Somos chamados a crer


Mauro Santayana

Católicos ou não, cristãos ou não, somos chamados a crer na esperança, que o papa Francisco nos traz, com seu discurso renovador. A Igreja, como instituição, pode até mesmo encarnar as palavras de seu Chefe como  forma de recuperar o seu poder profético, abalado pelas vicissitudes conhecidas. Mas a Humanidade, em seu instinto de permanência, deverá acatá-las como outra oportunidade de renovar a eterna aliança entre os homens e o Absoluto.

O que o Papa vem dizendo em público – e ele falou de forma descontraída com os jornalistas, enquanto voava rumo ao Rio – é simples. O hedonismo, o amor ao dinheiro e ao lucro, o desperdício, estão sepultando a História. Ao perder seu passado, o homem perde o seu futuro. Há, em nosso tempo, e com a dissolução da família, o desprezo pelos jovens e pelos velhos.
Os robôs, como se sabe,  substituem os moços, nos processos industriais que produzem para o descarte e o desperdício. Os velhos são vistos como trastes imprestáveis, que necessitam de cuidados caros. Mas, conforme o Papa, de sua experiência e saber depende a sobrevivência de todos.
MAIS GRAVE AINDA
A situação é ainda mais grave do que em 1962, quando se reuniu o Concílio do Vaticano II, convocado pelo Cardeal Roncalli. O novo pontífice substituía Pio XII, acusado de haver sido protetor de Hitler em seu tempo de arcebispo de Munique – ao contrário de seu antecessor, Pio XI, que mandou apagar as luzes do Vaticano na noite em que o ditador alemão pernoitou em Roma.
Roncalli era um homem de fé e simples em sua vida pessoal – um traço em comum com o argentino Bergoglio – disposto a restaurar alguns princípios cristãos, abandonados pela Igreja ao longo dos séculos. Infelizmente, a sua influência, ainda que poderosa, sobre o Concílio, durou pouco. Tendo aberto o encontro em 11 de junho, morreu menos de um ano depois, em 3 de junho do ano seguinte.
É interessante cotejar a pregação do Pontífice com as declarações do presidente do Banco Mundial, o sul-coreano Jim Jong Kim, que defende, com veemência, a globalização neoliberal e os cortes nos orçamentos sociais dos Estados. Isso, ao mesmo tempo em que a Security and Exchange Comission norte-americana autoriza os bancos a comprar, estocar e vender mercadorias como o alumínio, o cobre, o ouro e outros metais. Os bancos passam, assim, a exercer o monopólio mundial dos metais, ditando os preços ao seu arbítrio.
Já podemos prever o destino do mundo, se não ouvirmos a mensagem cristã, que Francisco reafirma nessa sua viagem ao Brasil, depois de haver visitado o porto de Lampedusa, porta de entrada, na Europa, dos flagelados pela miséria na África, que  chegam em botes frágeis. O Papa deixou claro, ali,  que não há fronteiras diante do direito à vida.
Reagir, enquanto é tempo, e em todos os lugares do mundo, é a única forma de salvar a espécie.
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25 thoughts on “Somos chamados a crer

  1. O espírito do Capitalismo e o cunho social do capital.
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    (“Os homens fazem a sua história por si mesmos, porém até o presente não o fizeram conforme uma vontade coletiva, conforme um plano de conjunto e nem sequer dentro do marco de uma sociedade determinada, de contornos precisos – Engels”; “Afinal, o que a moral prescreve que realizemos é o tipo ideal de homem, tal como o concebe determinada sociedade; todavia, cada sociedade o concebe conforme sua imagem – Émile Durkheim”)
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    O espírito do capitalismo não é bom nem mau. É o sistema econômico natural decorrente da necessidade humana pós-paraíso, ou seja, que obedece a duas premissas básicas que se auto sustentam: o de comer o pão com o suor do próprio rosto; e a de que: “O homem poderá amar seu semelhante até a morte; mas não o amará até o ponto de trabalhar para ele…Esta é a regra geral à qual ninguém pode se subtrair sem ser, ipso facto, marcado pela desonra ou suspeito de fraude”. – Proudhon”

    Os desvios amplamente verificados e justamente condenados no capitalismo irônica e especialmente pelos que clamam por Justiça Social aprofundam a igualdade natural e podem ser facilmente identificados: no estágio dito civilizado, caracterizado pelo ter e pelo parecer que anima o vício imanente no próprio homem e disputa lugar com a virtude sempre prejudicada. Sócrates, Platão e Nietzsche têm razão: “seja o que for que o homem faça, ele faz sempre o bem, isto é, aquilo que lhe parece bom (útil), de acordo com seu grau de inteligência, de acordo com o nível atual de sua racionalidade”.

    O demagógico Cunho Social do capital da política, que é também o da fé sustentado pela milenar pregação bíblica e cristã não é mandamento estranho à Constituição Federal. O Art. 170 prescreve: a ordem econômica tem por fim assegurar a todos existência digna conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: III – função social da propriedade pari passu com o da propriedade privada. Esse é, portanto, o difícil posicionamento ético da política que Max Weber bem sintetizou nos pratos éticos da balança: responsabilidade e convicção.
    Contudo, há de se observar que o Papa Francisco bem atento a possíveis e interessadas derivações claramente afirmou:

    “A Igreja não é uma ONG”. Tampouco a instituição Estado.

    O Estado há que estar servil a seus deveres primordiais de prestação de: SAÚDE, SEGURANÇA e EDUCAÇÃO para todos. Único patamar que iguala no oferecimento de oportunidades e que exclui a pobreza, salvo voluntária.

