Servidores criticam Adams pelo “aparelhamento” da AGU

Luís Inácio Adams já anunciou que vai deixar a AGU

Rachel Gamarski e Adriana Fernandes
Estadão

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, enfrenta uma rebelião interna que começa a atrapalhar o funcionamento do Executivo no momento em que as crises política e econômica chegam ao seu auge. Ele também é apontado como um dos principais responsáveis pela fracassada estratégia governista de tentar barrar o julgamento das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff no Tribunal de Contas da União (TCU).

Em campanha para equiparar os salários da AGU aos dos funcionários do Judiciário, procuradores e advogados do órgão deflagraram uma “operação tartaruga” velada que tem atrasado a entrega de pareceres necessários à tomada de decisões do de todas as esferas da administração federal. Isso porque as assessorias jurídicas dos ministérios precisam apresentar pareceres sobre medidas e decisões para embasar as ações do Planalto.

Servidores também reclamam que a atuação de Adams na AGU tem por objetivo mais auxiliar a gestão Dilma do que o Estado brasileiro.

NOTA OFICIAL

No dia seguinte ao julgamento das contas no TCU, a União dos Advogados Públicos e Federais do Brasil (Unafe) divulgou uma dura nota na qual diz que Adams, “com sua visão distorcida da Constituição, tenta transformar a AGU em um aparelhado órgão de governo”.

Como exemplos, além da tentativa de impedir que o TCU analisasse as contas presidenciais de 2014, a nota cita o empenho do ministro em viabilizar acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas Operação Lava Jato e a defesa que fez para que a Corte não bloqueasse os bens da ex-presidente da Petrobrás, Graça Foster, em processo que investiga denúncias de irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA, pela estatal.

CRISE JURÍDICA

O clima de rebelião na AGU vem ganhando uma proporção de “crise jurídica” na Esplanada dos Ministérios. A preocupação dos ministros está na paralisação da análise jurídica de projetos do governo. Por outro lado, há quem diga que os funcionários do órgão estão agindo de forma imprópria para que os servidores tenham aumento.

A operação tartaruga não é a única maneira como os servidores têm demonstrado sua rejeição a Adams. Segundo a Unafe, foram registradas 2.531 declarações de entrega de cargos – assinadas por advogados públicos federais que não possuem cargos de confiança comissionados – comprometendo-se a não assumir essas funções e recusando viagens. Entre eles, estão cinco Procuradores Regionais Federais e os cinco Procuradores Regionais da União.

3 thoughts on “Servidores criticam Adams pelo “aparelhamento” da AGU

  1. Esse sujeito é um incompetente. Depois da humilhação sofrida, da mijada que recebeu do presidente do TCU, que o impediu de falar na tribuna durante o julgamento das contas de Dilma, ele deveria ter enfiado a cabeça num buraco e nunca mais tirado-a de lá. É um sujeito que não sabe se expressar, está sempre com os olhos esbugalhados, parecendo um louco, pronto para qualquer briga. Péssima escolha de Dilma, mas petê é assim mesmo, mais vale a subserviência, o compadrio que a competência. Enquanto os PGRs dão show de conhecimento e civilidade, Luís Inácio Adams envergonha a AGU !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *