Sponholz e a eleição na Alemanha

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  1. Leão acima do peso

    A arrecadação federal atingiu R$ 83,956 bilhões no mês passado, resultado recorde para meses de agosto, num desempenho influenciado pela melhora da lucratividade das empresas e com a Receita Federal prevendo continuidade do aumento no recolhimento dos tributos no restante do ano.

    A alta real de 2,68% na arrecadação federal no mês passado ante agosto de 2012 foi puxada pelo aumento de 5,87% no recolhimento no Imposto de Renda e de 9,05% na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, principalmente das empresas financeiras.

    O resultado do mês ficou acima da expectativa de analistas ouvidos pela agência Reuters que esperavam, pela mediana, arrecadação de R$ 83 bilhões em agosto. “Esse crescimento da lucratividade das empresas é forte e mostra um cenário de recuperação da economia”, avaliou o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira.

    No acumulado do ano até agosto, a arrecadação segue fraca em decorrência do baixo crescimento da economia e do efeito das desonerações tributárias. Segundo a Receita Federal, nos oito primeiros meses do ano, a renúncia tributária chega a R$ 51 bilhões.

    De janeiro a agosto, a arrecadação subiu 0,79% ante igual período do ano passado, para R$ 722,234 bilhões.

    O Fisco mantém a previsão de crescimento real de 3% na arrecadação neste ano – um porcentual acima das previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País que é de 2,5%. A estimativa do Fisco não leva em conta a geração de receita extra a ser proporcionada pelos programas de refinanciamento de débitos tributários atrasados, que consta da Medida Provisória 615, aprovada pelo Congresso neste mês.

    Multinacionais – Para tentar evitar um desempenho modesto das receitas neste ano, o Ministério da Fazenda busca renegociar dívidas tributárias bilionárias com multinacionais, bancos e empresas, oferecendo desconto nas multas e juros. O objetivo é gerar recursos extras nos últimos meses do ano.

    Além dos tributos vinculados à rentabilidade das empresas, o destaque do mês passado foi o crescimento de 10,33% no recolhimento do Imposto de Importação, favorecido pelo aumento na taxa média de câmbio e pelo aumento no valor em dólar das importações.

    O recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis também registrou forte alta, de 65%, em relação a agosto do ano passado, devido à recomposição parcial de alíquotas. Contudo, o IPI total apresenta queda de 0,8% na mesma comparação. Os demais tributos federais apresentaram desempenho fraco: o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Cide-Combustíveis e a Cofins tiveram resultados negativos ante agosto do ano passado. O secretário-adjunto informou que o governo adiou para 2014 a decisão sobre o reajuste da tabela de preços de bebidas frias.

    Impostômetro, da ACSP, exibe hoje a marca de R$ 1,1 trillhão.

    No ano passado, esse total de tributos arrecadados foi alcançado bem mais tarde, no dia 7 de outubro.

    O Impostômetro, painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) exibe hoje a marca de R$ 1,1 trilhão de impostos arrecadados desde o dia primeiro de janeiro deste ano. A marca será atingida por volta das 20 horas, o que mostra que o Leão anda (como sempre) com apetite redobrado. Isso porque em 2012 a marca do R$ 1,1 trilhão foi alcançada no dia 7 de outubro – são 13 dias de diferença!

    Segundo projeção, até o final de 2013 o valor total de impostos federais, estaduais e municipais arrecadados no País vai chegar a R$ 1,67 trilhão.

    Esse é o montante pago em tributos por todos os brasileiros neste ano.

    Emergentes – “O Brasil apresenta a maior carga tributária entre os países considerados emergentes, e supera inclusive a de algumas nações altamente desenvolvidas como Estados Unidos e Japão. E não temos o retorno de todo esse dinheiro”, afirmou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, ao comentar a marca a ser atingida hoje.

    Para se ter uma ideia dessa elevada carga tributária no País, a ACSP separou a porcentagem de tributos embutidos nos preços de alguns produtos eletrônicos.

    iPod – Quem for comprar um aparelho MP3 ou iPod da Apple paga 49,45% só de impostos.

