Sorriso de Marcio Thomaz Bastos, ao lado de Cachoeira, era imoral…

O empresário Carlinhos Cachoeira ao lado de seu advogado Márcio Thomaz Bastos em sessão da CPI acomodados em mesa separada do relator e do presidente da comissão

Reprodução do site da Folha

Carlos Newton

Um dos maiores jornalistas da geração passada, no Rio de Janeiro, sem dúvida foi Carlos Vinhais. Sua criatividade para bolar manchetes destinadas a aumentar a venda do jornal jamais foi igualada.

Na Luta Democrática ou em O Dia, Vinhais dava show bolando manchetes. Por favor, me corrijam se estiver atribuindo a ele todas essas manchetes geniais, mas a maioria, tenho absoluta certeza, era da lavra do Vinhais.

Matou a família e foi ao cinema”, que já inspirou dois filmes, um de Julio Bressane e outro de Neville D’Almeida; “Violada no auditório”, quando Sergio Ricardo quebrou o violão no festival da Record e o atirou no público; “Cachorro fez mal à moça”, quando uma jovem comeu um cachorro-quente e teve de ser internada; “Seduzida pelo macaco”, no caso de um macaco que invadiu uma casa e a dona não notou, pensando que fosse o marido que estivesse mexendo em seu cabelo, quando ela lavava roupa; e “O gemido era imoral”, sobre uma briga num hotel, com hóspedes reclamando dos gemidos no quarto ao lado.

Esta quarta-feira, seguindo a trilha de Vinhais, uma bela manchete seria “O sorriso era imoral”, a propósito da conduta do advogado Marcio Thomaz Bastos, que ficou ao lado de Carlinhos Cachoeira na CPI, sorrindo para as câmaras de TV e para os fotógrafos, em estado de puro êxtase, ao dar cobertura a um dos criminosos mais execráveis do país. A reprodução da foto de Sergio Lima, da Folha, vale por mil palavras.

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