Temer dá banquete no Alvorada, enquanto milhões de brasileiros passam fome

Resultado de imagem para banquete de temer charges

Charge do Jota A, reprodução do Portal O Dia

Jorge Béja

Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho….olhem só o que está acontecendo aqui, nesta terra que já foi Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, e depois passou a se chamar Brasil!  Neste domingo (9), o presidente da República vai abrir as portas de um dos palácios que ao povo pertence — o da Alvorada — para dar um jantar para 400 convidados! Mas os convidados não somos nós, gente do povo. São deputados, senadores, a alta direção do Banco Central, a advogada-geral da União, Grace Mendonça e muita gente mais, porque poucos irão sozinhos. Farranchos e farranchos vão juntos com eles.

Vai ser um banquete no melhor estilo burguês. E perdulário, porque tudo é pago com o dinheiro do povo. Por baixo, por baixo, estima-se que com comidas e bebidas sejam gastos mais de 300 mil reais.  O presidente, que se chama Michel Temer, diz que precisa convencer os parlamentares a votarem, no dia seguinte, segunda-feira (10), o Projeto de Emenda à Constituição nº 241, que congela por vinte anos investimentos em serviços públicos essenciais. Daí o motivo desse jantar no palácio, que é presidencial mas que — é importante repetir — ao povo brasileiro pertence.

DESESPERANÇA – Já não fosse o projeto uma desesperança para os brasileiros e para este Brasil tão esculhambado e tão saqueado, o pior é o ambiente, o clima, a atmosfera, a ocasião em que o projeto vai ser tratado.

Ora, senhor Michel Temer, faça o favor de ter pelo menos pudor e respeito para com o povo brasileiro. Se o senhor pretende fazer a cabeça de deputados e senadores para que aprovem seu projeto, então que faça reuniões com eles durante a semana. Ou mesmo num dia de domingo. Mas jamais num almoço ou jantar.

Reúna-se com eles em um dos muitos auditórios que existem em Brasília. Lá no prédio da Anatel, por exemplo e entre muitos outros, tem um auditório enorme. São 800 poltronas em plano inclinado. E tem um imenso palco onde adormece e apodrece um imponente Stenway & Sons, preto e de cauda inteira e que custa no mínimo 250 mil dólares, por ser o melhor piano do mundo e o preferido por onze entre dez pianistas-concertistas.

O HAITI É AQUI – O senhor não sente vergonha e dar um banquete com o dinheiro do povo, sabendo que 20 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza?; que outros 65 milhões não ingerem a quantidade mínima diária de calorias e por isso se alimentam de forma precária?; que 15 milhões de crianças são desnutridas?; que 12 milhões estão desempregados e, sem emprego e sem dinheiro, quando conseguem um prato de comida, já conseguem muito?.

O senhor não sente vergonha pela população do Haiti que não tem o que comer. São 10 milhões de famintos. E não venha dizer que isso não é problema seu, mas do governo e do povo haitianos. Não, senhor Michel Temer, o problema é nosso também. É de toda a humanidade. Basta que uma pessoa passe fome, esteja ela onde estiver, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo, que por esta pessoa todos somos responsáveis. Porque neste planeta Terra, nós, os humanos, formamos um só tecido social.

E a lei natural e que prevalece é esta: todos por um e um por todos.

DIREITOS HUMANOS – Se o senhor não conhece ou se esqueceu, aqui vai escrito o artigo XXV da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que o Brasil também subscreveu:

“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle”.

Sinta vergonha, senhor Michel Temer. Desnude-se desta condição de burguês, caia na realidade e pare com essa prática condenável — um vício, aliás –, que é fazer cortesia com o chapéu dos outros. Neste domingo (9), não será o primeiro jantar que o senhor oferece. Recentemente já houve um outro, com a presença de 24 ministros, presidentes da Câmara e do Senado, líderes de bancadas, etc., etc.

EM CLIMA DE FESTA? – E mais: não se pode aceitar nem muito menos compreender como é que assuntos tão relevantes para o destino do país possam ser debatidos e discutidos num juntar, onde se bebe, se embriaga, se come, se mastiga, se arrota, vira e mexe se vai ao banheiro fazer “xixi”….e quase sempre até os tidos como “pessoas sérias” geralmente perdem a linha.  Jantar é para confraternização, celebração, comemoração do que foi feito ou conseguido realizar de bom e justo. Jantar é festa.

Saiba o senhor, presidente Michel Temer, que o Papa Francisco toma o café da manhã, almoça e janta no refeitório dos padres que residem no Vaticano. É um grande salão, com mesas compridas e cadeiras de um lado e do outro. Cada conviva senta-se numa simples cadeira e fica face a face com o outro à sua frente. Eles próprios — inclusive Francisco — se levantam e vão até o “buffet” se servir das iguarias e retornam à mesa. É “self-service”.

ADVERTÊNCIA – Espera-se que alguém de bom-senso, com visão social, que conheça a realidade deste nosso Brasil e tenha os pés no chão diga ao senhor para suspender esse jantar de domingo. Ou que o banque às suas custas num restaurante de Brasília. Mas se o jantar acontecer mesmo no Alvorada, que seja ele o último gesto despudorado que o senhor, que mal se sentou na cadeira de presidente da República, já se jactou a cometer. Pela segunda, ou terceira vez. Mas que seja a última.