  2. POR FAVOR, CORREÇÃO: …APROFUNDAM A DESIGUALDADE NATURAL… E ficaria bem melhor se, na linha rousseauniana, tivesse escito …APROFUNDAM A TÊNUE DESIGUALDADE ORIGINAL…

  3. Crocodilos em pânico
    ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 25 JULHO 2013
    NOTÍCIAS FALTANTES – FORO DE SÃO PAULO

    A simples ajuda mútua entre os partidos legais e as quadrilhas de terroristas e narcotraficantes que o compõem já bastaria para fazer do próprio Foro, como um todo, uma organização criminosa no sentido mais estrito e legal do termo.

    Antes de analisar qualquer coisa que o sr. Mauro Santayana escreva, é preciso saber que ele trabalhou como comentarista político da Rádio Praga, órgão oficial do governo comunista checo, e foi nada menos que redator-chefe das emissões em português da Rádio Havana. Essas estações nunca praticaram o jornalismo, no sentido normal do termo. Eram órgãos de desinformação, partes integrantes da polícia política comunista. A segunda ainda é. Chamar o sr. Santayana de “jornalista” tout court, sem esclarecer o uso específico que ele faz dessa fachada profissional, é sobrepor um formalismo burocrático-sindical à realidade substantiva do trabalho que ele exerce. Ele é, sob todos os aspectos possíveis e imagináveis, um agente de influência comunista. O jornalismo é o canal, não a substância da sua atividade.

    Um agente de influência não faz propaganda comunista. Mantém-se numa posição discreta, equilibrada, e só procura influenciar as autoridades e os formadores de opinião em pontos determinados, precisos, para induzi-los a decisões que sirvam à estratégia comunista sob pretextos que não pareçam comunistas de maneira alguma. Esse esforço só se intensifica e sobe de tom quando se trata de medidas urgentes, vitais para a sobrevivência do movimento comunista. É só aí que o lobo perde a compostura ovina, rosna, mostra os dentes e sai mordendo.

    No momento a coisa mais urgente e vital para o comunismo na América Latina é afastar a ameaça de uma investigação fiscal no Foro de São Paulo. É urgente e vital porque há 23 anos essa entidade gasta fortunas incalculáveis, transportando incessantemente centenas de políticos, intelectuais, militantes e terroristas entre todas as capitais do continente, hospedando-os nos melhores hotéis, sem jamais informar à população de onde veio o dinheiro. O envolvimento de alguns de seus membros mais prestigiosos no narcotráfico é fato notório, comprovado por depoimento do traficante Fernandinho Beira-Mar e pelos computadores do ex-comandante das Farc, Raul Reyes, apreendidos pelo exército colombiano.

    O Foro de São Paulo é o comando estratégico do movimento comunista latino-americano. Faz e desfaz governos, interfere na política interna de dezenas de países, decide os destinos do continente, fornece cobertura a terroristas e narcotraficantes e, segundo confissão do seu fundador e nosso ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, faz tudo isso de modo calculado para que “as pessoas não percebam do que estamos falando” (sic). Chamar isso de conspiração não é portanto uma “teoria”. É usar o termo apropriado para definir um fato tal como descrito pelo seu autor principal.

    Durante dezesseis anos o Foro cresceu em segredo, sob a proteção da mídia cúmplice que negava a sua existência e que, quando não pôde mais fazer isso, passou a mostrá-lo sob aparência maquiada, como um inofensivo “clube de debates”. A desconversa não pegou, é claro, em primeiro lugar porque nenhum clube de debates emite resoluções unânimes repletas de comandos a ser seguidos pelos participantes; e, em segundo lugar, porque o próprio fundador da coisa deu com a língua nos dentes, no discurso que pronunciou no décimo-quinto aniversário de fundação da entidade.

    A simples ajuda mútua entre os partidos legais e as quadrilhas de terroristas e narcotraficantes que o compõem já bastaria para fazer do próprio Foro, como um todo, uma organização criminosa no sentido mais estrito e legal do termo, mesmo sem levantar a hipótese, praticamente inevitável, de que a troca de vantagens políticas importasse em benefícios financeiros ilícitos para qualquer das partes.

    No entanto, entre tantos segredos que preenchem a história do Foro, as finanças são ainda o mais bem guardado. Mesmo depois que, forçado pelas circunstâncias a passar do silêncio ao exibicionismo histriônico, o seu atual dirigente Valter Pomar decidiu embelezá-lo como entidade transparente e aberta ao público, nem uma palavra veio à sua boca em resposta à pergunta decisiva e proibida: Quem paga a festa? Quem pagou durante 23 anos? As Farc? O governo brasileiro? O petróleo do sr. Hugo Chávez? Cadê os recibos? Cadê as notas fiscais? Cadê as autorizações de despesa?

    Quem lançou essa pergunta, semanas atrás, fui eu (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/130626dc.html). Esperava que, como todas as anteriores que coloquei no ar, ela caísse em ouvidos moucos. Para minha surpresa, alguns grupos de jovens, que não conheço e que não me consultaram em nada, deram-lhe atenção e fizeram dela uma das bandeiras do seu movimento “Marcha das Famílias”. Embora a passeata que organizaram contra o comunismo reunisse não mais de cem pessoas, ela espalhou pelas ruas e pela internet o mais óbvio, inegável e legítimo dos pedidos: auditoria no Foro de São Paulo, já!

