Supremo nega recursos preliminares dos réus do mensalão

André Richter
Repórter da Agência Brasil

Por maioria de votos, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram recursos preliminares apresentados pelos réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Entre as questões levantadas estão a redistribuição da ação para outro ministro-relator, o cancelamento das notas taquigráficas, metodologias adotadas nos votos e a competência da Corte para julgar réus que não têm foro privilegiado. O mérito das condenações ainda será analisado.

O relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, negou todos os recursos por entender que não houve omissões no acórdão, o texto final do julgamento. “Não se trata de obscuridade que impeça a compreensão do acórdão até porque o julgado está claramente posto”, disse o relator.

Os demais ministros da Corte concordaram com os argumentos de Barbosa e também negaram os recursos preliminares. Votaram com o relator os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O ministro Marco Aurélio acompanhou parte do voto de Barbosa, mas entendeu que as interferências e votos orais proferidos não poderiam ter sido retirados do texto final. Os ministros Celso de Mello e Luiz Fux retiraram mais de mil trechos de seus votos para acelerar a finalização do acórdão, publicado em abril.

BARROSO ATACA OS POLÍTICOS

Antes de proferir seu voto nas questões, o ministro Luís Roberto Barroso, que tomou posse em junho, fez um discurso duro contra o sistema político brasileiro. O ministro disse que o mensalão foi o esquema “mais investigado de todos e o que teve a resposta mais contundente do Judiciário”. Ele lembrou ainda que a ação penal apurou desvios que teriam custado cerca de R$ 150 milhões. Esta foi a primeira participação de Barroso no julgamento

Segundo Barroso, as condenações dos políticos na ação mostram que o país precisa de uma completa mudança no sistema político. “A imensa energia despendida na Ação Penal 470 terá sido em vão se não forem tomadas providências urgentes de reforma no sistema político. Sem reforma política tudo continuará como sempre foi, a distinção entre os que foram pegos e os que não foram”, disse.

Barroso lembrou de outros esquemas de corrupção, como o Escândalo dos Precatórios, os Anões do Orçamento e os desvios de verbas na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. “Não se pode fechar os olhos de que o mensalão não se constituiu um evento isolado. Ele se insere numa tradição lamentável, que vem de longe”, disse.

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2 thoughts on “Supremo nega recursos preliminares dos réus do mensalão

  1. Ministro Tofolli e Marco Aurélio são racista dissimulados?

    O desrespeito ao presidente Joaquim Barbosa é latente e visível.

    Joaquim Barbosa tem razaão o Brasil não está preparado para ter um presidente negro.

    Os dois ministros fazem piadas em tom jocoso das decisões da + alta autoridade.

    A arrogancia de Tofolli e Marco Aurélio, assumem proporções de racistas dissimulados visivelmente. Todos Brasileiros honestos percebem isso claramente.

    O modo como tratam o ministro Joaquim Barbosa é infitamente diferente do tratamento dispensa ao ex- ministros Ayres Brito e Peluzo. É flagrante a diferênça.

    ESTOU PRPONDO ESSA DISCUSSÃO NA REDE SOCIAL.

  2. Evolução patrimonial dos ministros do STF.

    Auditor: Luiz Roberto Barroso novo ministro.

    Salário liquido médio dos ministros do STF. R$20.500,00

    Tempo na corte:

    Salários anuais:

    1 Ano= R$266.500,00

    4 Anos=R$984.000,00

    8 Anos=R$1.968.000,00

    10 Anos=R$2.460.000,00

    Como é possivél um ministro possuir vários imóveis de alto padrão na Barra da Tijuca e zona zul do RIO?

    Fazendas, universidades, escolas, empresas de consultorias, escritórios de advogacia, terrenos, salas comerciais, obras de artes

    O novo ministro fez analise contábil dos patrimonios dos parlamentares réus no processo 470. Entretanto, não seria repúblicano a população saber como evolui o patrimônios dos ministros do STF como ocorre no EUA.

    Isso sim, é democracia e transparência.

    O povo Brasileiro, gostaria de saber, como ocorre com todos contribuintes.

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