SP: as batalhas que no existiram, levam a 1924, 1930, Prestes, a coluna famosa e histrica de 5 de julho. Como comeou. Depoimentos admirveis, postados e comentados construtivamente

Alguns sites j chamaram este blog, de o mais INSTIGANTE. (Textual) Agradeci, gostei da palavra, que com raras excees, o objetivo de todos. Divergimos, discordamos, trazemos INFORMAES em cima de INFORMAES, com o objetivo de esclarecer. Por isso, recebemos com prazer a denominao de INSTIGANTE.

Nada melhor para comprovar fatos e palavras, os vrios depoimentos sobre batalhas que existiram ou no existiram, at outras, deliberadamente “esquecidas”, como deixa bem claro Luiz Diogenes Filolau Dantas, a respeito da “revoluo de 1924”, em So Paulo. Importante. (Volto a ele, no final, com o depoimento que traz, ocorrido h 86 anos e que pouca gente conhece, fato de repercusso e destaque na Histria do Brasil).

De uma certa forma, todas estas lembranas ganharam destaque por causa de Antonio Santos Aquino. Ele voltou com novos esclarecimento, e promete ainda mais elucidativos. Marcilio aproveita o espao e a oportunidade e fala da falsa “batalha contra o narcotrfico, que tambm no est acontecendo”. Excelente, Marclio, temos tratado muito dessa hipocrisia de cabralzinho, que voc chama de DESATINO. Fico tambm com a tua definio do cabralzinho. Mas ressalto e registro os colossais interesses embutidos na “batalha” de cabralzinho.

Charles J. Heldorn nos mostra um personagem vivo (81 anos) que guarda milhares de negativos e fotos, que julga ser a prova da injustia da Histria com Itarar, a 320 quilmetros de So Paulo capital, nas Revolues de 30 e 32″. Esse fotgrado, Gustavo Janson, deve publicar sua “memria fotogrfica”, o mais rpido possvel.

Roberto Ilia Fernandes depe sobre os conservadores paulistas, que confirmando meu depoimento feito h dias, “comemoram at derrota”. E por isso “continuam votando em Maluf, Serra e Alckmin”. Excelente.

Ilia Fernandes diz tambm que os “revolucionrios de So Paulo foram sempre burgueses”. Nada mais verdadeiro, impossvel desmentir. Tomando posse do Ministrio da Fazenda em 1889, Rui Barbosa desvendou esse atraso, dizendo textualmente: “ preciso acabar com a afirmao de que o Brasil um pas ESSENCIALMENTE AGRCOLA.”

Rui chamava a ateno para a Revoluo Industrial da Inglaterra, comeada em 1780 em Manchester. Os aristocratas rurais de So Paulo, sabiam que Rui se referia a eles, se intimidaram mas tinham medo de combater Rui Barbosa. “Conseguiram” ento, que ele fosse para os EUA, estudar a Constituio da Matriz e preparar o anteprojeto da Constituio da Filial.

Existe ainda exemplo mais definitivo do carter elitista das revolues, v l, Revolues (com maisculas) paulistas. Inicialmente, nao tendo obtido sucesso, Vargas no queria mais nada, achava que era melhor deixar Julio Prestes tomar posse.como sucessor de Washington Luiz.
S que os famosos “tenentes” da gerao de 1922/24, no se conformaram e foram buscar em Montevidu o chefe para essa Revoluo. De quem se tratava? Do mais famoso deles, Luiz Carlos Prestes, que alis j era capito.

Quando Siqueira Campos e Joo Alberto convidaram Prestes para comandar a Revoluo, Prestes simplesmente perguntou: “Essa Revoluo comunista?” os dois ficaram assombrados, o conceito que tinham da REVOLUO, era alguma modificao na “CPULA“, no imaginavam (nem tinha poderes) que pudessem se aprofundar. Voltaram com a tragdia que todos conhecem e a morte de Siqueira Campos.

A Revoluo parecia condenada a no existir, restrita aos mineiros e gachos, (entre estes, Osvaldo Aranha, Batista Luzardo, Flores da Cunha e outros). Vargas governador, se esquivando, no queria arriscar, e os tenentes que no tinham origem geogrfica, mas estavam presentes em tudo.

Inesperada e surpreendentemente, ocorre a morte do governador da Paraba, Joo Pessoa, em Pernambuco, assassinado num episdio sem nenhuma conotao poltica. (Joo Pessoa, sobrinho do ex-presidente Epitcio Pessoa, fora derrotado na eleio de maro de 1930, como vice de Vargas, no se acomodou, no era o estilo Pessoa).

Adoravam combates, no se rendiam a ningum. A Revoluo ganhou fora, reviveu, derrubou Washington Luiz, impediu a posse de Julio Prestes, 42 dias antes do 15 de novembro de 1930.