    Aí, é claro, foi o pânico. Antes mesmo que qualquer solicitação formal de uma investigação fosse enviada ao Ministério Público ou à Receita Federal, era preciso criar contra ela uma predisposição hostil para dissuadir as autoridades, a priori, da tentação de atendê-la.

    Primeiro veio então a página do “Opera Mundi” que, naquele tom lacrimejante próprio dos crocodilos, se queixava de que o Foro “sofria ameaças violentas”. Coitadinho. Ele só tem, para defendê-lo, os exércitos de Cuba e da Venezuela, as tropas das Farc e a militância armada do MST e da Via Campesina, sem contar o governo brasileiro. Não é mesmo para ficar aterrorizado ante umas dezenas de estudantes que o xingam pela internet?

    Mas logo depois dessa palhaçada entrou em cena, como era de se esperar, o sr. Mauro Santayana. E veio com uma conversa muito mais interessante. Veremos no próximo artigo.

    Publicado no Diário do Comércio.

  4. …“É interessante cotejar a pregação do Pontífice com as declarações do presidente do Banco Mundial, o sul-coreano Jim Jong Kim, que defende, com veemência, a globalização neoliberal e os cortes nos orçamentos sociais dos Estados. Isso, ao mesmo tempo em que a Security and Exchange Comission norte-americana autoriza os bancos a comprar, estocar e vender mercadorias como o alumínio, o cobre, o ouro e outros metais. Os bancos passam, assim, a exercer o monopólio mundial dos metais, ditando os preços ao seu arbítrio.”…

    Assim como a língua é cunhada ao sabor das massas (oficializada pelos eruditos), principalmente, pelos ignorantes, a trilha da humanidade é também direcionada e formatada pelas massas ignorantes, por isso mesmo, cheio de injustiças, absurdos e muito sangue. Manter o povo ignorante e despolitizado, dispondo de uma grande mídia “livre”, capaz de direcionar as massas para cá ou para lá, é tudo que as elites sempre desejaram para perpetuarem no Poder, impunemente, roubando e acumulando fortunas, por mil e uma maneiras, bem as vistas das massas. Com o sistema capitalista caminhando para a ruina final, só mesmo, muita proteção de Deus para evitar o banho de sangue anunciado. Que Deus proteja e ilumine a humanidade.

  5. É curioso como algumas pessoas falam do ser humano.
    Acham que o Homem é assim ou assado ou está assim ou assado.Isto sem o menor conhecimento de sua natureza.
    Pior, tomam isso como verdade definitiva, fazendo dela o fundamento de seus ideais, que fatalmente termina numa religião ou numa ideologia, o que dá no mesmo e que, com suas falsas-moral e fantasias de mundo perfeito dividem as pessoas em boas ou más.
    Tipos como esse santayana, Boff ou Beto desprezam a nossa natureza.
    Não percebem que o Homem já está pronto há milhões de anos e sua condição é inabalável. Por isso ainda não sabem porque uma Cuba está na miséria e a “poderosa” URSS faliu. Não admitem que o estado opressor tira a liberdade das pessoas mata a alma humana. Não admitem os desejos, os sonhos, a criatividade individual.
    Não admitem a alma humana por isso a combatem.
    Enfim, essa gente ao desejar a humanidade à sua imagem e semelhança deixa descaradamente transparecer uma ganância incomensurável pelo prazer que isso possa lhe proporcionar a dominando.
    Um sonho de consumo que só povoam as mentes doentias dos ditadores.

  6. Mauro Julio Vieira, saudações.
    Viu como é possível expor seus pensamentos e posicionamentos ideológicos sem debochar e xingar ninguém … como era do seu feitio? Quando recorremos à coleção, lemos agressões as mais violentas, com os termos baixíssimos que você usava em total desrespeito para com quem discordava.
    Parabéns!!!
    “Posso não concordar com uma só palavra que dizeis, mas lutarei até o último dos meus dias para que tenhais o sagrado direito de dizê-las”
    VOLTAIRE. É assim que eu te vejo ou a qualquer outro comentarista do qual discorde.
    E mais. Você nem ninguém é desprezível. Somos – todos – descartáveis … como disseram o Francisco Bendl e o Papa Francisco (que fez uma alusão a esta palavra).
    Sobre conhecer o Ser Humano: um dos maiores mestres da Sociologia, Max Weber (tido como o seu refundador) escreveu tanto sobre isto. Antropólogos como Strauss e Darcy Ribeiro debruçaram-se durante suas vidas a isto, a conhecer o Ser Humano a partir do seu Meio. Abraham Maslow, o fundador da Psicologia Humanista, montou sua Pirâmide e esclareceu tantas coisas. Viktor Frankl foi um pioneiro na psiquiatria e psicanálise, um expoente da “Psicologia da Vida” Estudei-os e os estudo ainda. Mesmo porque faço palestras em todo o país, para … seres humanos, fundamentando meu trabalho nestes mestres, como está no meu site: spadoconhecimento.com.br. O “Conhecer Científico” do Ser Humano … jamais será alcançado. Temos lições importantes, importantíssimas, destes mestres e de muitos outros. Bem, “já é alguma coisa”. Saudações.

  7. Obrigado Almério . Saudações.
    Tivemos algumas discordâncias, que nos levou a nos estranharmos. isto é normal. O que não podemos é ficar rancorosos, pois aqui o que se discute são ideias.
    No final das contas estamos do mesmo lado e o que queremos é liberdade e progresso para todos nós.
    Mesmo sabendo que não há e nem haverá paraíso no planeta, cito o Canadá, Alemanha, EUA, Japão e outros do tipo como referências para o Brasil sair dessa merda.
    As manifestações do nosso povo, é no final das contas, para mim, é por querer estar no mesmo nível ou alguma coisa próxima dos povos dos países que citei.
    Abraços.

