Sobre o Capitalismo: ontem, hoje e amanhã.

Almério Nunes

Creio que todos os ismos trouxeram tormentas imensas para o mundo, mas quando abordamos o Capitalismo podemos ver, com as ocorrências atuais, o que nos restou.

Na crise provocada pela inacreditável jogatina de Wall Street, 1929, os Estados Unidos foram salvos pelas teorias de John M. Keynes: o Estado deve reger as economias do mundo. E foi assim que Franklin D. Roosevelt derramou muitos milhões de dólares em empresas como Good Year (borracha), Schwab (aço), Ford (automóveis), Eastman (fotografia) e Rockefeller (petróleo) para recuperar as gigantescas perdas do país.

Os resultados fazem parte da história; a produção voltou a crescer e os Estados Unidos dispararam como potência mundial. Só que… lá se foi o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor (o Estado) que tornou possível tal recuperação. Seria de se esperar uma justa participação nos lucros daquelas empresas, o que não aconteceu. Seus donos ficaram ainda mais milionários, pagando salários miseráveis para os verdadeiros donos do capital: os trabalhadores.

SUBPRIME

Na crise do subprime de 2008, novamente o Estado foi convocado a socorrer as empresas e bancos quebrados, pela mesma jogatina de sempre. Além dos cem milhões de pessoas jogadas na mais completa exclusão, constatamos que chegam a US$ 11 trilhões as perdas internacionais provocadas, segundo estudo de Luciana Rodrigues, Flavia Barbosa e Lucianne Carneiro, que assinalam:

“Houve uma crise sem precedentes, que se disseminou com rapidez nunca antes vista pelos mercados financeiros globais, levando à derrocada de bancos, empresas e países. Passados cinco anos da quebra do Lehmann Brothers, os maiores países do mundo ainda amargam uma perda deste montante, US$ 11 trilhões. Esse é o tamanho do custo estimado da crise para os Estados Unidos, Reino Unido, Zona do Euro e grandes emergentes como Brasil, China e Rússia. Pacotes bilionários de socorro a bancos e empresas tiveram que ser acionados pelos governos para evitar bancarrotas em efeito dominó″.

DE ONDE VEIO O DINHEIRO?

Pergunto: de onde veio o dinheiro para estes pacotes bilionários? Do Estado, do povo, sempre convocado para salvar as economias. Consequentemente, não há como pensar de forma diferente: o povo é o dono de tudo, e o resultado da produção de tudo deve ser direcionado, em primeiro lugar, a ele, o motor que faz girar as máquinas da produção.

Otaviano Canuto, Consultor Senior em BRICS do Banco Mundial, disse: “Ninguém pode afirmar que o mundo saiu da crise, muito pelo contrário. O teste da recuperação americana será quando o FED (Federal Reserve, o BC americano) retirar os estímulos à economia”.

Estes estímulos, sabemos, montam numa injeção de US$86 bilhões mensais no mercado (vai direto para os bancos). Novamente… novamente… o Estado está tentando manter a economia americana de pé, com o dinheiro do povo, entregue para os abutres de sempre. Então… ISTO é o Capitalismo? Fundamentado sempre no que é produzido pelo povo? E este fica com o quê? Com estes salários miseráveis, salários de exploração cruel e desumana? Ou com um inédito desemprego?

Estamos diante de mais um crime contra povos inteiros!!! Olhemos para o mundo como ele se apresenta HOJE, e vejamos o que pode ser criado para o futuro, mitigando os efeitos deste presente tão desastroso. Na Coreia do Sul uma empresa criada em 1938 (uma lojinha) associou-se ao Estado e atualmente é maior do que a Argentina: SAMSUNG. Distribui dividendos para seus colaboradores e lhes proporciona educação qualificada. Proporcionalmente, tem a maior quantidade de PHDs do mundo.

Existe capitalismo lá? Sim,mas desta forma: o povo gera as riquezas e fica com elas. Nos Estados Unidos 47% dos cidadãos não pagam impostos. 150 milhões não têm planos de saúde.

O bilionário Warren Buffett fez piada; “Pago menos impostos do que a minha secretária”. Tá tudo explicado. Inventam guerras e invasões para sustentar a Indústria da Guerra, afinal 28% do Orçamento dos Estados Unidos são direcionados para isto. Com motivo ou sem.

 

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42 thoughts on “Sobre o Capitalismo: ontem, hoje e amanhã.

  1. Caro Amigo Almério Nunes:
    Tenho uma ótima impressão do Sr. O Sr. me transmite a ideia de ser um homem inteligente, culto, com 70 anos de idade, mas ativo, integro, cordial, franco, honesto, honrado. Um gentleman.
    Tenho pensamento diferente do seu, em relação ao postulados do Capitalismo e Socialismo, mas temos convergências, em muitas outras esferas do viver.
    Tenho alguns amigos comunistas, alguns fizeram doutorado em Moscow, mas evito discutir política, para evitar brigas.
    Como o Sr. sabe sou conservador, cristão, e não acredito no Socialismo, na doutrina de Marx, mas sigo a definição de V.Frankl: “Um homem é decente ou indecente, por suas ações, por sua prática” e este é um critério infalível para avaliar as pessoas.
    Um abraço, Almério Nunes.

  2. Almério, seu texto não carece de retoques, está perfeito. O capitalismo e concentrador, excludente, apropria-se vorasmente do lucro que é para poucos.
    Ao primeiro sinal de problema recorre ao estado e, socialisa o prejuiso.
    Quanto ao socialismo pouco ou nada a dizer, pois numca em momento algum tivemos
    uma expriência realmente socialista.
    Abraços.

