Socialistas não se comportam como tal e acabam perdendo as eleições. Vejam o que está acontecendo na Espanha.

Carlos Newton

Em plena crise, a Espanha vai à urnas hoje para eleições gerais. A campanha eleitoral, é claro, foi dominada pela pior derrocada econômica do país em 40 anos.

Em risco de recessão, taxa de desemprego mais alta entre as nações industrializadas (22% da população ativa) e com necessidade de receber socorro financeiro da União Europeia, o próximo governo, seja qual for o resultado nas urnas, sabe que o país terá de apertar os cintos.

Nesse clima, as pesquisas de opinião e prognósticos de especialistas apontam como favorito o conservador Mariano Rajoy, que participa pela terceira vez do pleito. Rajoy promete levantar a economia espanhola, mas não apresentou nenhuma proposta para o país sair da crise. Fez uma campanha insossa, insípida e inodora, apostando todas as fichas no desgaste provocado pela crise sobre o governo socialista de José Luis Rodriguez Zapatero e seu candidato, Alfredo Pérez Rubalcaba.

Traduzindo, lá como aqui, os autoproclamados “socialistas” não se comportam como tal. Por isso, estão em crise tão profunda quanto a própria recessão econômica, que não souberam evitar.

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