Para terminar, uma advertência: esses jantares são tão despropositais e indecentes que não apenas representam gastos desnecessários ao erário nacional como também ferem a moralidade administrativa. E o servidor público que não poupa o dinheiro público e fere a moralidade administrativa fica sujeito a ser réu em Ação Popular para repor aos cofres públicos o gasto que teve com o supérfluo.

61 thoughts on “Temer dá banquete no Alvorada, enquanto milhões de brasileiros passam fome

  1. O mundo dos poderosos é inacreditável, enquanto milhões de brasileiros perdem emprego, passam fome, mas continua pagando seus impostos, o poder central faz banquete com o dinheiro do povo sofrido, é um absurdo, este país ignora tais sofrimentos, vejam o estado do Rio de Janeiro, continuam sem perspectiva para a atual situação, sempre a mesma ladainha, estamos esperando o dinheiro dos impostos entrarem para pagar o funcionalismo, deveriam pedir urgentemente intervenção federal, a justiça tem feito pouco, o estado está uma calamidade com saúde, segurança e educação, cadê o responsável mor Sérgio Cabral e Pezão, continuam escondidos sem responder nada, cadê o MP para averiguar para onde foi o dinheiro dos impostos pagos pela população do Rio de Janeiro.

  2. É muito comum esse comportamento mesquinho em gente vazia que consegue se sobressair socialmente. Não esqueço o espetáculo vergonhoso das madames do Cabral e asseclas em restaurante de Paris a mostrar as solas coloridas dos sapatos de luxo para mostrar que eram chiques. É a cafonice no seu máximo esplendor. Temer ainda se torna mais ridículo por ser um homem maduro, supostamente culto (que na era do Google pouco significa). É proibido ao velho ser vaidoso e mesquinho.

  3. Só R$300 mil, Dr. Béja? Bota mil nisso aí.

    E mais: “onde se bebe, se embriaga, se come, se mastiga, se arrota, vira e mexe se vai ao banheiro fazer “xixi”…. e se solta PUM. Tão cheiroso quanto a ideia desse jantar.

    Que fome espantosa a dos senhores. Quantos anos mesmo sem comer?

  4. Se o Fidel pode viver numa ilha particular com as mordomias pagas com a comissão do mais médicos, um banquete na nossa “ilha da fantasia ” é um pum pra quem está cágado.

  5. Infelizmente, no Brasil isso é costume. O Lula e a Dilma fizeram diversos jantares, almoços e café da manhã com o presidente, um café que era 10 vezes mais caro que um almoço do trabalhador.

  6. Caro Dr. Jorge Béja … sds!!!

    “Dirigiu-se Jesus ao templo. E, enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se e perguntaram-lhe: Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade?” (Mt 21,23) … Jesus é questionado – tens direito de ensinar??? quem te deu tal autoridade???

    Príncipes dos sacerdotes – tudo bem!!!
    Anciãos do povo – quem são??? ??? ???

    1 – “Veio Moisés e, convocando os anciãos do povo, comunicou-lhes as palavras que o Senhor lhe ordenara repetir”. (Ex 19,7) … Moisés não se dirige ao povo; e sim aos anciãos do povo!!!
    2 – “O Senhor respondeu a Moisés: “Junta-me setenta homens entre os anciãos de Israel, que sabes serem os anciãos do povo e tenham autoridade sobre ele. Conduze-os à tenda de reunião, onde estarão contigo”. (Nm 11,16)
    … … …
    Anciãos do povo são os que tenham autoridade sobre o povo – não são os que o Senhor escolhe; são os que o povo escolhe como tendo autoridade.

    “Eis o que me diz o Senhor: Vai à casa do oleiro e compra um vaso de barro. Tomarás então contigo anciãos do povo e anciãos dos sacerdotes,” (Jr 19,1) … … … como está na primeira citação havia 2 tipos de ancião: os do povo e os dos sacerdotes!!!

  7. Estimado Dr. Jorge Béja … haviam desvios, como o contado por Daniel: “Haviam sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo, aos quais se aplicava bem a palavra do Senhor: A iniqüidade surgiu, em Babilônia, de anciãos juízes que passavam por dirigentes do povo”. (Dn 13,5)

    Há até hoje os que se passam por dirigentes do povo … e são aproveitadores, conforme: “”E Jesus disse-lhes: Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores”. (Lc 22,25)

    A Revolução, iniciada com as Baronias, lutou para que de súditos passássemos a cidadãos – coisa atingida em 24 de janeiro de 1967, quando o Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decretou e promulgou a CONSTITUIÇÃO DO BRASIL com: “SEÇÃO IV … Das Atribuições do Poder Legislativo
    Art 46 – Ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, cabe dispor, mediante lei, sobre todas as matérias de competência da União, especialmente:”

    Isto foi mantido na Emenda Constitucional nº 1, de 17.10.1969 – a que nos colocou no Autoritarismo ArenoMilitar; pois foi promulgada pelos 3 Ministros Militares de então … … … sendo que sofreu Emenda que nos trouxe a perenização da Revolução das Mulheres com Rosário nas Mãos; pois não houve outra revolução – houve a EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 26, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1985.
    Convoca Assembléia Nacional Constituinte e dá outras providências.
    AS MESAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL, nos termos do art. 49 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
    Art. 1º Os Membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal reunir-se-ão, unicameralmente, em Assembléia Nacional Constituinte, livre e soberana, no dia 1º de fevereiro de 1987, na sede do Congresso Nacional.”

    Abrs.