  3. O Socialismo é um erro,uma ideia vencida,pois não só se sustenta intelectualmente, como foi um desastre econômico. Todos os países que adotaram o socialismo foram ao fundo do poço econômico, é moralmente desprezível pois levou à morte 100 milhões de pessoas, algo inconcebível.
    Alguns tolos afirmam que a pregação do Sr. Marx foi adulterada, que houve desvios, e isto é mentira, o grande intelectual francês R. Aron, em sua obra: “O marxismo de Marx”, afirma o contrário, e prova que as experiências socialistas foram coerentes com o pensamento de Marx-Engels.
    O texto abaixo, bem escrito,do Sr. EGUINALDO HÉLIO DE SOUZA, mostra que o socialismo real, é coerente, in totum, com o pensamento de Marx.
    Karl Marx era marxista.
    Como pode alguém alegar a inocência de Marx diante das atrocidades comunistas? Já não estava tudo descrito no seu texto?
    Alguns marxistas declarados ou simpatizantes se ofendem quando as atrocidades históricas cometidas em nome dessa ideologia lhe são apresentadas. A violência gratuita, o imenso rio de sangue, a perseguição religiosa, principalmente contra o cristianismo, o ataque à família tradicional são apenas alguns dos frutos podres do marxismo. Quando falamos na perversidade inerente às teorias de Marx, seus defensores alegam que essas ações nada tiveram a ver com o ideólogo alemão, que foram meros desvios. Usa-se frequentemente o clichê “Marx não era marxista”.

    Nada mais enganoso. O fato dele pessoalmente não estar envolvido com essas ações perversas não significa que não as tenha inspirado. Se a pena é mais poderosa do que a espada, então quem inspira as ações é mais culpado do que quem as executa. E não há dúvida de que foi Karl Marx.

    Basta lermos o Manifesto do Partido Comunista, celebrado panfleto de todo marxista convicto. Não é preciso nem ler as demais obras de Marx, Engels, Lenin e toda uma miríade de teóricos, crias do Manifesto, que contribuíram com a construção desse nebuloso edifício. O livreto já contém em germe as características da planta carnívora. Nele está a essência do pensamento que estimulou e justificou o assassinato, a tiranização e o sofrimento de milhares de seres humanos. Negar que as ações perversas desses estados totalitários surgidos sob a bandeira do comunismo sejam fruto direto das ideias Marx é querer jogar os escombros das torres gêmeas WTC para baixo do tapete.

    Vejamos alguns trechos do Manifesto, publicado pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1848, com grifos meus:

    Esboçando em linhas gerais as fases do desenvolvimento proletário, descrevemos a história da guerra civil, mais ou menos oculta, que lavra na sociedade atual, até a hora em que essa guerra explode numa revolução aberta e o proletariado estabelece sua dominação pela derrubada violenta da burguesia. [1]

    Abolição da família! Mesmo os mais radicais se enchem de indignação ao ouvirem proposta tão infame dos comunistas. [2]

    Mas o comunismo quer abolir [as chamadas] verdades eternas, quer abolir a religião e a, moral, em lugar de lhes. dar uma nova forma… (Não resisti. Tive de grifar tudo). [3]

    O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado… [4]

    Todavia, nos países mais adiantados, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas: Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado; Imposto fortemente progressivo; Abolição do direito de herança; Confiscação da propriedade de todos os emigrados e dos contrarrevolucionários. (Isto é, quem não concordasse com as ideias de Marx); Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo; Centralizarão, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte. Adequação do sistema educativo ao processo de produção material (isto é, doutrinação comunista e anti-tudo o que não for marxista), etc. [5]

    Resumindo, Marx e Engels idealizaram uma tomada violenta do poder, com a implantação de um governo onde o Estado se apoderaria à força da economia, dos meios de comunicação, da educação, destruindo “as verdades eternas, a religião e a moral”. E ai dos contrarrevolucionários (chamados de rebeldes em algumas traduções)! Esse foi o plano exposto no Manifesto.

    Como pode alguém alegar a inocência de Marx diante das atrocidades comunistas? Já não estava tudo descrito no seu texto? Não foi exatamente assim que aconteceu, acontece ainda e vai acontecendo gradativamente no socialismo moderno? Se a pena de Karl Marx foi manchada de sangue, foi manchada pelas espadas que ele mesmo incitou.

    Querem mais do Manifesto? Nele já estava expressa a inflexibilidade de Karl Marx, que expôs seu pensamento não como quem expõe meras reflexões, mas como alguém que proclama um evangelho infalível. Nada e nem ninguém era digno de criticar seu comunismo.

    As acusações feitas ao comunismo, a partir de pontos de vista religiosos, filosóficos ou ideológicos não merecem exame aprofundado. [6]

    Não! O mundo inteiro é tolo diante do monstro de Trevéris! Suas afirmações não são teorias, são uma religião em nome da qual todo opositor deve ser calado! E de fato foram. Dezenas de milhões calados para sempre!

    Ele disse que o comunismo iria abolir a religião e concebeu o Estado como o mais poderoso Leviatã, mas ainda assim alguns nos querem fazer crer que tudo o que foi feito pelo comunismo na história não foi responsabilidade de Marx. Ou isso é ingenuidade ou é pura falsificação.

