Nacional até o fim de agosto.
    Procurado, o MEC não detalha as cifras específicas de custeio e investimento. A pasta argumenta que a previsão atual é realista, “diferente de anos anteriores, em que o orçamento passou por contingenciamentos”.
    “Se esse corte for aprovado, teremos de reduzir muitos programas”, diz Ângela Paiva, presidente da Andifes, a associação nacional dos dirigentes das federais. Segundo ela, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é “injustificável” a redução. “Mesmo se o orçamento fosse igual ao de 2016, demandas importantes já ficariam descobertas.”
    As federais vivem cortes de verbas desde o fim de 2014 e sofrem com a inflação elevada – 8,7% nos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
    O avanço das cotas nas federais – neste ano, as instituições devem distribuir 50% das vagas entre alunos pobres, pretos e pardos – trouxe público mais diverso ao ensino superior público. Com isso, cresceu a pressão por verbas de assistência estudantil. “Temos grande demanda por restaurantes e bolsas”, afirma o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Rodrigo Bianchi.
    O sistema federal de ensino superior teve forte aumento na quantidade de vagas na graduação. Em 2014, dado mais recente disponível, havia 1,180 milhão de alunos na rede. Em 2004, as instituições federais reuniam 574 mil matrículas.
    A restrição do dinheiro de investimento – para obras, reformas e compra de equipamentos – sinaliza dificuldades para melhorar ou expandir a infraestrutura. Na Ufop, a criação do novo curso de Medicina na cidade mineira de Ipatinga está emperrada. “Ainda não começamos a obra desse câmpus por falta de recursos”, diz Bianchi.
    A Universidade de Brasília (UnB) também revê seus planos. “Provavelmente vamos reduzir o ritmo das nossas obras”, avalia César Tibúrcio, decano de Orçamento e Planejamento.
    Ajuste fiscal
    Em nota, o MEC informou que “a iniciativa se alinha ao equilíbrio fiscal para que o País saia da crise”. Segundo a pasta, o orçamento de 2016 previa R$ 7,9 bilhões para as federais. É esse orçamento que os gestores levam em conta nas comparações. Mas um contingenciamento, feito ainda na gestão Dilma Rousseff, impôs redução de 31%, ou R$ 2,4 bilhões.
    A gestão Michel Temer disse que resgatou R$ 1,2 bilhão desse montante cortado para as universidades neste ano. Para 2017, o MEC disse que os valores previstos “serão cumpridos na totalidade”. A pasta ainda reafirmou “seu compromisso com o ensino superior do País”. (AE)

    http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=62222215484

    Enquanto isso, o San Michel liberou mais de R$ 3,7 bilhões em caráter de urgência para a Olim piada. Emergência dispensa licitação e boa parte dessa grana foi para empresas ligadas a parentes do pessoal do PMDB do Rio…. Monte Para o Futuro !

    Com tanta ‘sensibilidade’ social, só falta arrumarem uma Sandra Cavalcante e um Rio Guandú ….

  7. Ato falho do PT que emparedou Dilma e nunca a chamou de Presidente, reservando este título para o Único que reconhecem como a alma mais pura do mundo.

    Para ela sobrou essa coisa ridícula que falam como verdadeiro deboche: PRESIDENTA….

    Mirem-se no exemplo de Cármen Lúcia que botou os petistas Lewando wski e Dias To ff nos seu devidos lugares:

    https://youtu.be/H5KAEO2lwpM

    Ministra do STF Carmem Lúcia não quer ser chamada de presidenta.

  8. Ofélia este livro foi editado pela Nova Fronteira editora de propriedade de Lacerda. O livro “Depoimento” foi editado baseado em depoimento de Lacerda para amigos e parentes seus em 1977 um mês antes de morrer. Li com muito interesse o livro, já que sou um trabalhista seguidor de Getúlio, Jango e Brizola e Lacerda foi um adversário terrível dos três, que não media consequências em seus ataques muitas vezes fruto de seu ódio, incontido. Mas no livro vejo um Lacerda dizendo que rezou para Getúlio. Um Lacerda indo ao Uruguai falar com Jango que ajudou a derrubar. Para mim ele quis deixar para posteridade a impressão de que se arrependeu de muita coisa que fez. Acho que procurando em sebos com calma você encontra. A vantagem do livro é que Lacerda diz que pode ser contestado por alguma coisa que está em seu depoimento. Como a dizer que pode ter exagerado ou enviesado algum acontecimento. É um bom livro. Se eu perguntasse para mim mesmo: Que nota voce dá para este livro Aquino? Eu diria tranquilamente 70. Lacerda era 17 anos mais velho que eu, ano passado ele fez cem anos. Boa parte de sua vida eu acompanhei. Consequentemente tem coisas no livro que não concordo. Mas é um bom livro.

  9. Capitalismo Facebook —- Lucro Curtir —- Prejuízo Compartilhar….

    11/08/2016 06h00 – Atualizado em 11/08/2016 06h00.

    Consumidor pode ter que financiar parte da operação de 6 distribuidoras
    Informação é do diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.
    Eletrobras decidiu não renovar concessão das seis empresas.

    http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2016/08/consumidor-pode-ter-que-financiar-parte-da-operacao-de-6-distribuidoras.html

  10. Falavena, você diz bem um documento assinado. Dilma ao morrer passará imediatamente à vítima. Dilma está julgada por um “tribunal” muito pior que o de Nuremberg. Os que praticaram crimes contra a humanidade foram tratados com respeito. Foram julgados e condenados mas não sofreram humilhações como Dilma sofre diuturnamente por falsos moralistas que dão um péssimo exemplo aos mais novos e servem de chacota no nundo inteiro. Dilma para mim merece respeito por duas coisas: Primeiro porquê até agora não foi encontrado um centavo que tivesse sido apropriado por ela em seu benefício ou de sua família. Segundo: Não derramou uma lágrima, enchendo de raiva seus algozes. Eu acho que seu erro foi não prever o que poderia acontecer. Imaginou que o petróleo que caiu 60% se seu valor voltasse ao patamar de 110/120 o barril assim como o ferro voltasse a seu preço normal. O petrolão poderia muito bem estar sendo investigado se a economia se mantivesse em patamar razoável. Tudo conspirou contra Dilma. Os que queria sua saida e o próprio PT acusado de corrupção por todos os lados. E pior, sem nenhum preparo para defender-se e defender o governo. O coveiro mor foi José Eduardo Cardozo. Mesmo sendo um bom advogado, faltou-lhe tática e estratégia. Tendo ainda o defeito de ser linguarudo. Qualquer iniciativa quem primeiro tomava conhecimento eram os adversários, que imediatamente se preparavam para defesa. Por medo ou conselho do PT, Dilma não quis enfrentar a turba enfurecida e perdeu as ruas. Não creio que tivesse mandado ninguém roubar. Deve agora sofrer as consequências.

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