  8. Prezado Mauro Júlio Vieira,
    Escreveste que:

    “… o Homem já está pronto há milhões de anos e sua condição é inabalável”.

    Pergunto, a título de iniciarmos um debate a respeito, se quiseres, lógico, pois convido também o Almério e a qualquer outro frequentador deste Blog incomparável, pronto para quê?
    Que condição é esta de, “inabalável”?!
    Ora, meu jovem artista plástico, sabemos que o homem se aprimora, aprende, cresce, amplia seu conhecimento de acordo com a sua vida e época em que viveu.
    Não podemos nos comparar àquelas pessoas que tiveram as suas existências especificamente na Idade Média, quando a dependência da religião e a ignorãncia predominavam sobre o Mundo Ocidental.
    Precisou que tivéssemos dois movimentos absolutamente renovadores, O Renascimento e o Iluminismo, para nos tirar das trevas que nos encontrávamos.
    Definitivamente partimos para o desenvolvimento em nível mundial com a Era Industrial, que trouxe com ela outros avanços até entao impensáveis, tais como as Leis Trabalhistas, o estudo, a educação.
    Observa os índios, os legítimos, e não estes protegidos por interesses escusos:
    Vivem conforme seus instintos. Comem porque caçam, reproduzem-se porque há o desejo sexual, moram em aldeias sem qualquer conforto, apenas se comunicam na língua de suas aldeias, vivem, crescem e morrem do mesmo jeito que vieram para este mundo.
    Isto é estar pronto ou circunstancial?
    Olha os aborígenes, na Oceania, situação quase idêntica as dos nossos índios. Prontos para quê?
    Igualmente – e aí nos coloco todos na mesma vala comum – eu te pergunto:
    Somos inabaláveis em quê?
    Na emoção? Mas as pessoas são diferentes uma das outras, Mauro. Algumas são mais sensíveis, mais inteligentes, suportam mais frustrações que as outras, conseguem viver na dificuldade enquanto que muitas desistem, parte da Humanidade é religiosa a outra descrê de Deus, de onde tiraste a conclusão que somos inabaláveis se ainda tem gente que se suicida?
    Nos costumes? Quais seriam estes?
    Porque vestimos e usamos roupas?
    E os africanos – algumas tribos -, os nossos índios, que não as usam e as desconhecem?
    Na interpretação da vida?
    Como, se existem os que acreditam em um Deus somente e os politeístas, além dos ateus?
    O que dizer dos fatalistas, pessimistas, otimistas, esperançosos e decepcionados?
    Fatores que alteram a nossa psiquê, Mauro, e cai por terra qualquer condição que possa nos caracterizar como “inabaláveis”?!
    O que dizer dos sindrômicos?
    Ou dos que nascem com qualquer deficiência física ou mental?
    Prontos?!
    Inabaláveis?!
    Fosse assim, meu rapaz, e teríamos um mundo quase perfeito, excetuando os deficientes que não têm uma vida plena como o saudável, porém, neste caso, circunstancial.
    A dificuldade que a maioria da Humanidade sofre por falta de dinheiro seria compensada pela solidariedade, compreensão, afeto pelo ser humano.
    Isto acontece, Mauro?
    Claro que não, ao contrário!
    A própria Natureza, Mauro, se abala quando agredida pelo ser humano! Até ela é absolutamente abalável!!!
    A própria Natureza, Mauro, ainda se aprimora aos tempos que vivemos, e várias espécies de fauna e flora já se extinguiram, portanto, até ela jamais estará pronta para o homem ou para ela mesma!!!
    A confirmar o que registro, as Eras que este Planeta já passou: Arqueozóica, Proterozóica, Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica, eras da Terra, história do planeta Terra, meu jovem.
    Pipocas, Mauro, se até o Planeta se adpata e se modifica, tu não podes afirmar com tamanha convicção que, o homem, está pronto e que é inabalável, haja vista ser exatamente o contrário!
    JAMAIS, em tempo algum, estaremos prontos para quaisquer etapas de nossas vidas, presta atenção, Mauro, JAMAIS, pelo simples fato que não aceitamos a morte e nos negamos a viver de modo finito;
    E, de forma alguma, seremos inabaláveis, pois ainda dentro de nós existem sentimentos, tais como, piedade, carinho, afeto, amor maternal, paternal, fraternal, amizade, o amor em si, que nos abalam de maneira incontrolável, a ponto de matarmos ou morrermos pelas pessoas que amamos ou em defesa do nosso patrimônio pessoal ou nacional!
    Bom, eis o que penso sobre o teu pensamento com relação ao conceito que fazes do homem.
    Discordo veementemente da idéia mas, respeitosamente, e querendo com a apresentação deste contraponto, que mais colegas nossos entrem nesta assunto para que possamos aprender mais sobre nós mesmos, retificando nossos pensamentos ou ratificando nossos entendimentos sobre esta questão.
    Um abraço, meu jovem Mauro.

  9. Prezado Bendl, não só inabalável, mas indestrutível.
    Por mais que nós humanos tentemos direcioná-la para aquilo que a nossa mente idealiza, o resultado não é dos melhores.
    Há mais no universo que imagina a nossa vã filosofia.
    Portanto, o melhor é procurarmos compreender a nossa condição de animal, nossa genética, pois ela já está pronta á milênios e a partir disto não embarcarmos facilmente naquilo que a nossa mente produz.
    A mente mente.
    Abração , meu velho.