    Pelos seus frutos os conhecereis! Longe de ser um desvio, o marxismo histórico é o fruto simples, puro e direto do marxismo teórico. A semente produziu o seu devido fruto, o monstro gerou o monstro, o que foi produzido foi justamente o que foi concebido.

    Não se pode negar o óbvio. Karl Marx era sim um marxista.

    Notas:

    1. MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 28.

    2. IDEM p. 32

    3. IDEM p. 35

    4. IDEM p. 35

    5. MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 45

    6. MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 34.

    marxista.

  4. Confiscos de sempre

    Pelo que andei vendo na internet, se levarmos em conta todos os estímulos em todo o mundo capitalista para recuperar as grandes empresas, montadoras, bancos, financeiras, e outras mais, em variadas formas, inclusive, massivas injeções de capitais pelos seus Bancos Centrais, reduções de impostos, confiscos parcial de depósitos de correntistas, confiscos parciais dos fundos de pensões, etc. totaliza estupendo montante mundial de dinheiro do povo, pago para salvar o capitalismo, passando de US$ 19 trilhões. Eis um tema de extrema importância, por ser devidamente abordado e fundamentado, visando esclarecimento geral do trabalhador.

  5. De minha parte não defendo nem capitalismo, nem comunismo, tenho asco por
    todos os dois sistemas. É dificil dizer qual dos dois é pior.
    O capitalismo sempre matou e continuara matando até quando não sei.
    Parabéns Seytryn, foi foi no amago da questão.

  6. Dessa vez não vou responder, não darei respostas para a velha prostituta, desclassificada, que escreve logo aí acima. Eu costumo citar os autores que faço comentários, sou honesto.
    Me sinto cansado, em dar pontapés em cachorro morto, fétido.
    A vida se encarrega de dar o prêmio aos inúteis, “good for nothing”.

  7. Mario, não concordo com a sua intransigente defesa do capetalismo.
    Porém a minha discordância, não me confere o direito de ser deselegante e, muito
    menos mau educado.
    Aceite minha solidariedade.
    Abraços.

  8. Caro Almério Nunes, Seu texto é perfeito, mostra a realidade do capitalismo selvagem.
    Toda riqueza tem cheiro de sangue, miséria e fome. Ninguém fica rico honestamente, senão
    explorando o trabalhador, ou através da usura, ou corrupção.

  9. Vá lá, entre respeitáveis dicionaristas, palavras como capitalismo, socialismo, comunismo, cristianismo e os diabos em decúbito dorsal acabaram por perder seus significados originais. Contudo haver-se-ia de causar pasmo que tais comodismos fossem possíveis em reuniões com fórum científico, onde convive-se com o pressuposto que mesmo ingênuos e bucólicos verbetes não ficaram imunizados das letais e poderosas quedas de braços das facções políticas partidárias em busca do pão e cachaça de cada dia, sobretudo com os desafios da reconfiguração geopolítica do mundo após a vitória das retóricas políticas partidárias de cunho populista/nacionalista da criadagem do Império Soviético (aqui no Brasil, embora os legados teóricos para consolidação do pensamento nacional, seria cômica a facção de esquerda, não fosse a exarcebada repressão movida pelas governanças de plantão e suas quixotescas vítimas, convidando o zé povinho para um churrasquinho de empresários tupiniquins, fordistas e toyotistas, como se só quem trabalha é o segmento assalariado.

  10. Questão resolvida:

    Toda criação da mente humana é mentira. A mente mente.
    A verdade é o corpo e ele possui um cérebro onde ela é processada em uma área específica.
    A mente é um apêndice, não se sabe do cérebro ou dos intestinos onde excrementos são produzidos.

    Por essa fundamental, tudo que o Homem cria com a mente, como as fórmulas de salvação da humanidade geralmente entra em conflito com o corpo. São ilusões.
    Assim, como exemplo, temos o socialismo com sua violência psicológica ou o comunismo com sua violência física em que a alma humana, no fim das contas, é molestada por estas ideologias ou religiões nefastas através de sua falsa-moral, em que divide as pessoas ou coisas em boas ou más.
    Como consequência se tem uma diminuição da vontade de potência do indivíduo, fazendo com que ele se desanime em produzir. Ou inventar alguma coisa como esse computador por exemplo, que revoluciona para o bem, toda a humanidade.
    O fracasso da URSS, Cuba , Coreia do Norte reside nisto.

    PS. Não se espere compreensão de fanáticos como o delirante histérico e seu “capetalismo”, que a única coisa que seu cérebro consegue elaborar.

  11. Ahhh, estes socialistas periféricos!
    Se mordem de inveja dos EUA.
    Se mordem de inveja de um país que tem um sistema econômico que produz riqueza, tecnologia de ponta, conhecimento em praticamente todas as áreas do conhecimento, um país que detém a grande maioria dos Prêmios Nobel, o país das oportunidades para quem gosta de trabalhar e muitos outros méritos que qualquer pessoa com um mínimo de inteligência sabe quais são.
    80% de todas as invenções e descobertas no século XX foram oriundas dos EUA.
    Eu estou aqui navegando na Internet, vou falar ao celular, eu gelo minha cerveja numa geladeira, faço vitamina num liquidificador e viajo de avião. E não citei as descobertas na área da medicina. Temos nossas vidas facilitadas devido às contribuições de inteligências oriundas de países capitalistas.
    Quais seriam as grandes contribuições dos socialistas para o bem da humanidade?
    Algumas contribuições chinesas vindas de milênios como a pólvora. O que mais?