  8. Completando:

    Vejamos o artigo 49 da Constituição Federal vigente em 27/11/1985:

    Art. 49. A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
    … … …
    É este o caminho que se deve seguir … não há mais necessidade de Revoluções Armadas … … …é só aprovar Emenda!!!

    Quanto do banquete:
    1 – “Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; vários desses fiscais e outras pessoas estavam sentados à mesa com eles”. (Lc 5,29)
    2 – “Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas”. (Jo 12,2)

    Jesus aceitou ser honrado com ceia … Jesus convidou o cobrador de impostos chamado Levi e comeu em seu banquete – e foi criticado por fariseus e escribas: “Os fariseus e os seus escribas puseram-se a criticar e a perguntar aos discípulos: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pessoas de má vida?” (Lc 5,30) … e Jesus respondeu: “Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos. 32. Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores.” … … … A prioridade de Jesus era a conversão dos pecadores, independente de serem ricos ou pobres!!! !!! !!! provavelmente os ricos é que precisem de mais presença de Jesus – até se converterem!!!

  9. Caraca! A T.L. está virando púlpito! Daqui a pouco vem um cara do E.I. e começa a reproduzir versículos do Corão para suas críticas. Pelas barbas do Profeta! O País ainda é laico, pô!

    • O comentário do leitor acima — Anunnaki — me fez lembrar um fato que ocorreu comigo em 1968 ou 1969, não me lembro bem. Estava em Niterói, onde fui cobrir, como repórter-estagiário do JB, uma palestra o então juiz de direito cassado, Dr. João Luis Duboc Pinaud. A palestra terminou pouco mais das 11 da noite. Naquela época não existia a Ponte Rio-Niterói. Deixei a Faculdade de Direito da UFF, peguei o ônibus até à Praça Arariboia e peguei a barca da meia-noite.

      De repente, dei conta que estava sentado ao lado do “Profeta Gentileza”. Vestido com túnica branca, ramos de flores, uma grande tábua com inscrições, sandálias, barba comprida. Era ele próprio, de carne e osso e eu sentado ao lado dele. Pena que o fotógrafo tinha feito as fotos da palestra e retornado antes para o Rio.

      Senti que Gentileza estava cansado, pois estava silencioso e com os olhos quase fechando. Mesmo assim, puxei conversa. Depois de fazer a ele 5 ou 6 perguntas sobre a situação política do Brasil, pois estávamos no auge da ditadura militar, desisti e parei de perguntar. A barca atracou na Praça XV e tomei o rumo de casa. A matéria era para ser editada para a edição de domingo e havia tempo de sobra.

      Parei de perguntar porque a cada pergunta ele respondia com passagens do Evangelho, Antigo e Novo Testamento. Gostei de ouvir. Ele não era maluco. Pelo contrário, tinha muita cultura, talento, articulava bem as palavras e tinha convicção no que dizia, além de uma memória invejável. Mas o que me interessava era a opinião dele sobre o Brasil, resposta que ele não deu e logo em seguida às perguntas vinha sempre com o Evangelho. Bons tempos, apesar do regime. Gentileza era realmente gentil e talentoso. Mas seu interlocutor somente ouvia o que ele queria dizer e queria que fosse ouvido.

      • Caro Dr. Jorge Béja … sds!

        Está em http://tribunadainternet.com.br/excrementos-parlamentares/#comment-116504: “chegamais março 13, 2014 at 9:36 pm
        Estimado Dr. Jorge Béja … felicito-o por sua correpondência com nosso Papa Francisco … logo após ser eleito, foram colocados vários e-mails para parabenizar o atual Emérito Bento XVI … e passei a enviar as matérias que medito – e percebi que tinha muita comunhão com Bento XVI … agora pretendo mandar as meditações para o prezado doutor … concordas??? Lionço Ramos Ferreira
        responder
        JORGE BÉJA março 13, 2014 at 10:02 pm
        Sim, prezado Lionço Ramos Ferreira, pode enviar suas meditações que terei muita satisfação em recebê-las.”

        Não agradei!!! abrs. tchau!!! sei me calar!!! no entanto, também sou ex-salesiano de Niterói e ex-seminarista salesiano de São João d’el Rey e de Par

        • São João d’el Rey e de Pará de Minas … e como nos ensina Dom Bosco – vontade do Papa é ordem – o que está acontecendo com muitos é que não estamos entendendo o que Francisco Pedro nos doutrina em certos momentos; e estamos pedindo para ele clarear esta parte que não estamos ainda entendendo!!! desculpas também por me meter na sua seara … é que corri muito risco, como os outros do MDB correram … e escondem da juventude atual!!! arivederci … au revoir … sayonara!!!

        • Pois é! Também fui seminarista, lá no Diocesano de S.José, em Niterói. Mas, no banquete do Temer não havia nenhum convidado do Padroado, né? Estou quase certo de que o Presidente andou lendo o que diz “A Vida Secreta dos Papas”. É um verdadeiro mingau!

          • Realmente, são poucos os Papas canonizados … porém, a Igreja é de Jesus Cristo … e Pedro falhou e foi mantido Papa assim mesmo:

            Jesus escolhe Pedro para ser Papa: “13. Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14. Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
            … 22. Pedro então começou a interpelá-lo e protestar nestes termos: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá! 23. Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!”. (Mt 16)

            Fico por aqui … há Deus!!!

      • Olá Dr. Jorge

        Apesar da distância física, o carinho, admiração, gratidão etc permanecem.

        Saudade das boas e inteligentes conversas, do som do piano aos domingos de manhã. Às vezes acordávamos uma a outra e dizíamos: “O Dr. Beja tá tocando”. Daí íamos pra janela pra ouvir.

        Perdemos o contato telefônico de vocês quando mudamos de celular, desculpem a deselegância. Mas às vezes somos vítimas da modernidade.

        Um grande abraço dessas que o admiram verdadeiramente.

    • Caro Anunnaki … sds!

      O Brasil é laico desde a primeira Constituição Republicana! que deu fim ao Padroado – existente desde os Descobrimentos.

      wikipedia: “O Padroado Português foi um acordo instituído entre a Santa Sé e Portugal em que o Papa delegava ao Rei de Portugal o exclusivo da organização e financiamento de todas as atividades religiosas nos domínios e nas terras descobertas por portugueses.
      O Padroado português remonta ao início da expansão marítima portuguesa em meados da década de 1400 e foi confirmado pelo Papa Leão X em 1514. Perdurou, com várias alterações, até meados do século XX. Através do Padroado o Rei de Portugal podia construir igrejas e nomear os padres e os bispos, sendo estes depois aprovados pelo Papa. Era também o Chefe de Estado Português que impunha o barrete cardinalício ao Patriarca de Lisboa.
      Assim, as estruturas do Reino de Portugal tinham não só uma dimensão político-administrativa, mas também religiosa. Com a criação do Padroado, muitas das atividades características da Igreja Católica eram, na verdade, funções do poder político. Particularmente a Inquisição, que nos Impérios de Portugal e de Espanha (que também beneficiava do regime de Padroado) funcionou mais como uma polícia do que a sua função inicial religiosa.
      O Padroado português foi muito alterado ao longo dos tempos, mas os seus últimos vestígios foram suprimidos com o desmantelamento do Império Português e com o Concílio Vaticano II (1962-1965), que desencorajava este tipo de organização da Igreja, em que o Estado se intrometia demasiado nos assuntos eclesiásticos.”

    • wikipedia: “O padroado foi criado através de sucessivas e gradativas bulas pontifícias, como resultado de uma longa negociação da Santa Sé com os Reinos Ibéricos, Portugal e Espanha. … No caso de Portugal e suas colônias, havia um acordo entre o papa e o monarca denominado padroado régio.
      Esse acordo dava ao rei um poder muito grande nos assuntos religiosos. Era ele quem escolhia os bispos. Era também o monarca que permitia ou proibia o estabelecimento de ordens religiosas e a construção de edifícios religiosos, que controlava as cobranças de doações e das taxas do dízimo da população e que pagavam os salários dos sacerdotes, fazendo deles praticamente funcionários da coroa.
      O Brasil viveu sob o regime do padroado até a Proclamação da República, que tornou o país oficialmente laico. O fim desse regime levou à perda de poder político e econômico em um momento histórico que Igreja Católica no Brasil estava ameaçada pela expansão do Protestantismo e a pela recente introdução do Espiritismo. Outras ameaças eram a necessidade de recursos financeiros e as crises internas Contestado, Canudos e a liderança carismática e afastada do Vaticano do Padre Cícero. Por isso as elites eclesiásticas da República Velha fizeram intenso o ativismo político junto às oligarquias do país para garantir sua sobrevivência e aumentar seu poderio.[2]”

    • Prezado Shossland. Visitarei os links enviados, os quais agradeço! Depois que li a obra de Zecharia Sitchin, em especial “O Décimo Segundo Planeta”, fui obrigado a fazer uma enorme limpa no meu baú de crenças. Foi aí que entendi o quanto fomos e continuamos sendo iludidos. Também passei a admitir a enorme ligação com o que a Neurologia chama de “Componente R” e as nossas origens…

      • continua de pé, né???

        iv – Temer imita César Maia, Conde, Paes almejando a Responsabilidade Municipal que trouxe o PAN e Olimpíada etc

        Vaticano imita RJ – RJ demonstra não ter mais devoção à Imaculada … como Maria é encarregada de pisar na cabeça da Serpente; RJ ficará desprotegido??? e tal falta de proteção chegará ao Vaticano???
        … … …
        eis como Maria pisa na cabeça da Serpente: “Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser”. (Jo 2,5) … Lionço Ramos Ferreira

      • Já que não chega … aí vai mais … … … chegamais é mesmo meu nick (chegamais uma nova versão dos fatos – os fatos são os mesmos, a versão é que é diferente: RESTAURADORA DA VERDADE!!!)

        Nas Escrituras, o 2º suplanta o 1º:
        1 – Jesus superior a Adão;
        2 – Maria suplanta Eva;
        3 – Isaac em relação a Ismael;
        4 – Jacó comparando com Esaú;
        5 – O 2º Templo mais importante que o 1º.

