Sonhar não é proibido: advogados de Cunha estudam recurso ao próprio STF

Ranier Bragon, Aguirre Talento e Daniela Lima
Folha

Reunido com aliados e advogados na residência oficial da Presidência da Câmara desde o início da manhã desta quinta-feira (5), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) avaliou que a decisão do ministro Teori Zawascki de afastá-lo do mandato foi política e que pode complicar a vida do vice-presidente Michel Temer, caso ele assuma o Planalto. Sua assessoria informou que os advogados irão recorrer da decisão, mas ainda discutem a melhor forma de fazê-lo. Pessoas próximas ao peemedebista e que falaram com ele têm reverberado a avaliação de que a decisão do Supremo pode dar um novo “argumento” à defesa da presidente Dilma Rousseff para questionar juridicamente a legalidade do impeachment.

Eles afirmam ainda que a ascensão de Waldir Maranhão (PP-MA) à Presidência da Câmara vai representar um risco para Temer.

CONTRA O IMPEACHMENT

O substituto de Cunha votou contra o afastamento de Dilma e assume o posto no momento que tramita na Casa um pedido de impeachment do vice, com base no argumento de que ele também assinou decretos que incorreriam nas mesmas infrações que levaram a petista para o cadafalso político.

Cunha demonstrou muita irritação e prometeu usar todos os recursos disponíveis para tentar uma reviravolta.

Além da visita de aliados e advogados, o deputado recebeu uma série de ligações com declarações de solidariedade.

FATO CONSUMADO

Presente na reunião com Cunha, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP) relatou que o peemedebista reagiu com indignação à decisão. Para ele, Teori Zavascki se adiantou e conseguiu criar um “fato consumado”.

“Na prática, temos uma intervenção de um ministro da Suprema Corte na Câmara dos Deputados. Com essa base, ele pode cassar mais 200 parlamentares com processo no STF”, criticou o deputado, que nesta quinta-feiras também se reuniu com o vice Michel Temer, no Palácio do Jaburu. Seu partido, o Solidariedade, é cotado para assumir o Desenvolvimento Agrário

4 thoughts on “Sonhar não é proibido: advogados de Cunha estudam recurso ao próprio STF

  1. Bom dia , leitores (as):

    Senhores(a) Ranier Bragon, Aguirre Talento e Daniela Lima , vejam a precisão e certeza que deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP) afirmou “Na prática, temos uma intervenção de um ministro da Suprema Corte na Câmara dos Deputados. Com essa base, ele pode cassar mais 200 parlamentares com processo no STF”, portanto temos quase a metade dos deputados federais, com contas á prestar a justiça.

    OBS.:
    Porque cargas d’água até hoje 200 deputados federais não foram a juízo ?

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