  12. Até o finalzinho da década de 80, os teoristas marxistas cantavam em verso e prosa, as “conquistas” dos sistemas implantados na União Soviética, Cuba, China e Coréia do Norte.
    Depois da década de oitenta, quando a União Soviética ruiu, Cuba faliu, China abraçou a livre iniciativa controlada e Coréia do Norte transformou-se em uma monarquia socialista, a cantilena mudou para: “O comunismo jamais foi implantado nesses países”.

    Concordo com W. Churchill ao dizer que “a desvantagem do capitalismo é a distribuição desigual das riquezas; a vantagem do socialismo é a distribuição por igual das misérias.”

  13. Sr. Lafer:
    Vamos prá frente, buscando o conhecimento, os valores. Sempre comparando, fazendo relações, nunca se acomodando, revendo as nossas idéias, sempre. O grande matemático David Hilbert disse: “Precisamos saber, haveremos de saber”
    A vida é um eterno recomeçar, e talvez seja esta uma das suas mais belas características.
    Devemos buscar incessantemente, e como disse o Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem procura, encontra”.
    Cordiais Saudações.

  14. Almério, coração valente,
    Diante dessas celeumas existentes entre os “ismos”, eu me permitiria alterar o mal do capitalismo para o mal do egoísmo, haja vista que tais sistemas ou regimes dependem de quem os implanta e a forma como serão mantidos.
    O homem está no cerne da questão, o causador dos problemas, o mal por excelência.
    Certamente a tarefa maior seria a de desvendar a mente dos que possuem tanto e não colaboram para que outros possam ter o mínimo para subsistirem, ao contrário, mais os exploram, mais os sugam, mais os deixam na miséria.
    Admito que o câncer mundial tenha o nome de banqueiros, investidores, esta gente que não reconhece o ser humano, a não ser o cifrão à sua frente; este pessoal que somente visa o lucro, e desconsidera a necessidade alheia; este grupelho que tira e bota governos, e pouco se importa com a nação e povo.
    Tem cabimento, Almério, a publicação dos lucros dos dois maiores bancos que temos, Itaú e Bradesco?
    Por que cobram tantos juros da população, então?
    Por que a metade desse lucro exorbitante, imoral, que parte dele não seja encaminhado para o próprio povo na forma de investimentos na Educação, Saúde, Segurança e Saneamento Básico?
    Por que as famílias dos banqueiros é que gozam as delícias do capital, e nós padecemos sob a égide da pobreza, da premência?
    Observa, Almério, e não vi algum colega mencionar este fato, o comportamento dos nossos parlamentares. O tempo que perdem de absoluta inutilidade, de discussões estéreis, de ligações partidárias para se manterem no poder, menos de apresentarem projetos que melhorassem a vida do povo, a começar balizando os lucros auferidos do dinheiro do próprio povo, o depositante!
    O problema, Almério, é esta ligação afetiva e estreita entre o governo e banqueiros, alguns deles grandes empresários que apenas cumprem o papel de laranjas, tipo Batista, Dantas, e tantos outros que já quebraram e ocasionaram prejuízos à União e ao cidadão brasileiro.
    Não sei, meu caro, mas acho esta discussão sobre os males do capitalismo e benefícios do socialismo infrutífera neste País, pelo fato da educação e cultura que temos, pelos governantes incompetentes, incapazes e corruptos e que são eleitos permanentemente, pelas elites que nos comandam do mesmo jeito há décadas!
    E não vai mudar, Almério, pois está no homem o poder de alterar esta realidade, e não na mudança do sistema!
    Vai daí que posso afirmar, em decorrência que, antes de culpar o capitalismo, o mal seria a falta de religião, haja vista que esta nos ensina a caridade, a solidariedade, que não é o caso.
    Precisamos é de conscientização, de menos egoísmo, de dizer a esta gente que tanto ganha do Brasil quanto do seu povo – nós, os brasileiros -, que existem limites, que a população é pobre, que a Nação precisa de dinheiro para investimentos, e que nossos políticos devem se preocupar com os eleitores, e não somente com seu bem-estar em detrimento do trabalho que o voto obtido foi para esta finalidade.
    A mudança da mente é o nosso desafio, Almério, a nossa luta, o nosso objetivo.
    Como?
    Que outros colegas registrem sugestões, que as agradeço antecipadamente.
    Almério, o meu abraço, forte e cordial, acompanhado da minha solidariedade e compreensão, pois enquanto tivermos gente que se preocupa e se manifesta em favor dos necessitados, há esperança e, tu, copncretizas esta possibilidade!

  15. Inicial
    Porões da ditadura
    Educação
    Cultura
    Eleições 2014
    Saúde
    Mídia

    Redação PragmatismoEditor(a)

    América Latina25/Sep/2013 às 16:54

    80Comentários
    Opera Mundi

    Mujica faz discurso épico na ONU

    Se o discurso de Dilma na ONU foi emblemático, o de Mujica foi inspirador. Presidente uruguaio criticou sociedade capitalista, lamentou embargo a Cuba, colonialismo nas Malvinas e a pobreza na América Latina. Assista abaixo

    Pepe Mujica discursa na ONU: “Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos frustração, pobreza e autoexclusão” (Reprodução / UN)

    O presidente do Uruguai, José Mujica, criticou duramente o consumismo durante seu discurso na 68º Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (24/09). “O deus mercado organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos frustração, pobreza e autoexclusão”, afirmou.