No houve luta ou resistncia, o presidente foi afastado, saiu sem o menor protesto. Como era hbito na poca, deixou o Catete protegido pelo cardeal Dom Sebastio Leme. (Da mesma forma que o bravateiro ditador Vargas em 29 de outubro de 1945. s 5,10 da tarde, abandonava o Catete, tendo ao lado o Cardeal Arcoverde).

Voltemos ento, (como prometi) ao excelente depoimento de Luiz Digenes Filolau Dantas, sobre 1924, que ele mesmo chama de revoluo, que tentam desconhecer ou esconder.

Alguma coisa de verdade, mas mesmo em parte, representativa da ebulio que existia em So Paulo. Mas todos esses movimentos (ou at, v l, Revolues, eram ELITISTAS, BURGUESAS, ARISTOCRTICAS, FEUDAIS. Os famosos bares do caf, no querendo se render ao avano dos tempos, digamos, movimentos progressistas.

Agora 1924. Havia sido marcada uma concentrao para 5 de julho deste 1924, em So Paulo, para comemorar o histrico 5 de julho de 1922, no Rio, (No Forte de Copacabana, e que entrou na Histria como os 18 do Forte). Em So Paulo, tudo era comandado e organizado pelo coronel Izidoro Dias Lopes. (Ele era da Fora Pblica de So Paulo. Que na poca tinha quadros eficientes e de grande gabarito).

Prestes vinha do Sul, chegou exatamente na manh desse 5 de julho. Houve reao violenta do governo federal, que mobilizou tropas de vrias unidades prximas. O presidente era o mineiro Artur Bernardes, que quase no tomava posse, e governou os 4 anos em estado de stio. (Renovveis de 30 em 30 dias, mas o governo sempre conseguia).

Como o fogo legalista (como diziam na poca) era violentssimo, Izidoro e Prestes decidiram sair de So Paulo, marchando para o Norte, distante e longe do alcance das tropas federais. Ningum falou em coluna, o objetivo era desgastar o mais possvel o governo Bernardes.

Chegando ao limite da sada de So Paulo, um problema de hierarquia, que transformaria tudo, invadiria a Histria. Izidoro, coronel, queria ser o comandante. Prestes capito, mas do Exrcito, no admitia subordinao a algum da Fora Pblica. No se entenderam. Izidoro voltou para SP, Prestes seguiu para o Norte. Como era ele e alguns tenentes, ganhou a denominao de coluna, no era mais do que isso.

Nenhum objetivo de Poder, como disseram alguns historiadores. Se pretendessem derrubar o presidente Bernardes, teriam marchado para o Sul. A coluna foi engrossando e sendo glorificada pela povo. A j era a extraordinria COLUNA PRESTES, com um objetivo e uma destinao: assim que Bernardes deixasse o governo, se internariam (era a palavra usada) no pas mais prximo. (Ningum falou em asilo ou exlio, era simplesmente internao).

Foram 2 anos picos, hericos, no digo nem dramticos, tinham o povo inteiro com eles. Por onde passavam, eram ovacionados, recebiam cavalos novos, alimentao, levavam mantimentos at a prxima parada. Na Histria brasileira no existe episdio igual a esse.

Recebendo a notcia de que Bernardes deixara o Poder, cumpriram o compromisso, se internaram. A maioria na Argentina ou Uruguai. Prestes estava perto da Bolvia, ficou l, onde trabalhou como engenheiro de obras pblicas, era a sua formao profissional.

***

PS Alguns voltaram para o Brasil, no pararam de lutar contra o governo Washington Luiz. Como diz Luiz Digenes, Prestes se revelou um gnio militar. Concordo inteiramente. Se dedicou ao estudo do marxismo, recusou a chefia da Revoluo de 30.

PS2 Em 1932 lanaria o Manifesto de adeso ao Partido Comunista, viajaria para a Unio Sovitica, s voltaria em 1935. (Mas tudo isso outra histria, ultrapassa o esclarecimento de hoje).

PS3 Com exceo de Prestes (que no tinha nem teve o menor interesse), todos os famosos tenentes, chegaram ao Poder em 1930. Que espantosa DECEPO. Os revolucionrios de tantos anos, se transformaram em CONSERVADORES, REACIONRIOS, at DITATORIAIS.

PS4 Dividiram o pas em capitanias hereditrias, dominaram dezenas e dezenas de anos. Alguns at mudaram de origem, nasceram num estado, dominaram outro inteiramente diferente.

PS5 Pra no dizer que no falei de flores. Podem existir quantas cidades de Itarar imaginarem. Mas a Itarar que entrou na Histria, identificada como a BATALHA QUE NO HOUVE, foi a de 1932, Nenhuma satisfao na afirmao, apenas a c-o-n-s-t-a-t-a---o.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.