Será uma eleição estranha, porque muitos candidatos têm chances de vencer

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton

Depois do vendaval do impeachment de Dilma Rousseff e da ascensão e inevitável queda do “quadrilhão” do PMDB, esta será mesmo uma eleição bem diferente. Para início de conversa, muitos candidatos têm chances concretas de vencer, como Jair Bolsonaro (PLS), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos) e até Henrique Meirelles (PSD), sem falar na possibilidade de Lula eleger outro poste e nas ainda aventadas candidaturas de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e Guilherme Boulos, que pode ser apoiado pelo PT, não esqueçam. Quanto a Rodrigo Maia, não é nem será candidato a presidente.

Por enquanto, não se pode avaliar o verdadeiro potencial de cada um, porque eleição no Brasil depende muito da propaganda pela televisão, e o espaço de cada um na telinha somente será decidido na reta final, quando forem fechada$ as coligações.

COLIGAÇÕES – As alianças entre partidos desta vez são fundamentais, porque candidatos fortes, como Jair Bolsonaro e Marina Silva, dispõem de poucos segundos no horário eleitoral. Ciro Gomes e Alvaro Dias têm um pouco mais de tempo, porém ainda insuficiente para enfrentar os grandes partidos.

Temer sonha em ser candidato pelo PMDB, certamente ter dificuldades para fechar coalizões, mas dispõe de um bom espaço na TV. Os candidatos do PT e do PSDB estão na mesma situação.         

Entre os candidatos das legendas de porte médio, Meirelles é o melhor situado, seu espaço na TV está garantido, e ele pretende investir pesado para fazer alianças com partidos nanicos, se não for traído pelo PSD, um partido inconfiável. Meirelles acha que tem chance, por não ser um político profissional. Pode ser, mas por enquanto está muito difícil.      

APOIOS COBIÇADOS – Nesse jogo de interesses subalternos que movimenta os bastidores da política, as coligações custam caro e não dependem de ideologia. No momento, os partidos mais assediados são PP, PR, DEM, PRB, Solidariedade, PSC e Pros, não necessariamente nesta ordem. Quanto ao PTB, Roberto Jefferson ainda quer apoiar a reeleição de Temer, mas pode mudar de ideia a qualquer momento, porque sua liderança é cada vez mais contestada e já existe ameaça de uma rebelião interna.

Por fim, não se pode analisar essas eleições sem levar em conta a existência de um clamor surdo da maioria silenciosa, que parece disposta a apoiar um nome que tenha poucas ligações com a política ou que esteja disposto a bater pesado nos políticos profissionais. Por enquanto, o quadro ainda é esse, muito confuso e estranho.

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P.S. –
Por incrível que pareça, Temer continua animado com sua candidatura. Precisa desesperadamente ser reeleito, para manter o foro privilegiado e escapar da cadeia. Ele supõe que possa ganhar popularidade se continuar a aparecer a todo momento na TV e a abrir as torneiras do Tesouro para a grande mídia, inserindo na telinha até anúncios da FAB, vejam a que ponto chegamos. Cá entre nós, Temer é o maior exemplo de que sonhar não é proibido, mas no caso dele será pesadelo na certa. (C.N.)

9 thoughts on “Será uma eleição estranha, porque muitos candidatos têm chances de vencer

  1. Houve muitos comentarios intimando o conhecimento dos leitores, ultimamente -“vai estudar, idiota” etc…
    Portanto, ao estudo:

    VOTO NO BRASIL – elemento central da Democracia.

    O clássico:

    “…A burocracia do Estado capitalista auxilia a elite no amortecimento das lutas de classes; (VOTO ELETRONICO – FRAUDE)

    Cria as condições para a reprodução ampliada do capital (O VENCEDOR E O MERCADO / PGR- Dodge defendendo as urnas pré-fraudadas).
    Impede que a luta entre classes exploradas e burguesia se torne uma luta aberta e direta.

    Em troca os capitalistas cedem parte de seus lucros para a burocracia estatal (CORRUPÇÃO)
    em forma de impostos (LAVANDERIA DE $$).

    Os rendimentos daqueles que estão no poder do estado (modalidade MALAS DE R$500 MIL), advém da exploração que o capitalista exerce sobre os trabalhadores ($$ USURPADO DA UNIÃO).

    Tal exploração existente no modo de produção capitalista provoca o descontentamento do povo, explorado pela burguesia.
    Esse descontentamento passa a ser expresso em todas as partes da sociedade, ocorrendo assim, uma generalização do descontentamento social.

    “Diante desta situação de descontentamento, o povo (as classes) explorado inicia o processo de auto-organização, é quando criam organizações que expressam seus próprios interesses.”
    Seria esse o motivo de 35 partidos políticos? Uma ova, mané!

    “Cria-se a idéia de representação política, que só ocorre através do Estado.
    Um conjunto de leis é criado para controlar e legitimar a ação estatal e a partir daí qualquer organização que pretenda uma participação nas decisões sociais devem se submeter às leis do Estado. Surgem os Partidos Políticos.”

    “Os partidos políticos são autorizados, pelo Estado, para dirigir a sociedade e representar os seus interesses. O Estado, impõe os partidos à toda a sociedade como sendo as organizações que expressam o interesse de todos, e permite a participação popular na escolha dos representantes e o faz através do sufrágio universal.

    Através do voto, a burocracia estatal legitima a idéia de que as contradições inerentes à sociedade devem ser resolvidas por aqueles autorizados pelo Estado.

    Os partidos políticos se tornam os responsáveis principais pela manutenção da ordem.

    Os integrantes de partidos se tornam poderosos quando assumem o poder e vão se distanciando cada vez mais do povo.

    Durante a eleição, os políticos fazem o discurso que representam os interesses de todos, mas ao assumir o poder, tudo o que disseram é deixado de lado, e passam a representar a si mesmos, aos seus interesses e aos interesses da classe dominante.

    “A idéia de que algum dia aparecerá um salvador que irá resolver os problemas sociais (pobreza, fome, violência etc.) se torna o motor que leva as pessoas às urnas depositar o voto num determinado candidato e à crença na democracia burguesa.
    Contudo, essa ilusão acaba se desfazendo com o tempo. Muitas pessoas que acompanham a história dos partidos políticos vão percebendo que em toda a sua história nenhum partido atendeu de fato aos interesses das classes exploradas.”

    …………………………………………………

    Com as Urnas Eletrônicas em 2018, o voto de cada Brasileiro que votar, independente do partido ou candidato, irá somente para uma Democracia Burguesa Representativa VELHACA, CORRUPTA IMUNDA,ESTRANGEIRA que ao merece o voto…

    Se cada Brasileiro cobrasse R$400.000,00 por seu voto, para deixar o político governando esta Democracia Burguesa Representativa por 4 anos, aí sim, a coisa equilibrava!

    Ah não!?! Então, continua como tá…
    Continuemos! Paguemos as mordomias da Dodge, Temer, Aécio, GM Carmem e Cia, Lula, Dilma e etc, com o slogan:
    “O Brasil é um Pais Sem Futuro”

  2. Em um país com quase 40 partidos inscritos, a estranheza está exatamente neste espanto. O problema é que desfiguraram o que podiam a democracia no Brasil, até chegar a este ponto. Se temos quase 40 partidos seria o óbvio que houvessem quase 40 candidatos. Com as coligações ainda permitidas, os partidos se tornaram partes desfiguradas de um corpo político amorfo, em que a “cola” estão nas VANTAGEN$ que o vencedor pode oferecer. Isso é um imenso desserviço a nação que se torna refém de siglas cada vez mais dispostas a tirarem o que puderem, como menor pudor possível e prezam o número máximo em que podem abarrotar de apaniguados, as instituições sob suas garras, com pessoas sem um mínimo de competência e dignidade nestes cargos. Isso não é nada mais que a fórmula do fracasso. Quem consegue conviver com isso felicite-se, às vezes, a ignorância é uma benção.

  3. Caro jornalista Carlos Newton

    O quadro eleitoral para 2018 está confuso, Até agora não despontou ninguém, que possa empolgar o eleitor. O governador de São Paulo, Sr. Geraldo Alckmin começou a ser cristianizado pelo cacique do PSDB, o sociólogo e imortal Fernando Henrique Cardoso. Nas barbas do candidato, tenta entronizar o apresentador da Globo, Luciano Hulk, como figura nova destinada a arejar a política. Seria cômico se não fosse trágico, essa brincadeira de criança do FHC. A turma dos tucanos se merecem completamente, Dória inventado pelo Alckmin e já o traindo, Serra, Aloízio, Anibal, Aécio, FHC, Que fazer?

    Já estou começando a acreditar, que vai aparecer um outsider em outubro de 2018, como Collor, para bagunçar de vez o coreto, fora do período carnavalesco

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