    No discurso, que durou 40 minutos, ele também elogiou a utopia “de seu tempo”, mencionou sua luta pelo antigo sonho de uma “sociedade libertária e sem classes” e destacou a importância da ONU, que se traduz para ele um “sonho de paz para a humanidade”.

    Leia mais:
    Pepe Mujica: “pobre é quem precisa de muito para viver”

    Aos jornais uruguaios, Mujica prometeu um “discurso exótico” e fugiu do protocolo ao dizer que “tem angústia pelo futuro” e que nossa “primeira tarefa é salvar a vida humana”. “Sou do Sul (…) e carrego inequivocamente milhões de pessoas pobres na América Latina, carrego as culturas originárias esmagadas, o resto do colonialismo nas Malvinas, os bloqueios inúteis a Cuba, carrego a consequência da vigilância eletrônica, que gera desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego a dívida social e a necessidade de defender a Amazônia, nossos rios, de lutar por pátria para todos e que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, com o dever de lutar pela tolerância”.

    A humanidade sacrificou os deuses imateriais e ocupou o templo com o “deus mercado, que organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos a frustração, a pobreza, a autoexclusão”. No mesmo tom, ressaltou o fracasso do modelo adotado no capitalismo: “o certo hoje é que para a sociedade consumir como um americano médio seriam necessários três planetas. Nossa civilização montou um desafio mentiroso”.

  16. Olá Bendl, criminoso existe desde que o mundo é mundo e não há nada que os detenha. Questão de ídole. São minoria como um Fidel ou Fernandinho Beira-Mar.

    Não é um sistema de produção que cuida dos crimes e sim um dispositivo jurídico eficaz. Mas mesmo assim, ainda alguns criminosos escapam.

    É preciso separar crime de falso-moralismo, que é o fundamento de religiões e ideologias que ambicionam o poder totalitário sobre a humanidade como o marxismo e o islamismo.

    O problema é que alguns aqui, que têm um cérebro menor do que o de uma pulga, não percebem e nem sabem separar as coisas.
    Daí, que essas pulgas delirantes, histéricas, só conseguirem pronunciar a palavra “capetalismo”
    E por aí vai Bendl.
    Abs.

  17. PS. É importante ter em mente que o Brasil jamais foi capitalista.
    Cobra impostos de países da escandinávia, mas o povão jamais lucrou com isso.
    Somente os ocupantes deste estado corrupto.

  18. Aquele que do catulé não sabe da natureza e suas propriedades, por certo que acabará vítima da difícil digestão das fibras do fruto ou de sua queda livre, risco ao qual um gazeteiro ou leitor aficcionado de almanaque capivarol não obterá ferramentas suficiente para imunizá-lo…assim até que o Darcy tem sido comedido com as assertivas e fontes bibliográficas de leituras de alguns “gurus” do perfil de um Mario Leme, uma alma penada cativa da panfletagem dos dias de “Guerra Fria”. Rir é o melhor remédio contra a sisudez e a hipocrisia!

  19. Prezado Sr. ALMÉRIO NUNES, Saudações.

    Podemos comparar o CAPITALISMO (Propriedade Privada dos Meios de Produção; Decisões Produtor/Consumidor individuais; uso de um Sistema de Mercados para determinar Preços/Remuneração dos Fatores de Produção), como um potente Motor V-12 cilindros.
    O SOCIALISMO ( Propriedade Estatal dos Meios de Produção; Decisões Produtor/Consumidor Coletivas; Determinação de Preços e Remuneração dos Fatores de Produção via Plano Central), é um Motor de 4 cilindros.
    O Motor V-12 quando MAL REGULADO, queimando só em 6 cilindros, gera Desemprego e Má distribuição da Riqueza/Renda, e crises criadas por Águias Financeiras que sabem que são MUITO GRANDES PARA FALIR, etc.
    O Motor 4 cilindros, produz Desemprego ZERO, embora com perda da Liberdade de escolha, e mesmo BEM REGULADO, a prática mostrou que produz pouco.
    Não se inventou ainda uma 3ª alternativa.
    Daí me parece, que a melhor alternativa é REGULAR BEM O MOTOR V-12, como o Presidente ROOSEVELT fez depois da crise de 1929 e que até o fim dos anos 1970, funcionou muito bem. É porém difícil REGULAR bem o Motor V-12 porque seus maiores Acionistas são os Banqueiros/Financistas que não querem REGULAGEM NENHUMA. Mas também operar com motor 4 cilindros, mesmo que bem REGULADO, rende tão pouco. A CHINA que operava um Motor de 4 cilindros bem azeitado, resolveu adquirir e operar um V-12, que queima nos 12 cilindros, e vai muito bem. Abrs.

  20. Prezado Almério Nunes:

    Seu arrazoado sobre o capitalismo está uma obra prima. Até um leigo em economia e política consegue compreender o cenário composto por você.

    Seria pedir demais a concordância ou até a elegância no ato de discordar, entretanto, vivemos um tempo de amargura, de falta de amor, de compreensão com as ideias humanistas sempre escritas pelo nobre professor aqui neste BLOG.

    Como bem diz invariavelmente o editor CN, “La nave vá Fellinianamente”. Além do mais, não se pode agradar a todos. Nesse particular, a divergência é fundamental para o nosso aprimoramento existencial.

  21. Sobre mudança da MENTE, conhece este texto, atribuído a Confúcio, senhor Francisco? Nós o temos aqui, escrito:

    “Os grandes antigos quando queriam propagar altas virtudes punham seus estados em ordem.
    -Antes de porem seus estados em ordem, punham em ordem suas famílias.
    -Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios.
    -E antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas, procurando ser sinceros consigo mesmos e ampliavam ao máximo seus conhecimentos.