  10. Homem?
    .
    (Além disso, para pregar o Evangelho, não é preciso senão zelo e Deus faz o resto: mas, para estudar os homens, é preciso ter talentos que Deus não se compromete a dar a ninguém e que nem sempre confere aos santos – Rousseau)
    .
    Não será este o grande enigma? O eu, criatura, conhecer a si mesmo? Confesso que o máximo a que cheguei foi perceber (sem certeza) com Sören Kierkergaard:
    “O homem é uma síntese de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade, é, em resumo, uma síntese”; que, em “O desespero humano” também apresenta uma afirmação desoladora:
    “Ninguém pode ver-se a si mesmo num espelho, sem se conhecer antecipadamente, pois senão não é ver-se mas apenas ver alguém”. Não será esta a mais amarga das visões e contradições humanas: limitar-se a ver alguém?

    Concordo com Nietzsche: “…todo o essencial da evolução humana se produziu em tempos remotos, muito antes desses quatro mil anos aproximadamente que conhecemos ; nestes o homem já não pode ter mudado muito”

    No entanto, cabe aduzir: não há que se confundir os avanços produzidos pelo trabalho humano que produzindo se muda, com as coisas do espírito; com o que a ciência é insuficiente. A natureza se explica; o homem, se compreende.

    Não dá mais – por menos para mim – para sequer duvidar que não se é somente matéria. Que há algo que se chama Deus não é sério discordar.
    Por fim, usando Max Weber é de se considerar que a racionalização e a intelectualização, ciência, oferecem um progresso tecnológico que ao avançar não caminha no mesmo sentido do elementar filosófico: Conhece-te a ti mesmo. E tudo tem que fazer sentido. Cultura é sentido.
    Max Weber no célebre texto sobre ciência, cita e comenta Tolstói:
    “Todas as suas meditações cristalizaram-se crescentemente em torno do seguinte tema: a morte é ou não um acontecimento que encerra sentido? Sua resposta é a de que, para um homem civilizado, não existe tal sentido. Obviamente não pode existir porque a vida individual do civilizado navega no “progresso” e no infinito e, consoante seu sentido imanente, essa vida não deveria ter fim. Por certo, há sempre possibilidade de novo progresso para aquele que vive no progresso -”

    Disso que lamento estar passando por um mundo de mitos, hipocrisias, cinismos e inverdades navegando na mentira do progresso com o progresso da mentira.

    Vai começar o futebol: Corinthians e São Paulo.

  11. Caro Francisco Bendl, saudações
    Este debate – sobre como funciona a nossa mente – é infindável, pois há muitas vertentes que caminham em várias direções. São muitos os mestres que nos têm apresentado suas compreensões através dos séculos. Em nenhum, entretanto, percebi estudos sobre “A Mente Mente”. Se o Mauro Julio Vieira apresentar algum, estarei aprendendo, e isto não representará nenhum demérito para mim, ao contrário; só crescerei, direcionarei meus olhares para novas descobertas.
    A Mente Erra!!! Aí sim, o que é muito diferente de “A Mente Mente”. Ou … o que encerra esta constatação? Em que ela se fundamenta? Quem diz isto, e em qual livro ou coleção? Caso não exista nenhum estudo acadêmico multisecular sobre isto, então nos rendamos, estaremos diante de um extraordinário cientista, digno de Premio Nobel; Mauro Julio Vieira!!!
    O que existe cientificamente, é o fato de que a mente absorve suas realidades – momentâneas ou não – e daí sobrevém os comportamentos: equivocados ou corretos. É exatamente o contrário. Em uma mente, nasce uma convicção ou um modo de pensar, o que nos possibilita novas visões, visões estas que nos conduzem às possibilidades de aderir à novas realidades e comportamentos, ou ao sectarismo (como é o caso do Mauro Julio Vieira); o sectário permanece com uma única visão e entendimento, uma intolerância latente que provoca uma “mente vazia” diante de argumentos contrários.Para o sectário, a única verdade é a dele mesmo, as demais de nada servem. Normalmente, são pessoas que se refugiam no deboche e na troça, em luta íntima.
    A construção da mente foi extraordinariamente abordada por Imannuel KANT, em sua obra “A Crítica da Razão Pura”. Kant é conhecido no meio filosófico como um dos Quatro Sábios junto a Sócrates, Confucio e Buda – os que nos ensinaram a pensar. A mente se constrói, sim, e o livro “EMÍLIO” de Jean Jacques ROUSSEAU mostra isto, com impressionante didática educacional.
    A matéria é fascinante!!! Prosseguiremos.

  12. Sim , meu velho, velho amigo Bendl, somos mentirosos, pois temos mente. Verdade mesmo só as do corpo, manifestada pelos sentidos. O visível, o palpável. Fatos concretos. São capturados por área do cérebro dos animais.
    Com o advento da mente ou consciência, esta interferiu e ou até anulou funções do cérebro responsável pela captura isenta dos fatos.
    E por aí vai.
    Por essas e outras e mais alguma coisa entre o céu e a terra, imaginada pela nossa vã filosofia, é preciso não crer.

