Superação do atraso só com um salto educacional

Cristovam Buarque

Em 1961, os Estados Unidos definiram a meta de enviar um homem à Lua no prazo de dez anos. Cinquenta e dois anos depois, o governo brasileiro definiu a meta de alfabetizar suas crianças de oito anos até 2022. Talvez nada demonstre mais o nosso atraso do que a diferença entre essas duas metas. E o governo comemora com fanfarras, em vez de pedir desculpas pelo atraso do Brasil.
Nesta segunda década do século XXI, os países que desejam estar sintonizados com o futuro têm como metas, dentre outras, a conquista do espaço, o entendimento das ciências biológicas, o desenvolvimento de técnicas de telecomunicações, a implantação de sistemas industriais sintonizados com os avanços técnicos.

Fica impossível imaginar uma sociedade do conhecimento sem centros de pesquisa e um amplo sistema universitário de qualidade. Isso só é possível se a educação de base for de alta qualidade para todos. E isso é impossível sem a alfabetização universal e completa em idades precoces, que garantam não apenas o controle dos códigos alfabéticos, mas também a leitura e o domínio das bases da matemática. Na economia do conhecimento, nenhuma sociedade pode deixar de desenvolver o potencial do cérebro de cada um de seus habitantes desde os primeiros anos, desde a alfabetização.

Mas não é isso o que vem acontecendo com o Brasil. Ao não fazer a universalização da educação completa, o país tapa poços de conhecimento. Imagine os EUA fazendo um pacto entre seus Estados para ver qual deles chegaria à Lua, em vez de usar a Nasa federal.

Se o Brasil deseja recuperar seu atraso, deve definir metas nacionais ambiciosas: todas as crianças na escola em horário integral, com professores muito bem-preparados e dedicados, o que exige elevados salários, em escolas com os mais modernos equipamentos pedagógicos, em todo o território nacional, desde os mais ricos aos mais pobres municípios, atendendo igualmente às crianças mais ricas e às mais pobres.

Isso não se consegue por meio de pactos ilusórios, assinados sem qualquer compromisso real das partes, especialmente entre partes tão desiguais, que levam os pactos a parecerem caricaturais.

A única maneira de recuperar os séculos perdidos no passado para dar o salto que o Brasil precisa no futuro é envolver diretamente a União na implantação de um novo sistema educacional para, ao longo de poucos anos, substituir o atual sistema estadual e municipal por um sistema federal. Isso exige mais do que um pacto ilusório. Exige uma espécie de federalização da responsabilidade e da construção do novo sistema educacional.

O Brasil não dará o salto educacional, e sem este não haverá os outros, sem um governo federal que empolgue o país com a meta de, em 20 ou 30 anos, ter uma educação de qualidade comparável à dos países mais educados do mundo. Isso é possível e é preciso. (transcrito do jornal O Tempo)

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19 thoughts on “Superação do atraso só com um salto educacional

  1. Creio que o nobre senador deveria parar de jogar para as arquibancadas e jogar para o bem do Brasil,para início de conversa deve apoiar na íntegra a medida provisória que destina todo dinheiro do petróleo para educação,só com uma educação pública integral em todos os níveis podemos alcançar um futuro promissor.Esta medida é para ser apoiada por todo brasileiro,infelizmente os formadores de opinião não estão dando a mínima,inclusive,pasmem os escribas da Tribuna é uma lástima.

  2. Quer dizer, segundo os comentários de alguns “entendidos”, que a salvação está no destino dos royalties para Educação? hahaha…
    A salvação da Saúde foi também destinar, só que a chamada CPMF, para ela. Esse negócio de destinar recursos nada adianta, sem planejamento.
    E, sem dúvida, não são todos os municípios que possuem condições técnicas de implementar políticas austeras, seja na Saúda, na Educação ou qualquer outra (fora os interesses de manter a população no status quo, sem alteração, não desejando um eleitorado mais consciente).
    No entanto, as diretrizes básicas para Educação deveria partir de cima, da União, porém não a direta atuação desta (União) na execução do ensino. Nesta, creio que melhor seja os Estados e Municípios atuarem.
    A União está por demais ocupando espaços que deveria ser dos Estados e Municípios, inclusive no tocante à competência para certos tributos (é cofins, IPI, ITR, CSLL etc. que deveria ser dos estados), a exploração de recursos energéticos, minerais, navegação, portos e aeroportos, na edição de legislações (e na execução) nos campos penal, manter polícias rodoviária, ferroviária e federal, polícia marítima etc