    – A ampliação dos conhecimentos decore do conhecimento das coisas como elas são( e não como queremos que elas sejam).
    -Com o aperfeiçoamento da alma e o conhecimento das coisas, o homem se torna completo.

    -E quando o homem se torna completo ele fica em ordem.
    -E quando o homem está em ordem, sua família também está em ordem,
    -E quando sua família está em ordem, o estado que ele dirige também fica em ordem.
    -E quando todos os estados ficam em ordem, o mundo inteiro goza de PAZ e PROSPERIDADE!
    CONFÚCIO.

  22. Pingback: Sobre o Capitalismo: ontem, hoje e amanhã

  23. A mudança começa com o destronamento do “EGO”.

    Temos mesmo que ceder a todos os nossos caprichos, que muitas vezes são o produto de uma cadeia de miséria e morte?

    Quem está disposto a entregar tudo o que têm, viver do necessário, e seguir apenas a voz de seu imo?

  24. Este texto, da minha lavra, já foi publicado neste Blog, e agora é dedicado aos que amam a liberdade, como o amigo Mauro J. Vieira, e outras pessoas que prezam a Liberdade. Sem liberdade tudo é vão, e eu jamais esqueço do filósofo Mário Ferreira dos Santos, gigante intelectual, multimídia, quando disse: “Os socialistas trocam a liberdade por um prato de lentilhas”. É preciso ser forte, para dispensar o falso auxílio dos tecnocratas socialistas, é preciso estudar dezenas de livros, para perceber o logro comunista, que não passa de ouro de tolo. Segue abaixo o meu texto:
    Quando leio lixo literário como este parágrafo acima: “O mundo capitalista é governado por quadrilhas sanguinárias, totalmente insensíveis aos reclamos dos povos”, me questiono o quanto alguns, em nome do socialismo, da “causa”, podem mentir, e o pior, enganar a eles mesmos.
    O capitalismo simplesmente permitiu que a expectativa de vida humana dobrasse , e que se produzisse produtos e serviços nunca vistos, já que na sociedade de status que vigorava antes da primeira revolução industrial, só os nobres, abastados, podiam ter acesso a estes bens.

    O socialismo é um fracasso, não só os seus pressupostos teóricos são falácias, bem como, os resultados econômicos, sendo que a tirania , dor, sofrimento, infringido aos povos que adotaram esta doutrina , resultaram na morte de 100 milhões de pessoas, já sendo motivo suficiente para descartar esta ideologia sinistra, se tivéssemos aprendido com a Historia.
    O socialismo é uma praga de difícil erradicação, expulso definitivamente da área econômica por seu fracasso empiricamente comprovado, refugia-se na mística , evocando o seu “alto teor moral”. Confirma, assim, a presunção avançada pela primeira vez por Nietzsche há mais de cem anos, de que a ideologia perversa é um substituto, um Ersatz, um medíocre sucedâneo de uma fé cristã em declínio. Muitos outros filósofos modernos, como H. Arendt, Aron, Kolakowsky, concordam com a tese de que o socialismo representa aquela pseudo “religião civil” que Rousseau pretendeu criar, para substituir a Igreja com o culto patriótico do estado ressacralizado.
    As “profecias” de Marx falharam miseravelmente. As forças econômicas, por si só , não explicam o triunfo do cristianismo no Império Romano, a queda de Roma, as Cruzadas, a Revolução Francesa, o imperialismo moderno, a I Guerra Mundial ou a ascenção de Hitler. As grandes lutas do século XX não foram travadas entre classes, mas entre nações. Os trabalhadores dos países ocidentais não se tornaram a classe oprimida e empobrecida que Marx descreveu nos meados do século XIX. Os trabalhadores ocidentais contemporâneos, por causa do aumento da produtividade e dos esforços dos sindicatos e governos, melhoraram consideravelmente sua condição, desfrutando o mais alto padrão de vida da história. O imenso desenvolvimento de uma classe média constituída de profissionais, funcionários públicos e pequenos comerciantes desmente o vaticínio de Marx de que a sociedade capitalista seria polarizada num pequeno grupo de capitalistas muito ricos e uma grande massa de trabalhadores carentes. Todas essas predições e esperanças do “profeta “, K. Marx, foram fracassadas , e parece contradizer a sua afirmação de que suas teorias se apoiavam em “bases científicas”.
    O historicismo, base fundamental da doutrina de Marx, não se sustenta, como provou K. Popper, na sua obra a “Miséria do Historicismo”. O autor afirma que o progresso não é uma necessidade da História. O historicismo é a base comum do fascismo e do marxismo, segundo Popper, é absolutamente falso acreditar que o futuro está condicionado ao presente. Nada, no presente, permite prever o futuro. Por quê? Porque é na realidade, o contrário: vivemos aspirados pelo futuro, todos os nossos comportamentos de hoje são ditados pela ideia do que temos do amanhã. Se acontece de o futuro parecer com o que anuncia dele, é geralmente porque quem prevê influi também no curso dos acontecimentos. A idéia de Marx de que o socialismo estava fadado a acontecer “com a inexorabilidade de uma lei da natureza” , não tem base alguma.
    O brilhante economista austríaco V. mises, na sua obra magna “Ação Humana”, defende o princípio praxeológico, e constrói um tratado de economia de forma dedutiva. O princípio praxeológico afirma que sempre buscamos um estado maior de satisfação, em todas as esferas da vida, sendo este um dado irredutível. Negar ao homem o direito de empreender livremente, de participar da vida econômica, violenta brutalmente a liberdade humana. Propor o fim do Mercado, o único mecanismo que permite o cálculo econômico não só é um estupidez, como levou ao debacle econômico dos países do Leste Europeu.
    O socialismo foi derrotado. A prova histórica está ai: com exceção da Coréia do Norte e Cuba, mesmo, nações da “fraternidade socialista”, adotaram receitas liberais para sair do marasmo econômico que viviam. O Muro da Vergonha caiu, o império soviético ruiu como um castelo de cartas, Deng Xiaoping privatizou as comunas agrárias chinesas e abriu “novas áreas econômicas” ao capitalismo e comércio internacional.
    Os socialismos, comunismos, coletivismos, et caterva, buscam um único fim: o planejamento central, onde um grupo de pretensos sábios julgam-se aptos a decidir em todas as esferas, na economia, em todas as outras áreas da vida social, criando a chamada engenharia social. O controle, planejamento, de uma empresa é justificável, o controle e planejamento de uma nação é uma monstruosidade, pois o mapa é diferente da realidade. Só a iniciativa individual, de agentes econômicos, sob liberdade política e econômica pode-se gerar riqueza e criar um clima de liberdade. O marxismo é uma miséria moral e intelectual. Uma ideia que se traveste de moderna, mas não passa de ouro de tolo, e faz a humanidade retroceder, buscando as antigas formas de organização tribal onde o indivíduo nada valia.

