Servidores são apenas mercadoria no contrato entre Sérgio Cabral e Bradesco

Paulo Peres

O corrupto governador Sérgio Cabral assinou contrato com o Bradesco, pelo qual a partir de 1º de janeiro de 2012 os servidores do Estado do Rio de Janeiro passarão a receber seus salários naquele banco. Servidores estes, vale recordar, que sempre foram mercadoria dos governadores e de outras autoridades, e  em 1998 o então governador Marcello Alencar, numa transação jamais explicada, vendeu o Banerj para o Itaú, juntamente com as contas correntes dos servidores.

Neste acerto Cabral-Bradesco, o Tribunal de Justiça irá receber a quantia de R$ 95 milhões por três anos de contrato, que vigorará de 1º de janeiro de2012 a31 de dezembro de 2014. “A proposta do Bradesco foi a melhor, por isso foi escolhida”, afirmou o presidente do TJRJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos.

Talvez, ao receber esta quantia do Bradesco, o desembargador Manoel Rebelo se lembre que, até a presente data, os aposentados e pensionistas do Tribunal de Justiça ainda não receberam a reposição de 24,6%, ganha através de ação da época do governador Moreira Franco, em 1988, visto que este não-pagamento contraria a Constituição Federal e inúmeros artigos do Estatuto do Idoso.

Outrossim, esta reposição de 24,6% seria, no mínimo, um ato de caráter, de sensibilidade e compreensão com quem dedicou dezenas de anos de sua vida em prol do serviço público e que, na maioria, como todos os idosos, são pessoas que precisam de tratamentos especiais e de um número maior de remédios.

As autoridades esquecem que, o funcionário, mesmo depois de aposentado, continua descontando, mensalmente, para o RioPrevidência e, é claro, para o cofrinho do Sérgio Cabral e sua trupe. Este mesmo Sérgio Cabral que, vale recordar, outrora dizia ser “o defensor dos idosos” e, hoje, não lhes paga um percentual conquistado na Justiça e que os servidores da ativa já recebem normalmente.

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