    • A União, o governo federal, está com muitas atribuições, por isso não faz nada direito, não respeita as particularidades regionais.
      Veja a participação de cada estado e o que é devolvido a eles no FPE – Fundo de Participação dos Estados.
      Veja as necessidades e potenciais de desenvolvimento de cada estado, de cada região do país.
      E etc.
      Ou seja, a União não deveria ter mais, e sim menos atribuições e competências, para tributar, abrindo mão de determinados impostos, inclusive, bem como a competência para determinados assuntos acima citados. O Brasil é grande demais e diferente demais de um canto, de uma região, a outro. Não é possível o governo Federal atuar em todos os campos.
      É completamente ineficiente um Estado nacional buscando uma organização centrípeta de força em determinados assuntos. O Governo Federal fica na capital Federal, Brasília, no centro de um país com mais 8 milhões de km².

  3. São tantos os problemas na Educação que só mesmo especialistas(imparciais) na área para fazer um diagnóstico consistente e apontar soluções, indicando o remédio certo. Mas, a meu ver, a Educação deveria ser federalizada, com ingresso aos cargos através de concurso, não esses concursos de faz-de-conta realizados pela maioria das prefeituras. A Educação municipalizada virou moeda de troca: voto por emprego, sem a menor preocupação com a capacidade técnica do professor. Outro ponto crucial que deveria ser atacado é a falta de comprometimento e a abundância de desrespeito com os educadores, por parte de alunos e (pasmem!), por parte também de muitos pais.

  4. O senador Cristóvam Buarque está coberto de razão, assim como estavam Brizola e Darcy Ribeiro. Um povo educado não se deixa enganar. Com educação, via eleições, virão saúde, segurança, e o que mais for preciso. Mas, senhores políticos, educação não se faz com escolas novas, reformadas, pintadas, com carteiras novas e giz colorido. Se faz com ensino em tempo integral e, PRINCIPALMENTE, com professores BEM TREINADOS e BEM PAGOS !!!

  5. O salto educacional que queremos não passa pelo dinheiro. Necessitamos muito mais de exemplos do que de qualquer outra coisa.
    Vejamos a Natureza, vejamos os animais. Olhamos para o céu e observamos um pássaro á frente dos demais. É o líder. Cabe a ele mostrar os caminhos, para que todos o sigam, confiantes. Vejamos os animais selvagens. São eles que, em primeiro lugar, enfrentam os perigos. São eles que buscam os alimentos para os filhotes. Percebendo-os crescidos, já em condições de caçar sem a ajuda, independentes … os adultos vão embora. Ensinaram, mostraram como construir um abrigo ou uma casinha, deram o exemplo de como viver e sobreviver às tempestades!!!
    Estamos, portanto, falando em conscientização, em demonstrar o fazer, para conquistar credibilidade.
    Confucio (mestre chinês, viveu aproximadamente em 650 a.C) disse:
    “O importante não é saber. O importante não é fazer, nem saber fazer. O mais importante sempre será fazer saber”.
    Poderemos gastar bilhões ou mesmo trilhões de reais ou dólares ou euros em Educação … que pouco ou mesmo nada conseguiremos. Os abutres se renovam com extrema velocidade, e sempre estarão à espreita, para novos (ou velhos?) movimentos.
    De onde viriam nossos líderes? Vejam a quantidade de congressistas processados e condenados, na ativa? Pensemos! O que estão as novas gerações de brasileiros pensando de tudo isto? Como falar-lhes de um novo tempo, uma nova perspectiva, uma nova realidade, se o que temos para mostrar é deplorável e lamentável? Como corrigir isto? Como irá surgir um nome, como uma nova proposta de brasilidade, se a contaminação é imensa e o materialismo prossegue em suas históricas dimensões, em quase todos os lugares? Tudo o que aí está … está voltado para o resultado financeiro, para o lucro. E este é o dever de casa que transmitimos para os miúdos, como se diz em Portugal: “Pense em ganhar, ganhar sempre e de qualquer maneira”.
    As éticas de Aristóteles e Spinoza, os trabalhos de maior alcance humano, metafísico e social em todos os tempos neste segmento filosófico – assim são reconhecidos – deram lugar às práticas preconizadas e exaltadas pelo florentino Nicolau Maquiavel, para quem os objetivos a seguir, os resultados a obter, é o que importa. Se apenas alguns ganharem e provocarem, assim, as perdas de muitos … que se dane tudo!!!
    São muitos os colegas comentaristas, aqui, que pensam como meu pai; “Almério, o Brasil é o país do futuro … Cedo ou tarde a prosperidade chegará até nós”. Não penso desta forma. Creio que teremos é que buscar, sim, buscar, ir ao encontro da prosperidade. Temos que fazer por onde. Começando pela Educação? Com dinheiro? Com os royalties do pré-sal? Exemplos deixam exemplos; bons e maus. Que são seguidos. Um dia será diferente disso? Eis a questão.

  6. “Superação do atraso só com um salto educacional”
    Os políticos preferem superar o atraso com um salto carnavalesco, pois a cada ano se fala que o carnaval de Salvador está melhor.
    Estou ouvindo falar que em 2014 vão ter 2: Um no início do ano e o outro em junho, mês da Copa.
    .
    Quem disse que o brasileiro não faria uma guerra?
    Engana-se quem pensa que foi o povo, a sociedade civil, 1 milhão de pessoas nas ruas, o PT, o PMDB, os movimentos de ruas, os intelectuais, Ulisses Guimarães ou a igreja que tiraram os militares do poder.
    Acho que não foi nada disto.
    Eles voltaram aos quartéis após já estarem desgastados como governantes. Talvez até perante a sociedade civil, mas não por pressão dela. Desgastaram-se com seus próprios erros e acharam que já estava na hora de entregar o poder aos civis.
    Governar não era o que eles sabiam fazer.
    Também outros generais de outras nações da América Latina já estavam entregando o poder aos civis. Lembro que a mais comemorada foi a saída dos militares da Argentina e a subida do Alfonsín ao poder.
    Também os generais não eram bem vistos pelo Jimmy Carter, presidente americano.
    Foi presidente pelo partido democrata. Começou a falar em direitos humanos para América Latina e colocou como meta democratizar os países desta região.
    O Carter até fez uma referência à ditadura militar do Brasil que deixou o Presidente Geisel zangado.
    Como o Carter dava atenção aos direitos humanos não viu com bons olhos os exageros praticados pelos militares.
    Acredito que poucos brasileiros sabem disto. Pensam que o povo derrubou a ditadura militar.
    .
    Enganam-se quem pensa que foi o povo, ou melhor, os caras pintadas que tiraram o Presidente Collor do poder. Muitas pessoas imaginam que as caras pintadas através do impeachment derrubaram um presidente.
    O povo deste país é apenas um detalhe, quem tirou Collor do poder foram os próprios que lá o colocaram.