  13. Como demonstrativo do que comento, relembremos a forma com que o Mauro Julio Vieira argumenta:
    Denomina os que dele discordam com termos como “vagabundoszinhos”, “o resto é o resto”, “fanáticos”, “religiosos” (pejorativamente) e outros encerrando o mesmo latente desprezo pelas mentes alheias. Ora,não estou opinando: estou constatando, fazendo uso das palavras das observações dele, sempre desta forma desrespeitosa. Isto revela o quê? Uma profunda insegurança, traduzida no firme conteúdo sectário que habita uma mente doentia. Se assim não fosse, o Mauro Julio Vieira diria: “Discordo! Não posso aceitar isto! Vocês estão equivocados!” Mas esta não é a linha do sectário. Ele, o sectário, é capaz de morrer e não mudar seus posicionamentos!!! Não que a mente dele minta. A mente dele não quer!, enxergar mais nada.
    A prevalecer a ideia totalmente desprovida de consistência científica de que a mente mente, o que seria a mente? Não seria mente, seria algo digno de outros (e inéditos) estudos e pesquisas. O estado mental hoje, mais do que em qualquer outra época, está sendo objeto de novos e muito mais aprofundados estudos. Pois que ele pode ser modificado. Os viciados em drogas, por exemplo, de início consideram que estão fugindo de uma realidade que lhes provoca danos existenciais. Até que surge alguém que lhes apresenta uma nova realidade. Eles se transformam ou não. A mente estava em outra realidade? Sim. Pode ser adaptada para algo diferente? Sim. Mas … nada,portanto, está definitivamente pronto e acabado.
    O Homem é construído em seu TODO. Depende de suas Culturas, Crenças, Hábitos, Rituais Históricos, da forma como é direcionado e educado. O Papa João Paulo II (Karol Wojtila), abordou com muita propriedade esta visão, ao combater o Comunismo. “O Comunismo restringe o Homem a uma só visão, acaba com a individualidade” etc.
    Prosseguiremos. A matéria é extensa.

  14. Fico aguardando o Mauro Julio Vieira explicar a sua permanente necessidade de denominar quem dele discorda (educadamente), como “Vagabundoszinhos” etc
    A mente dele mente?
    Não, é apenas doente.
    Ele não justifica.
    Mas a Ciência explica.

  15. Caro Almério, usei esses termos num contexto que o exigiu, pois como mineiro e ainda agravado pela presença de sangue italiano, fico sem paciência para aguentar lorotas, fanatismos, sentimentalismo piegas e coisas do tipo.
    Quanto ao desprezo pela mente, começo pela minha própria.
    Já a constatação de fatos concretos, por mim ou por outros, é outra história.
    Mas, voltando à realidade do Brasil, sempre bato aqui que é necessário muita educação para o povo brasileiro adquirir equipamento cultural para enfrentar as falsas profecias dos malandros de plantão com seus misticismos ideológicos ou religiosos, que só tem um fim: escravizá-lo.
    Enfim, precisamos de educação. Educação científica, fique claro.
    Essa que só é restrita em fatos concretos e que torna o indivíduo, se não cético, pelo menos mais cauteloso diante das promessas de mundos perfeitos e justiça, feitas por seu semelhante.

  16. Almério, prezado, nem me lembro qual o contexto, mas me lembro bem que juntou voce e Batista Filho para dizer que eu era a mulher de Fidel, por eu sempre estar lembrando dele. Aí fiquei irritado e mandei ver.
    Mas isto é passado. Não tô nem aí mais se me chamam de mulher de Fidel. Isso não é verdade. Verdade foi o que ele fez com o povo cubano e essa ninguém apaga.
    Abraços.

  17. Nem todos os santos.

    Por Mary Zaidan

    Descortês, impróprio e deselegante, o discurso da presidente Dilma Rousseff na recepção ao Papa Francisco parece ter tido o dedo do diabo, que, é bom lembrar, ela confessou que usará para se reeleger. Ensaiada, repetiu a ladainha de que nos últimos 10 anos o governo do PT revolucionou a qualidade de vida do povo e que tudo vai de bem a melhor. Não imaginava que o Brasil mostraria a sua cara. E não por castigo divino. Mas por desorganização, falta de preparo, confiança demais na sorte ou na nacionalidade de Deus.

    A Jornada Mundial da Juventude deu certo graças à simpatia, simplicidade e grandeza do Papa Francisco e à paciência dos milhares de peregrinos. No mais, errou-se. E muito.

    Do bate-cabeça de autoridades frente a um papa engarrafado e vulnerável na Av. Presidente Vargas, no centro do Rio, à pancadaria entre polícia e manifestantes nas proximidades do Palácio Guanabara. Do metrô parado por horas ao lamaçal e interdição de Guaratiba, área que todos sabiam ser alagadiça. Um vexame.

    Alguns dirão que não se podia prever tanta chuva em julho, época, em geral, de seca no Sul-Sudeste. Tampouco que multidões tomariam as ruas em junho, justamente quando o País recebia a Copa das Confederações, avant-première da Copa do Mundo de 2014, que também começa em julho. Com ou sem as benções de São Pedro.

    O fato é que a vinda do Papa e dos milhares de fiéis à JMJ expuseram as chagas que o governo prefere encobrir a tratar. A desordem operacional, a falta de comando e a carência estrutural, e em especial os problemas de transportes públicos, escancararam as deficiências do País para a realização de eventos de grande porte. Nem mesmo no Rio, terra do carnaval, um dos maiores espetáculos do mundo.

    “Imagina na Copa” deixa de ser apenas um bordão usado por aqueles que o governo acusa serem torcedores do contra. Pena que não se bradou “imagina no Papa”.