        No RJ está a única réplica de Fátima … e por aqui é que começarão os finalmentes da Mensagem de Fátima … foi aqui que o Rosário foi ofendido!!! !!! !!! Lionço Ramos Ferreira convida: Que tal encher as Igrejas em 13/10/2016, quando se inicia a Comemoração dos 100 anos do Milagre do Sol??? ??? ???
        https://www.youtube.com/watch?v=ZvVeLyds8FU

    • É exatamente porque o país ainda é laico, e porque o blog tem um editor com a cabeça aberta do Carlos Newton, que qualquer pessoa tem a liberdade (e o direito) de vir aqui e falar de assuntos ligados à sua religião, seja qual for, sem que os outros possam se arrogar em censores,

  10. A Raposa e as Uvas
    Esta fábula de Esopo, também reescrita por Jean de La Fontaine, ensina que quando não aceitamos as nossas próprias limitações, perdemos a oportunidade de corrigir as nossas falhas…
    Moral da História: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.
    A Raposa e As UvasUma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras, e o mais importante, maduras.
    Não pensou duas vezes, depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher o seu alimento.
    Usou de todos os seus dotes, conhecimentos e artifícios para apanhá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou cansando-se em vão, e nada conseguiu.
    Desolada, cansada, faminta, frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, encolheu de ombros e deu-se por vencida.
    Deu meia volta e foi-se embora, desapontada foi dizendo:
    “As uvas afinal estão verdes, não me servem…”
    Quando já estava indo, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão… Voltou correndo pensando ser as uvas.
    Mas quando chegou lá, para sua decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa, decepcionada, virou as costas e foi-se embora de novo.

    • TEXTO II – A RAPOSA E AS UVAS

      De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uva maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um palmo das uvas.
      Caiu, tentou de novo, não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo o que tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: “Ah, também não tem importância. Estão muito verdes”. E foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois o terreno era irregular, e havia o risco de despencar, esticou a pata e… conseguiu! Com avidez, colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito verdes!

      Moral: A frustração é uma forma de julgamento como qualquer outra.
      (Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. p. 118.)

  11. Senhor leitor,
    felicíssimo e emocionadíssimo fiquei quando coloquei um piano de cauda dentro do Cemitério do Père-Lachaise (já ouviu falar?) em Paris, quando lá minha esposa e eu estudamos na Sorbonne, e toquei de fraque e casaca diante das sepulturas de Chopin, Alla Kardec, Oscar Wilde, Yves Montand, Edith Piaf e outros vultos da História.

    Felicísimo e emocionadíssimo fique quando, em Londres, numa tarde cinzenta e numa pequena pracinha bucólica eu estava tocando piano para 30 mendigos quando surgiu uma comitiva de carros pretos, vidros pretos, tudo preto. E lá de dentro desceu um linda moça, alta, delicada, passos lentos. Eu tocava a Sonata Patética de Beethoven e reparei que era a Princesa Diana. Ela desceu do carro, acompanhada de homens-armários, parou perto do piano, ouviu, aplaudiu, me fez perguntas, pediu para tocar uma peça que ela gostava (Clair de Lune, de Débussy), acariciou a cabeça de cada mendigo, me fez um convide escrito, beijei-Lhe a mão e ela o meu rosto, e com lágrimas nos olhos se foi dizendo e dizendo muito obrigado pelo seu gesto.

    Eu brevemente terei a felicidade e a suprema emoção

    de colocar um piano de cauda dentro do Cemitério Municipal da cidade Gaúcha de Santa Maria e tocar diante da sepultura do pequeno Bernardo Uglione Boldrini (já ouviu falar nele). O prefeito da cidade já me autorizou O Bendl vai me receber no aeroporto Salgado Filho e vai nos acompanhar por três dias.

    São demagogias, não são mesmo? Quero ser um demagogo assim. O que é metafísico, transcendental, divino e místico está acima da pequenez da inteligência humana.

    E creia, eu taambém ficarei felicíssimo e emocionadíssimo se um dia puder tocar para você, seus pais, seus filhos, seus irmãos. Onde for. Venha até aqui em casa e conheça este demagogo.

    • Na série Psi, do psicanalista Contardo Calligaris, no HBO, havia um coveiro que providenciava música para os que choravam seu mortos e desejavam uma homenagem. Tinha violino e tudo.

      Um coveiro humanista.

      • Senhora Ofélia, Senhora Ofélia Alvarenga. Me lembro quando nosso editor Carlos Newton escreveu avisando do seu retorno ao blog. Ele escreveu com entusiasmo e felicidade. Aqui em casa seus comentários e seus artigos são lidos e relidos, por causa da excelente qualidade do texto, da inspiração e do bom humor que poucos têm.

        Mas Senhora Ofélia, desta vez não entendi esta sua inserção sobre o coveiro que providenciava música “para os que choravam seus mortos”. Um coveiro humanista, como a senhora considerou.

        Se foi para menosprezar as homenagens que contei aqui…, se foi para ridicularizar…, se foi para para chamar de “coveiro” aquele que vai ao cemitério, não “para chorar seus mortos”, como a senhora escreveu, mas para homenagear e reverenciar os que partiram antes de todos nós, tal como fiz e ainda farei muitas vezes…se foi por tudo isso, ou por pouco disso…digo que a Senhora foi juíza de um processo imateral e transcendental, cujo julgamento não é desse mundo, e nem ao mundo dos mortais não pertence.

      • Dr. Béja, desculpa não responder antes. Meu filho veio de SP e saí com ele e a menina dele.

        Obrigada pelo que disse a meu respeito, agradeço de verdade, tanto quanto agradeço ao Newton.

        Em análise psicanalítica, não sei se o senhor já fez, já precisou. Eu fiz algumas vezes e, nesse processo, o que é dito chama assunto, dá ideia, digamos assim.

        Quando o senhor escreveu sobre a apresentação no cemitério, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a série do psicanalista Contardo Calligaris.