  7. MAS, NUMA BOA!!!
    VOCÊ QUER SABER QUANDO, COMO E PORQUE O POVO BRASILEIRO TERIA CORAGEM, E BOTE CORAGEM, DE FAZER UMA REVOLUÇÃO E DERRUBAR QUALQUER PRESIDENTE DO PODER?
    VOCÊ CONHECERÁ QUAL O ÚNICO MOTIVO PELO QUAL O POVO BRASILEIRO PODE IR ÀS RUAS E AGIR COM FIRMEZA, DERRUBANDO PRESIDENTES COM SEUS EXÉRCITOS…
    CONHEÇA A BRAVURA DESTE POVO.
    Vocês querem ver o povo brasileiro se zangarem de verdade?
    Fazer uma revolução nunca vista na China, em Cuba, na Rússia, fazerem uma revolução de meter inveja à Revolução Francesa…. Querem ver? De verdade?
    Basta o presidente decretar O FIM DO CARNAVAL NO BRASIL.
    Já pensou? O brasileiro sem carnaval!?!?!
    Affffé Maria!!!!! Mesmo o Presidente tendo o apoio das 3 forças armadas com todos os aviões e tanques de guerra, todas as fragatas, o Porta-aviões que foi comprado de 2ª mão, ah! Nada disto ia conter o povão. Ia sobrar soldado e general pra todo lado.
    Se o governo importasse os marines americanos, os kamikazes japoneses, os terroristas islâmicos … Não adiantaria, nada vai conter este povo.
    Bom, mas daí o Presidente teve uma ideia e passou para o ministro da guerra e todos os generais de todas as forças armadas. Teriam que construir 27 Bastilhas, uma em cada estado e uma no Distrito Federal. É mole?!!! A França precisou de uma e nós precisamos de 27.
    E para que serviria estas fortalezas?
    Para prender e isolar quem realmente produz, faz, contribui, promove e dá vida ao carnaval do Brasil. São eles: Os empresários do carnaval, donos de blocos, todos os trios elétricos, os palanques, camarotes, as principais bandas e blocos carnavalescos, os principais cantores de axé e demais ritmos que cantam em blocos e em trios elétricos.
    No Rio seriam confiscados e isolados o sambódromo, os camarotes, as escolas de samba com seus tambores, sambistas, mestre salas, porta-bandeira, bateria, diretor de bateria, rainha de bateria, intérprete de samba-enredo etc. Em Recife seria confiscado o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada.
    Na França os líderes da revolução francesa com o povo revoltado invadiram e derrubaram uma Bastilha. Aqui? Invadiriam e conquistariam 27 Bastilhas e salvariam os fazedores de carnaval.
    O presidente com todo seu poderio militar perderiam a guerra para os puladores de carnaval de todo o Brasil e perderia feio. Até o seu porta-aviões iria a pique. Aviões de guerra? Não sobraria um.
    Chegaria a hora de se render e aceitar as exigências dos carnavalescos.
    Sabemos que quem perde uma guerra tem que aceitar e perder direitos.
    Tinham que fazer um acordo e para o mesmo ser reconhecido internacionalmente teria que ser feito, fechado e assinado na ONU.
    E para lá viajariam o cabisbaixo presidente do Brasil, seu ministro das relações exteriores e alguns de seus assessores.
    Pelo lado vencedor da guerra iriam 1 empresário representando os donos de Trios elétricos, um dono de camarote, Bel do Chiclete, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, 1 presidente de escola de samba, o presidente do bloco carnavalesco Galo da Madrugada e alguns carnavalescos que lideraram no campo as ferozes batalhas e heroicamente pegaram em armas para defender o direito ao carnaval.

  8. Bom, na ONU após toda a negociação é assinado e protocolado o acordo.
    E logo após são divulgadas para a imprensa mundial as exigências dos carnavalescos.
    Vejam quais foram:
    1ª Continuarão votando no DEM, PSDB, PMDB, PT, PDT, PCdoB e outros partidecos, mas
    contanto que não bulam no nosso sagrado carnaval.
    2ª Continuarão não se importando se a educação do país seja ruim, mas não bulam no seu sagrado
    carnaval
    3ª Continuarão não se importando se a saúde pública do Brasil seja uma porcaria, mas não bulam
    no seu sagrado carnaval.
    4ª Continuarão não se importando se político rouba ou não, só se importarão se bulirem no seu
    carnaval.
    5ª Continuarão não se importando se segurança é importante ou não. Contanto que deixem nosso
    carnaval.
    6ª Continuarão dando 56% de audiência às novelas da Globo, contanto que não bulam no nosso
    sagrado carnaval
    7ª Continuarão a não saberem votar, mas contanto que não bulam no seu sagrado carnaval.
    8ª Tendo carnaval aceitaremos os pacotes baixados pelo governo mesmo que só aperte o cinto do
    pobre.
    9ª Continuarão a ter pouca comida na mesa, mas Carnaval em 1º lugar.
    10ª Continuarão sendo uma nação pobre, mas não bulam no meu sagrado carnaval.
    11ª A Petrobrás doará uma verba para construção e reformas dos Trios elétricos danificados na
    guerra
    12ª Independente dos 3 dias de carnaval continuará a ter micaretas e carnafolias o ano inteiro.
    13ª Destruam as estradas, mas não destruam nossos Trios elétricos.
    14ª Bulam com minha comida, mas não bulam com meu carnaval.
    15ª Este país continuará atrasado em troca do nosso carnaval.
    16ª Se não bulirem em meu carnaval não buliremos com as elites.
    17ª Continuaremos vivendo pra carnaval e pra votar nos mesmos Políticos.
    18ª Não queremos pão queremos nosso circo carnaval.
    19ª Para nós povão carnaval e para as elites nosso conformismo.
    20ª Se não bulirem em nosso carnaval o político pode roubar e eu digo: Tô nem aí, Tô nem aí…

    E CONTINUAREMOS A SERMOS O PAÍS DO CARNAVAL.
    E se o governo para se vingar do povão tentar tirar do ar as novelas, o futebol e o samba? Acho que no meio do povo ia sair um Einstein, fazer uma bomba atômica e mandar jogar em Brasília.

    Ô COISA BOA PULAR CARNAVAL. É A MELHOR COISA DO MUNDO!!!

  9. A educação pública brasileira é um desastre!

    E por culpa dos seus gestores! Ou seja, do simples diretor de escola pública do ensino fundamental ao Ministro da Educação!

    Claro que há exceções, felizmente.

    Usam-se os cargos de gestão, na educação pública, para politicagens das mais sórdidas possíveis e imagináveis.

    O exemplo máximo do que digo é o nosso atual Ministro da Educação, que tem como ocupação principal participar das viagens oficiais com a presidente Dilma. Mesmo que na imensa maioria das viagens não haja qualquer motivo relacionado com a educação brasileira.

  10. Infalível proposta

    O dia que uma decidida turma, organizar uma gigantesca coleta de assinaturas objetivando implantar uma lei que puna com pesados impostos, todo político que tenha filho em escola particular, a educação pública do Brasil, rapidamente, passará a níveis de primeiro mundo.

    Para surtir o efeito esperado, o imposto teria que levar em conta, cada filho do político matriculado em escola particular, ser recolhido mensalmente, além disso, ser pesado, algo como 20 vezes o valor do salário mínimo. A mesma lógica, também funcionaria para a saúde pública.

    Alguém sugeriu essa ideia há quase 50 anos atrás, numa roda de estudantes. Enquanto semelhante truculência não acontecer, continuaremos aguardando, eternamente, a boa escola pública.

  11. Caro João, podes ser de uma “Região Atrasada”, mas és de uma mente avançada como poucos.

    Concordo plenamente com seus comentários.

  12. Acrescento à proposta pelo fim do carnaval com o fim do “bolsa fãmía” e do financiamento público de entidades como clubes de futebol. Por que não investem parte deste dinheiro – a que não foi desviada e nem trazida pelos investidores internacionais, mas a que sai de nossos bolsos – nas combalidas universidades federais? A UFRJ, cujo hospital foi outrora pioneiro em tantos tratamentos no Brasil, hoje cai aos pedaços. De lá sairão futuros médicos para servirem à população… a população que dispõe de planos de saúde. É tudo tratado no escárnio, no sambinha, na bossa, na ginga, no balanço, no bumba meu boi, no ô lê lê ô la la, no suingue, na malemolência, no “deixa pra amanhã”, no “fala sério”. Não a toa veículos mercadológicos que tratam de imagem publicitária associam a busanfa das sambistas ao Brasil. É a síntese correta: muito voluptuoso por natureza, mas de dentro só sai M.

    #Boicote2014

  13. Dinheiro para a Educação é o que não falta. Sendo professor e realmente regente de turmas, percebo que governantes criam projetos para gastar este dinheiro. Ganham as editora, ganham as fundações privadas, ganham as organizações e todos os institutos. Mas o dinheiro para nos pagar um salário decente nunca aparece. Não podemos acreditar nestes governantes. São todos farinha do mesmo saco.

  14. Estive recentemente na Tunísia, um país relatiamene pobre, agrário, efiquei impressionado como mesmonos mais remotos lugares todos iam à escola,e os prédios das escolas pareciam sempre a melhor construçãodo lugar. Ensino universal e gratuito, graças, dizem, ao Bourguiba, herói da libertação do país. Boas universidades, também. Povo honesto, trabalhador, foi comovente ver uma população feliz, honesta, trabalhadora,mesmo em condições muito mais adversas que as nossas, tudo enfim que devíamos ser e nos perdemos, sabe-se lá onde. Concordo plenamente com o senador, e essa seria a nossa única alternativa, não há, indubitavelmente, outro caminho.

  15. Educação custa caro. Bons professores precisam ganhar muito bem. Concordo inteiramente com o comentário de Luiz Martins da Rocha.
    Tive dificuldades em acompanhar o ensino do Colégio São Bento, ao ser lá matriculado aos oito anos de idade por exigência de meu pai. Muito puxado e de alto nível em toda a sua existência. Até hoje muitos pais se esforçam para matricular seus filhos no São Bento no Rio de Janeiro.
    Mas encontrei excelentes alunos e colegas meus na Escola Naval, que eram oriundos de escolas públicas. Foram melhores do que eu, como estudantes.
    A própria Escola Naval, o estabelecimento de ensino superior mais antigo do Brasil, é pública. E muitos colegas na UFRJ, que é pública, obtiveram excelentes resultados em termos profissionais. Portanto, não distingo ensino privado de ensino público, desde que haja investimento para contratar bons professores, no país, ou no exterior.
    Não existe segredo, não existe mistério. Ensino de alto nível requer investimento intenso, constante e sólido.
    Destinar os royalties do petróleo inteiramente para a educação em todo o território nacional será o início da redenção em termos educacionais. Mas algo mais precisa ser realizado no sentido de aprimorar a capacidade e a qualidade dos mestres.
    Como gostam muito de citar o exemplo dos Estados Unidos, o mais forte sindicato nesta nação é o dos professores. E todas as crianças são obrigadas a frequentar escolas. Os pais são responsábilizados perante a lei, caso alguma criança não esteja matriculada e frequentando. O ensino básico é gratuito para todos, independente do nível econômico. Em termos de socialismo, os Estados Unidos são pioneiros nas Américas.