    E ainda tem a corrupção, o superfaturamento. Os mega-eventos consomem bilhões do contribuinte. Daí ser um dos eixos da grita nas ruas. Os gastos com a Copa da Fifa já passam de R$ 30 bilhões – dinheiro suficiente para construir mais de 95 mil postos de saúde. Os da JMJ ninguém confessa.

    E ainda tem os jogos olímpicos de 2016. Orçados em R$ 1,8 bilhão, não devem aproveitar nada dos mais de R$ 5 bilhões usados no Pan-Americano de 2007, que, ao invés de deixar o precioso legado prometido, nem mesmo conseguiu manter o Engenhão de pé.

    Santa Clara ouviu as preces e o sol voltou a brilhar na cidade maravilhosa na sexta-feira. Mas obras de infraestrutura e organização não caem dos céus. Nem que se apele para todos os santos.

  18. Mauro Júlio,
    Mais uma vez discordo quando dizes:
    “… é preciso não crer”.
    Almério, o nosso filósofo, resgata kant, em seu majestoso, A Crítica da Razão Pura, eu, então, trago à tona para contestar o que afirmaste, Descartes, quando exclamou:
    “Penso, logo existo.”
    Ou seja, somente a partir da nossa subjetividade (o que se passa no íntimo do indivíduo) é que damos forma ao nosso pensamento, que podemos concretizar nossos planejamentos, portanto, acreditar se faz necessário, mas não ao contrário!
    Ora, se eu não acreditar que posso ser capaz de querer ou de fazer algo, estou renunciando à minha própria essência, abrindo mão da minha capacidade de realizações, de operações, de construtor da minha própria existência, haja vista que eu parto do falso pressuposto de permanentemente não acreditar nem em mim mesmo!
    Trata-se de perguntar o que faço neste planeta ou nesta dimensão?!
    Fui, então, um mero acidente decorrente de uma relação sexual?
    Tá, pode até acontecer mas, e a minha vontade (olha o meu filósofo predileto, Schopenhauer, O Mundo como Vontade e Representação) pessoal, determinação, querer?
    Schopenhauer nos mostra sua metafísica na qual o espaço e o tempo é governado pelo princípio de razão suficiente; a Vontade é apresentada como a coisa-em si ; e o corpo é o objeto imediato da vontade. Podemos situar Schopenhauer entre o idealismo e o materialismo, no qual o real constitui a representação do mundo externo, isto é, pelo menos devo acreditar que sou, que existo (Descartes, mais uma vez), mas não negar a mim mesmo descrendo cotidianamente.
    Precisas considerar, Mauro ou, no mínimo, pensar a respeito, que, o mundo como representação se divide em duas metades inseparáveis:
    O sujeito e o objeto. Nenhum dos dois pode existir nem mesmo pensar-se em si, isto é, independente um do outro. Ser sujeito é formar e ter representações; ser objeto é ser conteúdo de uma representação. Um erro básico para Schopenhauer, portanto, seria aplicar a causalidade a esse eixo sujeito/objeto. A causalidade, como todas as relações e determinações que podemos pensar, vale unicamente para aquilo que foi pensado e, na base de todas essas relações se compreende as formas comum desse “ser objeto.” As formas próprias são como em Kant (Almério) as formas do espaço e tempo. No pensamento de Schopenhauer, todas as demais funções do pensar são substituídas em favor da causalidade. Schopenhauer desenvolve a distinção kantiana entre o númeno – assim mesmo, númeno -e o fenômeno, mas, por outro lado, situa-se numa posição diferenciada em termos de perspectiva. Em Kant, o fenômeno é a única realidade cognoscível para o sujeito e o númeno (realidade transcendente), é o limite do conhecimento humano. Com o interesse em desenvolver e integrar o pensamento de Kant, Schopenhauer acaba por se distanciar dele. Para Schopenhauer, o fenômeno é pura representação, ilusão (o “véu de Maya” de que fala a filosodia indiana e budista). Por outro lado, tanto para Schopenhauer como para Kant o mundo que conhecemos é o mundo dos fenômenos. O nosso conhecimento é a nossa representação do mundo, pois o objeto conhecido é o objeto como o sujeito apresenta-o a si através de formas subjetivas, o que eu disse acima, no início deste meu texto.
    Portanto, ótimo que tu mesmo cries as tuas teorias, mas não podes é confrontá-las com a realidade que, se é igual para todos, interpretamos e a sentimos diferentemente, o que não quer dizer que ela não existe!
    Almério, meu caro, segue o barco, o leme é teu.

    • Cuidado com as trevas.

      Cuidado com Como Trevas
      Vigie, e se Cuide
      Cuidado com os devassos decadentes
      Pingando ao seu redor
      Aparecendo a sua volta
      A dor pode grudar
      Na ponta dos dedos
      Cuidado com como trevas.

