Sensus dá vantagem de 15,7% para Aécio Neves. Alguém acredita?

Deu na IstoÉ

O candidato pelo PSDB à Presidência da República Aécio Neves largou no segundo turno com ampla vantagem sobre a candidata Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, apontou no sábado pesquisa do Instituto Sensus divulgada pela revista Istoé.

Segundo o levantamento, o tucano registrou 52,4 por cento das intenções de voto, enquanto Dilma foi preferida por 36,7 por cento dos entrevistados.

Brancos, nulos e indecisos somam 11 por cento na pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Ao considerar apenas os votos válidos, descontados os brancos e nulos, a pesquisa aponta Aécio com 58,8 por cento e Dilma com 41,2 por cento, uma diferença de 17,6 pontos percentuais.

Esta foi a primeira Sensus depois do primeiro turno das eleições, com campo entre os dias 7 e 10 deste mês. O levantamento já pode ter captado parte do impacto da divulgação na quinta-feira de depoimento de ex-diretor da Petrobras à Justiça em que detalha suposto esquema de sobrepreço em contratos da estatal que abastecia partidos políticos, citando o PT, o PP e o PMDB.

As entrevistas também ocorreram após o anúncio de apoio formal de partidos à candidatura tucana, como o PSB e o PPS.

IBOPE E DATAFOLHA

As pesquisas mais acompanhadas pelos analistas são Ibope e Datafolha, que têm abrangência maior. As primeiras pesquisas Datafolha e Ibope para o segundo turno divulgadas na quinta-feira também apontaram vantagem do candidato do PSDB. Segundo esses levantamentos, Aécio teria 51 por cento dos votos válidos contra 49 por cento de Dilma. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, a presidente e o tucano estão em empate técnico em ambas as pesquisas.

10 thoughts on “Sensus dá vantagem de 15,7% para Aécio Neves. Alguém acredita?

  1. IBOPE e Data-folha já estão desmoralizadíssimos. Os fatos deixaram claríssimos esta condição, quando colocaram Aécio muito aquém da realidade das intenções de voto.
    Isto ficou provadíssimo com o resultado das urnas.
    Agora esses dois desacreditados institutos dão uma vantagensinha para Aécio.
    Seguramente dá prá desconfiar que isto é apenas para mostrar que Dilma está no páreo.

    Por esta e outras, nada mais natural de que desta vez se deva apostar na pesquisa IstoÉ/Sensus, com Aécio 17,6 pontos na frente.
    As urnas vão dizer se o Sensus tem razão, ao contrário do Ibope e do data-folha.

  2. A Presidente Dilma, vai perder mais votos se na propaganda eleitoral continuar insistindo em dizer que não varre a corrupção para debaixo do tapete, que deu condições, aos devidos órgãos, para investigar e que
    todos os culpados sejam punidos.

  3. ELES ESTÃO SENTINDO O GOLPE!!

    Esses esquerdinhas babacas já começaram a lamentação:

    Além da derrota da Dilma e dos petralhas no próximo dia 26, eles já tem que amargar a votação de deputados como Bolsonaro, Cel. Telhada, a derrota do Serra, a boa votação do Pastor Feliciano em suma a boa votação das pessoas de bem contra essa corja petralha que há 12 anos vem roubando a nação:

    =x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=

    Para derrotar Aécio, Dilma precisa compreender que modelo dos últimos doze anos esgotou-se. Mas ela terá ânimo para giro à esquerda?

    Por Guilherme Boulos

    O último domingo revelou eleitoralmente um fenômeno que já se observava ao menos desde 2013 na política brasileira: a ascensão de uma onda conservadora. Conservadora não no sentido de manter o que está aí, mas no pior viés do conservadorismo político, econômico e moral. Uma virada à direita.

    Talvez, o recente período democrático brasileiro não tenha presenciado ainda um Congresso tão atrasado como o que foi agora eleito. O que já era ruim ficará ainda pior. O pântano de partidos intermediários, cujo único programa é o fisiologismo, cresceu consideravelmente. A bancada da bala e os evangélicos fundamentalistas tiveram votações expressivas em vários Estados do país.

    O deputado mais votado no Rio Grande do Sul foi Luis Carlos Heinze, que recentemente defendeu a formação de milícias rurais para exterminar indígenas. No Pará, foi o Delegado Eder Mauro. Em Goiás, o Delegado Waldir, com um pitoresco mote de campanha que associava seu número (4500) com “45 do calibre e 00 da algema”. No Ceará foi Moroni Torgan, ex-delegado e direitista contumaz. No Rio de Janeiro, ninguém menos que Jair Bolsonaro, que há muito deveria estar preso e cassado por apologia ao crime de tortura.

    Isso sem falar da cereja do bolo, São Paulo, que desde 1932 orgulha-se em ser a vanguarda do atraso. Alckmin foi reeleito com quase 60% de votos. Serra suplantou facilmente Suplicy e, tal como em 2010, não teve pudores em recorrer ao conservadorismo mais apelativo. Desta vez, com a redução da maioridade penal como bandeira. O deputado federal mais votado foi Celso Russomano e o terceiro, o Pastor homofóbico Marco Feliciano. Dois coronéis, Telhada e Camilo, conseguiram vagas na Assembleia Legislativa.