        Lembro ao senhor que chamei o coveiro de humanista. E sem nenhum deboche. Estamos acostumados a ver coveiros como pessoas frias, acostumadas que estão com o ofício que considero difícil e sem nenhum charme. Quis chamar a atenção para o fato curioso abordado por Calligaris, que, segundo sei, é verídico, ele não inventou o personagem.

        • PS: Tenho o hábito de escrever ‘de súbito’, sem pensar muito, Dr. Béja. Veio à cabeça e escorre para os dedos.

          Talvez daí venham as interpretações diversas sobre o que escrevo.

          O que não é de todo mau, porque permite que a conversa se alongue às vezes.

          Também não faço de propósito. Acontece.

          • Não, senhora Ofélia. Eu falei de homenagem aos nossos antepassados. De reverência. De louvação. De sentimento íntimo.

            E o comentário fala em filme. Fala sobre quem vai a cemitério e “chora seus mortos”. Fala em coveiro. Coveiro humanista.

            São, mais do que meras considerações, julgamentos rasos, rasteiros, nada nada elevados. E muito indelicados. Desrespeitosos, mesmo. “Chorar seua mortos” é justamente o que não faço e nem os Espíritos querem de nós. Ah! se a senhora soubesse e sentisse o que é colocar um piano dentro de um cemitério e tocar diante das sepulturas daqueles que nos antecederam na viagem para eternidade que todos faremos!

            Certamente e senhora não faria o comentário que fez, fora de hora e de lugar. Logo a senhora, por quem todos temos elevada estima e apreço. Compreendo que somente eu posso me sentir triste com o que a senhora escreveu. Mas não consigo entender, aceitar e compreender o seu gesto. “O coveiro que providenciava música para os que choraram seus mortos”. Isso diz tudo.
            Jorge

          • Béja, sinto ter que dizê-lo, mas desrespeitosa, e muito, é a sua resposta à senhora Ofélia, chamando de “raso, rasteiro, nada elevado, desrespeitoso mesmo”, um comentário perfeitamente válido, feito por uma senhora das mais distintas que tem todo o direito de contar, como qualquer um de nós, as lembranças e emoções que os escritos de qualquer um de nós lhe despertem, sejam ou não concordes com o que foi dito.
            Confesso que não esperava, de sua pessoa, uma resposta mal educada, prepotente mesmo, apenas porque a opinião da senhora Ofélia não concorda com a sua, o que é direito e privilégio dela.
            Sou mais velho do que você e posso dizer que no nosso tempo a educação que recebíamos nos ensinava a respeitar os outros e mais ainda as senhoras.
            Conhecer o Père Lachaise (que aliás eu também conheço) e ter estudado na Sorbonne não dá a ninguém o direito de se julgar superior aos outros. Não combina com a sua história de vida.
            Se eu estivesse falando pessoalmente com você diria que pedisse desculpas à senhora Ofélia, o que seria o mínimo que se poderia esperar de um cavalheiro.

          • Senhora Ofélia,
            mais abaixo, Wilson Batista Junior pede que eu peça perdão à senhora.
            Atendo e peço.
            Perdão, senhora Ofélia.
            Perdão por ter revelado momentos de minha vida que considero momentos sagrados, incomparáveis e que nem merecia vivê-los.
            Perdão por expô-los a comentários e comparações que tanto me comovem quanto me magoam. É questão pessoal, de dentro de mim.
            Perdão por ter dito que não choro os mortos, mas reverencio os Espíritos daqueles que nos antecederam e com eles me comunico como me comunico com os vivos.
            Perdão por me ter sido revelado que a vida é eterna e a eternidade está no Espírito e não na carne, que tem início, meio e fim.
            Perdão Batista Junior, por tê-lo ferido também. Os que me conhecem sabem que não sou nem um pouquinho arrogante. Nem sei ser arrogante. E como uma pessoa pode ser arrogante se a vida é tão curta, tão passageira…nascemos, crescemos e morremos. Lá, no mausoléu de Kardec está escrito, nascer, morrer, renascer ainda, sem cessar e progredir. Tal é a lei. E se o prezado leitor e irmão em Cristo nutria simpatia e consideração por mim, continue a nutri-las. Não quero perdê-las. São relíquias. E se nutria alguma ponta de mágoa —- seu escrito parece marcado por ela — não a tenha mais. O senhor me deu um puxão de orelha. E tudo isso porque contei passagens de minha vida que não deveria ter contado. Reconheço que erro muito. Mesmo na idade avançada.
            Abraços ao senhor é a senhora Ofélia.

          • Caríssima Ofélia,
            Não dê ouvidos às costumeiras “despertinencias” e descortesias do doutor Béja. Ele simplesmente não lê os comentários e prova disso é a cabal demonstração de egocentrismo que o ilustre advogado acabou de registrar embaixo das últimas palavras do Bendl, noutra pauta.
            Aliás , você não tem que se explicar a quem quer que seja, por estar teclando o que você pensa de seja lá o que for e com a cortesia de sempre , num blog de O – P -I- N -I – Ã- O ( será que o doutor Béja “já ouviu falar?” ) cuja bandeira é a liberdade de expressão . Nos seus comentários é cristalina e oportuna a associação com o personagem do Calligaris , pelo menos para quem leu sua obra ou assistiu à serie televisiva ( será que o doutor Béja “já ouviu falar?” ) Finalmente assino embaixo do comentário do Wilson a quem aproveito para mandar um recado:
            “You are a gentleman and a scholar, a fine judge of whiskey and women, and there are damn few of us left.”
            Um grande abraço para os dois

        • Conhece a velha piada, Dr. Béja? “Se eu disser isso assim, assim, o senhor vai se zangar?”