  25. Sr. Sucupyra Filho:
    O Sr. me definiu, aí acima, como “alma penada”, eu gostei, realmente eu não tenho alma, sou um “maldito capitalista”, que defende a Liberdade, o Livre Comércio, o direito à expressão, a propriedade privada, a dignidade da pessoa humana, a liberdade de contrato, a troca livre, o livre comércio, e outras “porcarias”,que os comunistas do mundo ocidental, e também os chineses, tiveram que copiar, para não morrer de inanição. Me sinto em boa companhia, com intelectuais como Thomas Mann, Burke, Churchil, e outros homens que forjaram a história mundial, de forma construtiva.
    Pega leve Sucupyra, não ofenda aqueles que o Sr. não conhece.

  26. Prezado Mário,

    Filosofemos…

    O conceito de “propriedade privada” não é uma ilusão? Existe algo que possa ser verdadeiramente seu?

    Você, como todos nós, morreremos inexoravelmente no curto espaço se tempo que chamamos “vida”.

    A mãe natureza, Deus ou o “Big Bang” deu a todos os filhos da terra: Terra, ar, água, fogo e toda a variedade de espécies que se fagocitam reciprocamente.

    Porque insistimos em tomar algo como “meu” ou “seu”?

    Nossa consciência individualizada é a responsável por isto.

    E vivemos nossa vida… Até os últimos momentos…

    Agora te pergunto: Quem te salvará da inevitável dissolução?

    Dissolução esta que evitamos pensar para que não deixemos nossa ânsia por coisas passageiras ser interrompida?

    Não haverão propriedades, direitos nem nada além do que o Sr puder carregar consigo…

    E o que o Sr. espera carregar consigo?

    Eis porque Marx afirmou que esse processo é inexorável…

    Todos perderemos nossa individualidade e passaremos a não existir.

    Se apenas o que é eterno é real…

    Concluo que seu “ego” nada mais é do que uma ilusão… Fadada ao fim.

    Abraços

  27. Obrigado Mario Leme e parabéns pelo que coloca em seus escritos: o resultado prático demonstrado pela História e não ilusões ou delírios ideológicos. Fatos.

    Como cético, só me interesso por fatos.
    O fato é que somos animais como outro qualquer e temos milhões de anos. Por mais que um semelhante nosso tente mudar isso fracassará, como Marx em suas fantasias de mundo perfeito, desconhecendo a nossa natureza. Desconhecendo que existe mais entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia.

    A teoria na prática é outra.
    A China aprendeu e, mesmo sendo ainda comunista em sua organização estatal e não democrática, ela vive hoje sabendo que o que produz é o capitalismo e é com produção que se traz bem estar.

    Aliás não existe o não capitalismo. Ou ele é de estado como em Cuba e esta é PROPRIEDADE PRIVADA do ditador Fidel, ou é de milhares de cidadãos onde todos podem ter sua propriedade. Neste, capitalismo democrático, a produção é centenas de vezes maior e o bem estar do povo com isso é infinitamente melhor, que no capitalismo de estado.

    Enfim, todo e qualquer sistema criado pela mente que se afasta da nossa natureza, fracassa. Querer o Homem à nossa imagem e semelhança é um dos maiores delírios produzidos por ela.

    As leis da natureza são irrevogáveis.

  28. M.J.V, meu velho companheiro de tribuna!

    Lembro-me sempre de sua ferrenha luta contra as ideologias!

    Não se deixe limitar pelo que outros disseram, palavras que você repete de forma autômata.

    Somos muito mais do que essa carne e ossos que se apegam a coisas passageiras.

    Somos seres de luz, filhos das estrelas, parafraseando o Mestre Yoda.

    Deixe que as asas da imaginação que você tanto repudia te levem a novos horizontes, além destas pecuinhas que discutimos diária e inutilmente.

