Tapas e beijos: Reconciliação entre Bolsonaro e o PSL enfrenta resistências no Congresso

Arranjo passa pela retomada do diálogo entre Bolsonaro e Bivar

Luiz Calcagno e Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

A tentativa de Jair Bolsonaro de se reaproximar do seu antigo partido, o PSL, pelo qual se elegeu, enfrenta resistências de parlamentares ressentidos com o presidente desde a crise que rachou a sigla, no ano passado. Também são vistas com maus olhos algumas pré-condições, colocadas pelo Palácio do Planalto, para a reconciliação.

A costura vem sendo feita pelo líder do PSL na Câmara, deputado Francisco Francischini (PR), e pelo vice-presidente da legenda, Antonio Rueda. O arranjo passa pela retomada do diálogo entre Bolsonaro e o presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE). Os dois brigaram na crise do ano passado, devido a divergências sobre a aplicação dos recursos da legenda. O presidente, então, desfiliou-se do PSL e anunciou a criação do Aliança pelo Brasil.

NOME DE PESO  – Para o presidente, o retorno ao PSL seria bem-vindo, após a fracassada tentativa de registrar o Aliança pelo Brasil a tempo de participar das eleições deste ano. Para Bivar, o dividendo seria o PSL voltar a contar com um nome de peso para o próximo pleito e para o de 2022.

Mas há pré-condições: perdão aos deputados que romperam com Bivar, substituição da pré-candidatura de Joice Hasselmann à prefeitura de São Paulo pela de Janaína Paschoal, controle do fundo partidário e apoio a um candidato do Palácio do Planalto à presidência da Câmara, em 2021.

TRAPALHÃO – Ex-aliado de Bolsonaro, o senador Major Olimpio (SP), líder do PSL no Senado, diz não ver clima para o retorno do presidente. “Ele usou isso para ver se consegue explodir candidaturas do PSL. Mais uma vez, ele atrapalha, e muito, o PSL nesse processo. O melhor é não aceitá-lo”, disparou.

Já a deputada Joice Hasselmann ironizou as pretensões de Bolsonaro: “O que ele quer do PSL? É para construir ou destruir?”, questionou. O Correio tentou contato com vários deputados bolsonaristas do PSL e com Janaína Paschoal. Os que atenderam às ligações disseram que não poderiam falar sobre o assunto.

17 thoughts on “Tapas e beijos: Reconciliação entre Bolsonaro e o PSL enfrenta resistências no Congresso

  1. Continua valendo a frase do Mainardi . . .

    Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos.
    Diego Mainardi

    • Concordo plenamente, Guilherme!

      Eu só acrescentaria que, além do bando de salafrários, tem também a Tchurminha Quadrúpede Binária que padece de um facciosismo burro e babaca, que os leva a enxergar o mundo apenas com antolhos ideológicos, resultando numa compreensão porca e limitadíssima da realidade….

      “Êh, ô, ô, vida de gado
      Povo marcado
      Êh, povo feliz!”

    • O Mainardi mereceria uma estatua pela clarividência, Sr Guilhereme. Haverá um vírus mais nefasto ao caráter humano, do que a política? Política que no Brasil, virou pandemia.

    • Oi, Sapo! Se fosse só você, a gente arrumava um perdão Papal.
      A minha família toda embarcou nessa, com exceção de uma filha, que hoje possa de profética. A gente merece, merece o governo incapaz, mas não merece os descebrados que aparecem aqui defendendo-o.

  2. O título passa a ideia de que “no congresso”.
    Ora, o congresso não tem nada com a “reorganização do PSL”!
    Desde quando, deputados e senadores de um partido são o congresso?
    Cada vez mais ficam comprovadas: time do Bolsonaro joga mal e o PSL é mais do que um “saco de gados”!
    É a imprensa desinformando e desorganizando a cabeça da gurizada medonha!
    Fallavena

  3. Sapo; fica tranquilo ias votar em quem, no “andrade”?!!!!
    O “tosco” traiu; mas o outro era certo o que faria.
    Iriamos rumo a bolivarianização e teríamos um fim parecido com a Venezuela.

    • Sr. José, não se iluda… o fim será o mesmo.
      Só que enaltecendo o Verde e Amarelo.

      Triste fim!

      Vamos nos esborrachar com força!!
      Atenciosamente.

  4. “O que ele quer do PSL? É para construir ou destruir?”

    Alguém ainda tem dúvidas?

    O bolsonavirus só pensa em destruir aquilo que ele não pode controlar.

  5. Bom dia , leitores (as):

    Senhores Carlos Newton e Marcelo Copelli , sugiro aos lideres e membros do PSL , que não aceitem ou permitam sob nenhuma hipótese a volta/retorno ao partido do Presidente Jair Bolsonaro e seus comparsas , lembrem-se que tentou se apropriar do mesmo e detonou e desqualificou vários de seus aliados de primeira hora , ou seja , a presença do Presidente Jair Bolsonaro é extremamente nocivo ao partido.

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