          O senhor: “SIM”.

          E se eu pensar apenas?
          O senhor: “Só pensar não tem problema”.

          Então eu penso, doutor.

    • Vejo, hoje e agora, que o relato dos os fatos que mencionei e relembrei acima parecem deslocados e sem razão de ser, dentro do contexto do artigo e dos comentários.

      Foi uma resposta a um leitor que me ofendeu tanto que o editor do blog resolveu tirar da tela as ofensas. E ficou minha resposta, solta e aparentemente fora do contexto. Não haveria de relembrar momentos tão sublimes de minha vida de forma solta, desmotivada, alheia ao tema do artigo e ao encadeamento das respostas.

  12. O presidente Temer,muito sensibilizado com o artigo,acaba de comunicar que na próxima vez,mandará,cada convidado comparecer com a própria marmita e uma tubaína,além de uma garrafa de cachaça bem baratinha.E todos sentarão no gramado do Palácio da Alvorada e para limpar a boca,serão oferecidos,a guisa de guardanapos,rolos de papel higiênico tipo lixa dos mais baratinhos.
    Para esta vez não deu pois já estava tudo encomendado.

    • Sem esquecer a recomendação que o sargento de Infantaria dava, aos recrutas, para a economia do papel higiênico: “Lembrem-se bem! É ordem do comandante! As folhas do papel são destacáveis. Usem, somente, três! A primeira para tirar o grosso, a segunda e fino e, a terceira, para dar o brilho”!

  13. Caro Beja! Respeitosamente. Fosse esse post d autoria d 1 oposicionista, principalmente ptista, diria ser obra d populistas, demagogos e oportunistas. É q estamos ja acostumados a tanto desrespeito no trato do q é publico, q os objetivos da dita jantarada, sobrepoe a esses gastos supérfluos. Seria uma boa demonstração d civilidade, ratear as despesas no final. Duvido q tal aconteça.

  14. Prezada Ofelia … Dom Bosco marca muito seus ex-alunos dos Salesianos de Dom Bosco.

    Dom Bosco era homem de ação, até política … wikipedia: Atuação política em Turim[editar | editar código-fonte]
    O cenário político do Piemonte e em toda Itália era de caráter revolucionário, com inúmeros conflitos entre o Estado em formação e a Igreja Católica, durante todo o período do Risorgimento. Seus biógrafos registram sua amizade com políticos como Camilo de Cavour e Humberto Ratazzi, pessoas influentes como a Marquesa Barolo, amizade direta com o Papa Pio IX e com o Papa Leão XIII. Localmente, o Arcebispo de Turim que ordenou São João Bosco, Dom Luigi Fransoni esteve tanto no exílio como preso, tendo recusado os últimos sacramentos ao ministro Santa Rosa e por isso tendo sido repreendido pelo Rei Vítor Emanuel. Seu sucessor, Dom Lorenzo Gastaldi, teve uma longa disputa com São João Bosco, que resultou num processo canônico. A paz entre ambos só se fez mediante decisão de Leão XIII. As relações com políticos italianos e com papas, de forma muito direta, teriam dado a João Bosco uma posição política que parecia, sobretudo ao bispo Gastaldi, ameaçar a ordem hierárquica da Igreja.

    Dom Bosco teve até problemas com seu bispo diocesano.

    Dr. Béja espelha bem uma formação salesiana; pois Dom Bosco é quem inventou Ensino Noturno e para meninos de rua … Dr. Béja faz o mesmo!!!

  15. Dr Bejá,
    Parabéns pela reflexão!
    Destaco a parte a seguir, reproduzida pela gravidade do contexto diante da perplexidade das pessoas de bem desta sofrida Nação Brasileira.

    “Ora, senhor Michel Temer, faça o favor de ter pelo menos pudor e respeito para com o povo brasileiro. Se o senhor pretende fazer a cabeça de deputados e senadores para que aprovem seu projeto, então que faça reuniões com eles durante a semana. Ou mesmo num dia de domingo. Mas jamais num almoço ou jantar.”

  16. Quem é contrário ao projeto se esquece de que as administrações petistas arrebentaram a economia brasileira. Hoje já não há dinheiro para honrar os gastos essenciais, muito menos num cenário de queda de arrecadação. Os governos petistas gastaram como se não houvesse amanhã, tomando dinheiro emprestado para cobrir o déficit sem se preocuparem com o crescimento da dívida, e principalmente com os juros da dívida. O congelamento dos gastos públicos, em vez de ser uma desesperança para os brasileiros como a esquerda quer nos fazer crer, representa a única maneira viável de obrigar o governo a racionalizar seus gastos, cortando tudo o que for supérfluo para tentar honrar os que são verdadeiramente essenciais sem apelar para o aumento do endividamento. Com a economia em queda, nenhum aumento de impostos consegue cobrir o buraco, e, pelo contrário, contribui para a queda da atividade econômica. Hoje o Brasil vive como uma família que ganha cada vez menos e cobre suas despesas rolando o cheque especial. Não adianta reclamar que é preciso ter mais dinheiro para fazer isso ou aquilo, tem que estancar a sangria para poder investir no crescimento, que em última análise é a única coisa que vai resolver lá para a frente.
    Não estou defendendo aqui que se gaste com banquetes, o problema é muito maior do que isso.