    Como não falar numa onda? Onda que teve como crista a surpreendente votação de Aécio Neves para a presidência, que ficou apenas 8% atrás de Dilma quando todos os institutos de pesquisa apontavam o dobro de diferença. De São Paulo levou –direto para o aeroporto de Cláudio– 4 milhões de votos de vantagem em relação a Dilma.

    São Paulo, que foi o berço das mobilizações de junho de 2013. Contradição? Nem tanto.

    Por um lado, as jornadas de junho expressaram uma descrença de que as transformações populares se darão por dentro destas instituições. Foram sintoma de uma aguda crise urbana, traduzida no tema da mobilidade. E deixaram um legado positivo com o crescimento das mobilizações populares, ocupações e greves no último período. Esta vertente esquerdista de junho talvez tenha se manifestado eleitoralmente –além da votação no PSOL– pelo aumento das abstenções e votos inválidos. Neste ano somaram 29,03%, mais do que os 26,93% do primeiro turno de 2010 e do que os 26,79% que definem a média das eleições brasileiras desde 1994.

    Mas junho teve outra vertente, que deixou rescaldos mais marcantes. A direita saiu do armário. Passou a adotar abertamente um discurso mais ousado e raivoso. Os velhinhos do Clube Militar tiraram a poeira das fardas para defender uma reedição de 64. Homofóbicos, racistas e elitistas passaram a falar sem pudores de suas convicções. Isso tudo se sintetizou num antipetismo feroz que correu o país. As ofensas a Dilma em estádios da Copa apenas repetiram o cântico que foi ecoado nas ruas meses antes.

    E não foi só a elite. Alguns petistas ainda não compreenderam. Pensaram estar lidando com uma segunda versão do movimento “Cansei”. E por isso são incapazes de entender o que ocorreu no último domingo. Aécio ganhou no Campo Limpo, Itaquera, Jardim São Luis, Ermelino Matarazzo e Sapopemba. Elite?

    O que o PT teimou em não compreender é que o modelo de governo que adotou nos últimos doze anos chegou ao esgotamento. Junho de 2013 foi um sintoma disso. O pacto social construído por Lula em 2002 não funciona mais. A ideia de que todos os interesses são conciliáveis, de que todos podem ganhar, depende do crescimento econômico e da desmobilização das forças sociais.

    O que temos hoje é o contrário. Uma sociedade muito mais polarizada e uma economia beirando a recessão. A mágica de agradar a todos acabou e o povo sente necessidade de mudanças. Quem teve força política para capitanear o discurso da mudança não foi a esquerda, mas a direita. O sentimento é difuso e despolitizado, por isso pôde ser encarnado farsescamente pelo PSDB após o declínio de Marina Silva.

    Este segundo turno será um divisor de águas. A burguesia brasileira provavelmente se alinhará em bloco com Aécio Neves, seu candidato puro sangue. Se o PT quiser disputar o discurso direitista com Aécio corre grave risco de ser derrotado e ainda sair desmoralizado para uma eventual oposição a partir de 2015.

    Outra alternativa que tem é apontar o rumo de transformações populares para o próximo mandato, o que não fez nos últimos doze anos. Fazer o combate pela esquerda. Se o fizer, terá um preço a pagar em relação à base aliada e aos financiadores. Dificilmente o fará.

    O mais provável é que recorra a uma retórica semelhante à de 2006 contra Alckmin, dos de baixo contra os de cima, sem maior consequência prática. Mas o momento é outro e o discurso da mudança está com muito mais capilaridade inclusive entre os de baixo. A eficácia pode não ser a mesma. A onda conservadora está vindo com força e, agora ou em 2015, obrigará o PT a reposicionar-se na conjuntura, para lá ou para cá.

  4. Essa conversa baseada em clichés ou rótulos é típica de intelectuais países atrasados.
    Dividir a representação entre progressistas e conservadores é nitidamente mentirosa.
    A percepção do óbvio não é privilégio de “intelectuais”.
    Qualquer pessoa, com ou sem estudo, o constata quando diante dos absurdos que querem impor as ideologias de esquerda que se sabe bem no que deu na Venezuela, Argentina e em Cuba.

  5. Diferentemente do que divulgou o instituto SENSUS de pesquisa a margem de erro de estimativa admitido para esta pesquisa é de 4% para mais ou para menos.

    É grande as chances do intervalo de confiança estar comprometido justamente pelo baixo número de elitores entrevistados nesta amostragem.

    De qualquer forma a diferença entre o candidato Aécio e a candidata Dilma demonstrada pela pesquisa é muito ampla. E mesmo se expurgarmos das médias apresentadas pelos candidatos a faixa do erro de estimativa, ainda sobra uma diferença considerável em favor do Senador Aécio Neves.

    Assim, segundo o levantamento, o tucano registrou 52,4% – 4% (para baixo) = 48,4%, enquanto Dilma foi preferida por 36,7 + 4% (para cima) = 40,7% dos entrevistados.

    Logo, é possível dizer que se as eleições fossem hoje, Aécio Neves venceria a eleição com uma diferença mínima de (48,4% – 40,7%) = 7,7% dos votos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *