Sergio Cabral culpava Brizola pela droga, hoje finge de autoridade e de “pacificador”

Tanta (brilhante) comunicação esclarecedora, esclarecida, elucidativa, definitiva. Apreciação e análise, não como solução. Mas é evidente que as coisas não são insolúveis, nem se deve deixar de lutar por causa das dificuldades.

Paulo Solon, que mora nos EUA, confirma, “aqui o tráfico e o consumo de drogas é também intenso”. Esteve em Campos do Jordão, “ficou impressionado com o número de favelas”. (Em SP, as favelas são mais de duas mil, o dobro do que se plantou no Rio). Com outras considerações, termina: “No Brasil ainda há margem para piorar, depois, talvez, adotem a solução correta”.

Ricardo Sales lembra que quando acabou a expedição contra Antonio Conselheiro, soldados do coronel Moreira César, ganharam terrenos “nas abas da Providência, e aí passaram a morar, e logo disseram que era a sua favela”. (Faltou dizer, Ricardo, que esse Coronel, chamado de corta cabeças”, foi o mais sanguinário e cruel dos assassinos de Canudos. Já vinha de Florianópolis com essa alcunha desprezível mas verdadeira).

Antonio Santos Aquino com seu vasto conhecimento: “Por muitos anos só havia um Morro da Favela, atrás da estação de trens Central do Brasil”. Localiza o início no “período colonial, foram os espanhóis que usaram primeiro o nome de Favela, explicando que favela é um arbusto que produzia uma pequena fava, que pensavam usar na alimentação”.

Cita Euclides da Cunha, num trecho emocionante de “Os Sertões”, que é todo emocionante. (E que eu já disse várias vezes, empolgado, que é o livro mais importante já escrito no Brasil. Depois dele só a “Tragédia Burguesa”, de Otavio de Faria, que morreu antes de terminar o colossal projeto que planejara).

Aquino transcreve Euclides: “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História, resistiu até o esgotamento completo. Todos morreram”. (Antonio Conselheiro projetou a cidade não para se entregar e sim para resistir até o fim. Como sabia que o exército mandaria cavalarianos, a arma da época, construiu as ruas completamente inclinadas, os cavalos não puderam ser utilizados).

Charles J. Heidorn critica severamente Sergio Cabral, lembrando o que o atual governador dizia do antigo, Brizola. E garante (do que ninguém discordará) que “se o helicóptero da polícia fosse derrubado no governo de Brizola, ele seria logo acusado”.

Do Ceará, Gessy Sombra tenta defender Sérgio Cabral, comparando sua atuação, (para melhor, segundo ela), “com todos os anteriores”. Sugere mandar policiais fazerem curso NO FBI. (O Aquino já revelou que Lula, “o Sindicalista”, foi fazer curso nos EUA, mas com elementos da CIA, disse que não sabia).

Dionízio Marinho relaciona os males do consumo das drogas. E responsabiliza a droga e seu consumo, “pela corrupção na polícia, na justiça, no trânsito de armas, morte de inocentes nas batalhas nas ruas, domínio de territórios pelas diversas gangues”. (Não sabe se a solução para acabar com a droga é “liberar a comercialização”).

Essa não é a solução, Dionízio, o Poder está tão desmoralizado, que os traficantes montariam quiosques na Lagoa, barracas na Praia de Ramos, carrocinhas no calçadão de Campo Grande, que eu tanto frequentei com o engenheiro Veiga Brito e o governador, na época da construção do Guandu. Por enquanto é seguir o Paulo Solon, e acreditar que “o melhor só virá depois do muito pior”.

(Foi assim em Chicago de 1919 a 1933). E antes, quando as gangues dominavam e aterrorizavam Nova Iorque, de tal maneira, que contado hoje, ninguém acreditaria).

Cliquem tudo, se completem ou discordem uns dos outros, a Internet está transmitindo para o Brasil inteiro. E daí terá que vir o grande e admirável território, socialmente limpo, politicamente engajado, administrativamente procurando RESOLVER E NÃO APENAS APARECER, COMO FAZEM SERGIO CABRAL e EDUARDO PAES.

Jorge Rubem Folena de Oliveira, começa logo emparedando o governador e perguntando: “Pacificar O QUE?” Foi a última afirmação do governador logo depois da derrubada do helicóptero. E demitindo o relações públicas da Polícia Militar, diante da televisão.

(Que graça teria essa demagogia alarmante, se fosse praticada silenciosamente?). Sergio Cabral falou (ele fala, inacreditável), “o assessor não pode defender a Polícia Militar”. Pelo visto fala mesmo, mas só tolice.

Jorge Rubem, advogado que conhece o povo e a Constituição, mas pensa e reflete sempre socialmente, desmonta o governador: “Não é possível PACIFICAR sem TRANSFORMAR”. E numa analise rápida e fulminante sobre o governador: “Ele não sabe o que faz, sua postura é agressiva, tenta acomodar as coisas”. E lembra também que no passado, outros personagens “acomodaram”, mas ficaram longe de resolver, disciplinar, de estabelecer GOVERNOS VERDADEIROS, se satisfizeram e se satisfazem com os GOVERNOS PARALELOS.

O importante é que a cada dia surgem mais debatedores, se dirigindo uns aos outros, concordando ou discordando civilizadamente, que é o fundamental. E uma coisa que não posso deixar de ressaltar e ressalvar: REVELAÇÕES SÃO FEITAS SERVINDO À COLETIVIDADE, que deve saber o que pretendem esconder dela.

***

PS- Romulo Paes, Luiz Geraldo dos Santos, Rubem Cesar, Victorino Avila, Altivo Moreno, Emerson57, que aparecem pela primeira vez, contam coisas sensacionais e inéditas. Rubem César, bem informadíssimo, pergunta: “O Serviço de Informações já disse ao governador Cabral quais são os fornecedores e financiadores da droga no Rio?”

PS2- Provavelmente, Rubem, se esse Serviço quisesse contar alguma coisa ao governador, ele responderia imediatamente: “Não quero saber de nada, não me contem, aí eu posso dizer que não sabia”. Ele pensa (?) que é o Lula.

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