      Vigie, e tenha muito cuidado
      Cuidado com dos pensamentos que ficam
      remoendo dentro da sua cabeça.
      O desespero está em todo lugar
      Inclusive na escuridão da noite

      Cuidado com a tristeza
      Ela pode te atingir,
      Ela pode te ferir,
      Te entristecer, e sabe o que mais?
      Não é pra isso que você esta Aqui

      Vigie Agora … se cuide
      Cuidado com os trapaceiros de passos sorrateiros,
      Dançando pelas calçadas
      Enquanto cada sofredor inconsciente
      Vaga desorientado pelas ruas
      Cuidado com Maya

      Vigie agora, e se Cuide
      Cuidado com os líderes gananciosos,
      Que o levam onde você não deve ir.
      Enquanto choram os cedros de Atlas,
      Eles só querem crescer, crescer, crescer…
      Cuidado com como trevas

  19. Quanto à filosofia caro Bendl, há que se fazer uma diferenciação importante entre aqueles que estudam filosofia e aqueles que filosofam. Neste segundo grupo, o que interessa é a constatação de fatos. Os termos usados para isso coma a mente ou consciência por exemplo podem não o mesmo de um Rousseau. E daí? Kant ou Rousseau são melhores que alguém para definir alguma coisa que apenas simboliza um fenômeno?
    Não, meu velho, tem muitos analfabetos que sabem muito mais da vida que gente letrada. Isso é que vale. Entender a vida.
    O resto pode ser vaidade ou equívoco.
    Enfim, me tornei cético por mim mesmo e só depois li Nietzche e Cioram, constatando que aquilo que constaram da vida eu também constatei. O que serviu para reforçar as minhas convicções, fundamentadas em fatos concretos somente, diga-se de passagem.
    Enfim, caro Bendl, meu negócio é artes-plásticas e não filosofia como objeto de estudo, mas sim filosofar. Por isso não vou discutir terminologias empregadas por Hegel, Kant, Marx, Kirkegaard, Shoppenhauer ou outros do tipo, pois eles discorrem sobre a vida e a vida está aí na nossa frente para que nós também a discorramos e, entre eles e eu, sou mais meu corpo e suas determinantes. Ele sim, me diz a verdade. Mas, a mente…

    Darcy, sempre vou lembrar obsessivamente o ditador Fidel aqui, pois ainda tem muito otário que acha ele um herói e se esquece do fato de que ele matou mais gente que os ditadores do cone-sul juntos, os quais também abomino.

  20. E mais, sobre o Fidel: o filho da puta não larga o o osso. Está há mais de 50 anos oprimindo o pobre povo cubano com sua desonestidade escondida sob o manto religioso da falsa moral marxista-leninista.

  21. Agora sim!!! Somos todos pessoas civilizadas, podemos discordar com toda a veemência, porém sem desrespeitar ninguém. Polemizar é a “Arte Sublime do Desencontro” e graças a ela muitas luzes foram lançadas no mundo, através dos séculos.
    Quando discordamos e permanecemos atentos ao tema ou temas, sempre podemos aprender, uns com os outros. No meu site eu me apresento dizendo: “Aqui, podemos construir nosso Templo, tijolo a tijolo” … Eu??? Já fui contra o Leonel Brizola, fortíssimamente. Quando jovem, eu o considerava um bandido, um cara “perigoso para as instituições”. Darcy Ribeiro??? Um outro perigosíssimo terrorista!!! Mas … vieram os anos … adquiri outros olhares … e mudei!!! Hoje lamento profundamente não por ele, mas pelo Brasil, que sua política de Educação e Cultura não tenha prosseguido. Descobri que o sectarismo é sempre nocivo. Cega as pessoas pela sua intransigência e intolerância. Como eu era em relação ao Brizola e ao Professor Darcy Ribeiro.
    Quanto à Filosofia. Ela existe para fazermos indagações e questionamentos, para apontar caminhos (e que caminhos!!!) como fizeram os mestres da Grécia Antiga. E … mataram Sócrates … Aristóteles teve que se auto-exilar para não ser condenado … há muitos outros exemplos.
    Mauro Julio Vieira, EU não gosto de nenhum ditador!!! Meu pai foi assassinado pela ditadura!!! A Revolução cubana começou muito bem e por razões mais do que justas. Hoje … é repugnante a condição a que os jovens cubanos são submetidos. Encontram-se pobres e excluídos. Obama disse que iria lá, que fecharia Guantánamo, etc e … não deixaram. Este mundão está sem líderes voltados para o Bem. Tudo poderia ser tão diferente!!!
    Posso te dizer algo, Mauro? Posso? Continue a defender suas posições. Faça-o com veemência!!! E você perceberá que a sua mente nunca mente. Sua mente se equivoca, como todas as demais. Crê em algo … que depois pode se desfazer. Nossas convicções podem ser frágeis e momentâneas, fundamentadas em episódios fugazes. Ou não. Mas representam as nossas verdades, nos instantâneos da Vida.
    Abraços, Mauro Julio Vieira.

  22. É isso Almério, eu sempre fui a favor de Brizola, embora não contra Lacerda, pois, embora este ser afoito e isso Brizola também o foi, Lacerda representava uma corrente política que defendia a moralização e o progresso. Seu governo aí no Rio mostrou sua competência.
    O mal dos militares foi a destruição das correntes políticas existes como a direita da UDN, o centro do PSD e a esquerda do PTB.
    Essa gente que não percebe as coisas acham que os militares foram de direita. Se fossem não teriam cassado Lacerda, seu maior representante.
    Os militares eram positivistas e Geisel, inclusive apoiou Angola como Cuba e ainda criou 400 empresas estatais. Se isso é direita, não sei mais o que é.

    Quanto à mente da minha filosofia e de outros filósofos profissionais, tem a significação de consciência. Enquanto ela não sobreveio nos humanos , estes viviam a verdade pura, que é interagida pelos sentidos diante da realidade. Pelo corpo.

    O cérebro possui funções de processar as verdades e, quando se trata de fatos concretos ele desempenha esta função.
    Já a mente cria “realidades” e as processa a seu bel prazer. E por aí vai.

    Abraços.

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