    No caso de um iPad ou tablet, em moda no momento, a parte do Leão chega a 39,12%.

    No preço do Playstation, e também dos cartuchos de jogos para videogames, o total de impostos embutidos não é de brincadeira: 72,18% do preço vai para o Leão.

    O painel Impostômetro está instalado na fachada da sede da ACSP, no Centro da Capital paulista.

    (transcrito do Diário do Comércio)

  2. Políticas não mudam, assegura BC.

    A decisão do Federal Reserve (FED – banco central dos EUA) de manter o ritmo de compras de títulos para estimular a economia, que surpreendeu o mercado na semana passada, não muda a política monetária e o programa de câmbio brasileiros, afirmou ontem o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

    Depois da escalada do dólar ante o real iniciada em maio, o BC anunciou um programa regular de oferta de dólares até o fim do ano, num montante de US$ 60 bilhões, para reduzir a volatilidade do câmbio e proteger as empresas. Na semana passada, depois que o Fed anunciou a manutenção do estímulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a intervenção no câmbio poderia diminuir – o que Tombini nega . “Da nossa perspectiva, o programa (de câmbio) é adequado, está funcionando bem. Então não há notícias do nosso lado sobre esse assunto”, disse, em teleconferência com a imprensa estrangeira, quando perguntado sobre a possibilidade de o BC diminuir a oferta diária de dólares.

    Ele também afirmou que a recente decisão do Fed de continuar a injetar US$ 85 bilhões mensalmente na economia dos EUA não muda a política monetária brasileira. O BC iniciou em abril deste ano um ciclo de alta da taxa de juro básica, a Selic, para controlar a inflação, tirando-a da mínima histórica de 7,25% para 9%.O mercado espera nova elevação do juro em 0,50 ponto na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em outubro. Há dúvidas, no entanto, sobre como ficará o ritmo de aperto monetário depois disso.

    Sobre as ações do Fed, Tombini disse ser construtivo o processo de redução gradual dos estímulos nos EUA, afirmando que quanto mais gradual a mudança, melhor para os emergentes. Para ele, o mundo já está em “transição de políticas muito acomodativas e não-convencionais para um mundo de condições monetárias e financeiras normais”. “O ‘timing’ para isso é incerto neste momento, mas eu diria que já estamos no processo de transição”, afirmou.

    O cenário internacional, no entender do presidente do BC, está melhorando, o que beneficiará países emergentes, como o Brasil. “Vemos estabilização na Europa, vemos a China conduzindo seu modelo de crescimento num caminho positivo e construtivo, vemos a recuperação dos EUA ganhando mais força”, disse.

    Sobre a economia brasileira, afirma estar “cautelosamente” otimista. “Há grande potencial de aumentar o potencial de crescimento do Brasil, estamos numa situação muito perto do pleno emprego e temos que colocar muita ênfase agora em investimentos e aumento da produtividade”, finalizou.

    Em Nova York – A tarefa de explicar o estado da economia brasileira, seu potencial e suas perspectivas levou a Nova York nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que será recebido por selecionadas platéias. Hoje ele reúne-se com investidores e executivos de fundos de pensão, em encontro organizado pelo Bank of America Merrill Lynch, para tratar de oportunidades de investimento em infraestrutura no País. Amanhã, acompanhado de outros integrantes da equipe econômica, participa de seminário organizado pelo banco Goldman Sachs, no qual abordará o mesmo tema.

    Esses encontros fazem parte do esforço do governo para tentar atrair capital privado para projetos de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

    Os leilões na área de infraestrutura são a grande aposta do governo da presidente Dilma Rousseff para aquecer a fraca economia brasileira. Nessa fase inicial das licitações, as informações não têm sido totalmente positivas. O leilão de trechos da rodovia BR-262 não teve interessados. E apenas 11 empresas se interessaram em participar do leilão da reserva de petróleo de Libra, agendado para 21 de outubro, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), esperava pelo menos 40 candidatos.

    (transcrito do Diário do Comércio)

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