  16. O tema é tão importante, a Educação, que precisamos ir além do que meramente registrar nossas opiniões a respeito desta matéria que simplesmente nos coloca em permanente atraso perante as nações mais evoluídas.
    Por que a diferença de qualidade do ensino público para o privado?
    Os professores da rede pública ganham praticamente o mesmo salário dos professores que ensinam em escolas particulares atualmente, então não reside no professor a causa do ensino pago ser melhor, razão pela qual somos obrigados a pesquisar com mais profundidade os motivos que levaram a este desnível.
    Ora, o ensino no Brasil remonta à sua descoberta, quando os padres católicos iniciaram a catequese com os índios e inauguração de escolas para os filhos dos imigrantes e das famílias mais abonadas que vinham para o Brasil enriquecer.
    A partir do momento que o Império passou a construir escolas públicas, estas jamais tiveram o mesmo ambiente escolar, as mesmas construções, bibliotecas, a tradição no ensino que os padres trouxeram de várias partes da Europa, e não somente de Portugal.
    Portanto, há séculos, a escola particular se notabiliza pela ORGANIZAÇÃO, e, na sua maior parte, pertence a grupos religiosos que usam da disciplina e metodologia interna métodos de aprendizado inexistentes na escola aberta, além de os investimentos na área educacional por parte do governo serem desviados de seus objetivos e para onde haviam sido locados inicialmente.
    Por outro lado, sabemos que educar o povo nunca foi meta de governo algum, com exceção do projeto de Brizola e Darcy Ribeiro, os CIEPS, que ministravam a carga horária de ensino, mas também propiciavam tempo integral às crianças, retirando-as das ruas e protegendo-as das más influências e de ambientes negativos.
    Por exemplo, as agressões a professores não existem nos colégios pagos, enquanto que, nos públicos, diariamente a imprensa veicula notícias sobre esta falta de educação e respeito para com os mestres.
    Portanto, a educação chegou a níveis tão deteriorados e por culpa dos governos, que até os pais deveriam voltar a frequentar o ambiente escolar e aprender a reverenciar quem ensina seus filhos!
    O próprio povo não dá valor ao ensino, vamos ser realistas. O Bolsa-Família demonstra que o interesse é pela doação, e não pelo aprimoramento profissional, intelectual e da mão de obra especializada.
    O governo conseguiu depois de décadas de ensino deficiente, comandar o povo conforme a sua vontade e interesse, manipulando-o vergonhosa e despudoradamente. Em consequência, os pais transmitem aos seus filhos o mesmo descaso e desvalorização ao estudo, mas os obrigam a pedir esmolas e conseguirem qualquer trabalho que renda alguns tostões para ajudarem em casa, ou seja, o mesmo meio em que vivem de pobreza e de dependência das benesses do governo será o mesmo às crianças pela falta de tradição e costume, apelo e desejo, de se instruírem, de progredirem, de se desenvolverem.
    O resultado se expressa nos programas de TV, na ausência de leitura, de não se ler jornais, revistas, e do descaso pela situação política e social do País, importando tão somente a diversão, no caso, futebol, carnaval, o churrasquinho fim de semana regado a boas cervejas geladas e, o futuro, a Deus pertence!
    Eu afirmaria que não bastariam pesados investimentos na área educacional se não vierem acompanhados de programas de valorização do estudo extensivos aos pais, de modo que incentivem seus filhos a estudar, apesar dos exemplos nada edificantes de nossas autoridades e, na maioria das vezes, do próprio ambiente familiar, lamentavelmente.
    Sim, reconheço que a situação do ensino no Brasil está em estado de coma, salvo doses cavalares de medicamentos e cuidados severos com o contágio do desânimo e comodismo, vírus que infectam o povo e sem qualquer prevenção e combate por parte dos governos federal, estaduais e municipais, e, o mais grave, com o nosso consentimento!

    • Minha esposa trabalha há mais de dez anos no magistério, precisamente em escolas particulares. Nunca sofreu agressão física, porém sofreu agressão moral. Nunca levei um tapa no rosto, um soco, um chute, mas creio que encerrar um semestre com medo de ser demitido por ter “repreendido” o filho de “fulano”, que tem três filhos na referida escola é tão doloroso quanto. Professor tem que pagar aluguel, comer, se vestir. É horrível ter o emprego em troca de seguir uma lógica de “subserviencialismo” puro. É horrível ter de “dar dois pontinhos” para que o pimpolho passe de semestre e possa viajar com papai e mamãe para Angra, a bordo de seu Honda Fit, financiado em intermináveis 72 prestações, sem entrada. O objetivo disso? Dar acesso à universidade para o jovem pentelho, a fim de que ele garanta seu diploma e, logo após, seu “bom emprego”, para que possa comprar bastante. Comprar, comprar e comprar. Ser professor na maioria de colégios particulares é tão constrangedor quanto ser profissional do sexo, com o diferencial do lugar que é bolinado.

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