    Capitalismo e Socialismo, Esquerda e direita… e outros…

    Todos serão mastigados pelos dentes de KRISHNA… Inevitavelmente…

    Onde queres colocar teu coração? Em tesouros na terra?

    Vã é a tentativa de endireitar o que nasceu torto…

    Abandona a ti mesmo para que possas, um dia, voltar a te encontrar.

    Um Abraço!

  29. Prezado seytrin, prazer, mas o que coloco lá em cima são constatações independentes de minha vontade.
    Vontade de que este planeta seja um paraíso eu sei que todos nós temos.
    Mas querer não é poder.
    Somos nada no universo.

    A ilusão de poder com o advento da mente ou consciência é um fato concreto. Com isso vai se achando que tudo é fácil e passa por cima da natureza. O resultado acaba sendo pior do aquilo que já se tinha.

    Estamos irrevogavelmente presos á nossa natureza animal. São milhões de anos.

    O Homem é um animal como outro qualquer, portanto querer impor regras demais para se viver socialmente, é pior do que se ter apenas um mínimo delas como não matar, roubar,etc, baseado apenas num único preceito moral natural que é não fazer ao outro aquilo que não quer que te façam.

  30. É justamente isto que querem que pensemos. Que somos presas de nossa condição animal e não existe nada além disso.

    Se acreditarmos nisso, conseguirão nos tornar facilmente manipuláveis.

    Digamos um basta à ignorância!

    Precisamente a ignorância sobre quem somos realmente.

    Abs!

  31. Sr. Seytrim:
    O mais fundamental de todos os direitos, é o direito à propriedade privada, sem esta prerrogativa, tudo é vão.
    O Socialismo começa por violentar este direito, e a partir daí, começa toda sorte de crimes, de violências.
    O socialismo é uma violência, primordialmente.
    Analise o que lhe falo:se o dono do jornal não for dono do equipamento que utiliza para escrever, o que bem entender, e se, por acaso, algum dia, criticar o cara que é dono da Tipografia, o dono das máquinas, terá, no outro dia, as suas máquinas confiscadas. Todos os direitos, todas as liberdades, decorrem do direito à propriedade.
    É claro que não somos donos de nada, em definitivo. Somos turistas, passageiros, neste planeta, no entanto, enquanto estamos aqui, temos o direito sagrado de sermos donos do que herdamos, do que conquistamos, através nosso esforço, empenho.
    Isso é fato.

  32. Se se nega que fazemos parte da espécie animal e não se percebe características biológicas indestrutíveis dessa condição, não há mais discussão.
    Quem assim procede jamais irá entender e aceitar o porque do Homem não se adaptar a regulamentos, quanto mais a excesso deles, que tiram sua liberdade de criar e produzir como no socialismo ou comunismo.
    E está provado que, quanto mais se respeita a individualidade das pessoas, mais elas produzem e criam.
    Daí os EUA serem hoje o que são, pois sua constituição tratou de defender a liberdade individual diante de seu maior inimigo, o estado.
    Ou não estamos aqui num computador, fruto da liberdade que desfrutou aquele que o inventou e revolucionou para o bem, a humanidade?
    Aposto mil contra um, que aqui aqueles que pregam o anti-capitalismo tem 3 computadores, 5 celulares, 4 TVs tela plana 60″, geladeira, 2 carros e bebem coca-la o dia inteiro.
    Que país socialista, mesmo os lights, criou-se tanta coisa que beneficia a humanidade como os EUA?

    Todo animal precisa de liberdade.
    Todo animal tem sua toca.

    O homem não tem poder para revogar as leis da natureza, embora sua mente o ilude nesta direção.

  33. Mauro e Mário,

    Respeito a opinião de vocês, mas as acho limitadas do ponto de vista humano.

    O peso dos anos de condicionamento não nos deixa vera através dos muros que a sociedade criou.

    Como diria Bob Dylan, The times are changing… Quem não acompanhar a mudança, sucumbirá.

    Abraços,

  34. Caro, prezado, Sr. Seytrim:
    Não sei quem você é, a sua idade, o volume das suas leituras, as suas experiências de vida. Qualquer que seja, lhe respeito. Sou um homem ainda jovem,tenho 50 anos, mas percorri muitos caminhos, superei imensos desafios, doenças, como o câncer,solidão, falta de dinheiro, desafios intelectuais no sentido de aprender Matemática, Física, e outras “pedreiras”.
    Sou um homem sensível, humano, tenho compaixão, e sempre ajudo os desvalidos, aqueles que precisam de ajuda.
    Mesmo assim, não faço concessões, nenhuma, as idéias socialistas, pois elas são falsas, mentirosas, e levam ao caminho da servidão. Sou um homem honesto com os meus filhos, com os meus amigos, e lhe afirmo: O socialismo é uma mentira, e essa conclusão me custou muitos esforços intelectuais, mas é definitiva.
    A propósito, Bob Dylan, é um dos meus compositores prediletos, pelo vigor da sua lírica, da sua poética. Gosto também de autores comunistas como o talentoso Jack London, Maxim Gorky, excetuando as idéias comunistas, que não são boas.
    Saudações, Seytrim.

  35. Prezado Seytrin , obrigado.
    também respeito a sua opinião, mas pela minha experiência de vida, que inclui ter sido socialista na década de 60, hoje, através de percepção apurada à força dos fatos, já não faz nenhum sentido mais me iludir com aquilo que a mente produz. Nem com a minha própria, quanto mais com a dos outros.
    A mente mente, já o corpo…
    Abs.

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