  17. Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: coma do bom e do melhor, mas pague com o seu próprio suor, pois o que fizer banquete na Terra com o suor do pobre sentirá a ira do Todo Poderoso e perderá o apoio da gentio.

    • Prezado leitor Celso Silveira, me permita incorporar seu comentário ao artigo. Nele faltou dizer muito mais, inclusive a torcida para que o plano econômico do governo dê certo, ainda que jantar não é momento nem ocasião de trabalho. E faltou, principalmente, este seu comentário, que completaria o texto do artigo, tão apropriado e pertinente é.
      Grato

  18. Despedi-me da Tribuna da Internet em outro comentário com a data de hoje por motivos de saúde, pelo menos temporariamente.

    Fiz o mesmo com outro blog, Conversas do Mano, que tenho especial consideração.

    Mas, diante do artigo do dr.Werneck, que complementa este do dr.Béja, com relação ao banquete oferecido pelo presidente Temer aos parlamentares para que aprovem os limites de gastos públicos(?!), tornando-se uma despesa sem necessidade e caríssima aos raspados cofres da União, decidi deixar a minha opinião referente a este escárnio à população desempregada e inadimplente, vítimas de governos corruptos e desonestos, ênfase ao PT e PMDB!

    O banquete de ontem à noite para deputados e senadores, que são os maiores perdulários e irresponsáveis com o dinheiro do povo foi um acinte, uma ofensa à cidadania brasileira, ultrajada e violentada por políticas comprometidas com a imoralidade e falta de ética!

    Servir pratos refinados, elaborados por chefes de cozinha de fama internacional para a nova casta brasileira, a política, enquanto a população passa fome, morre em portas de hospitais por falta de atendimento, tem a sua vida ceifada por criminosos impunes, não encontra trabalho e é explorada por juros extorsivos, Temer se mostrou temerário no comando do país pelo seu desprezo ao povo, pelo seu desdém à situação atual, e pela sua omissão e falta de criatividade para proporcionar emprego aos mais de doze milhões de brasileiros desesperados!

    Oferecer um lauto jantar com o dinheiro deste povo sofrido, injustiçado, justamente para aqueles que mais ganham hoje no Brasil, e sem trabalhar, sem apresentarem qualquer projeto que alavancasse o país desta estagnação econômica, o presidente se mostrou não só insensível com a população, mas apenas e tão somente PREOCUPADO com o seu futuro político!

    Nada contra a PEC, de se ter um limite aos gastos públicos, medida que deveria estar em curso há muito tempo, mas a forma encontrada para reunir os parlamentares e pedir apoio à sua aprovação, UM BANQUETE!

    A iniciativa foi infeliz, inapropriada, inadequada, esbanjando verbas que não temos para dar de comer a pessoas que recebem nababescos salários mensais, afora indenizações ilegais e imorais que se concedem!

    Quanto não saiu por pessoa, o tal jantar?

    Quanto não custou o pessoal contratado?
    Cozinheiros, auxiliares, garçons, os enfeites de mesa, as toalhas, os talheres, os cristais …?

    E quanto não saiu em custos que não se imaginam, tais como energia elétrica, certamente a contratação de som, os manobristas, as toalhas de rosto, papel higiênico, e depois a limpeza da cozinha, do salão, lavar a louça, as toalhas, os guardanapos?!

    Deus meu, quantas pessoas que não matariam a fome se apenas lambessem os guardanapos!!!!

    Então é mesmo um escárnio deste governo com a situação do povo, convenhamos.

    E reitero que a solução do país é mesmo fechar este Congresso, antro de bandidos, predadores, aproveitadores, enquanto assistimos passivamente o Brasil afundando calamitosamente pela falta de governos minimamente honestos!

  19. Caríssimos amigos Dr.Béja, Moacir Pimentel, Wilson Baptista Jr. e querida Ofélia,

    Pessoas que são sensíveis, que são educadas e respeitosas, que possuem alto grau de compreensão e experiência, justamente em razão dessas condições muito acima do que se espera de uma pessoa comum – o meu caso, por exemplo -, sabem que não magoam o próximo, pois a sinceridade é o veículo natural de suas mensagens, podendo, lá pelas tantas, ocasionar falsos alarmes de desentendimentos porque francas, honestas.

    Dito isso, a humildade do dr.Béja com relação ao texto do meu caro Wilson foi ode à decência, à grandeza, razão pela qual a nossa admiração pelo célebre e eminente advogado!

    Da mesma forma quanto ao que escreveu Moacir com referência ao comentário do dr.Béja após a minha despedida do blog em outra página temporariamente por questões de saúde, que afirmo não ter sido magoado pelo nobre jurista, pelo contrário, somos grandes amigos, e entendi perfeitamente que houve uma discrepância no tempo e no espaço com relação aos temas iguais postados, o dr.Béja e o do dr.Werneck.

    Não podemos ter sentimentos que não sejam de união, de compreensão, principalmente quando envolvem pessoas do nível e quilate dos mencionados, e quando ainda temos nesta amizade que nos agrega a presença feminina, a nossa querida e meiga Ofélia.

    Indiscutivelmente os mal entendidos foram resolvidos, como não poderia ser diferente, e comprovando ser uma das características deste blog incomparável as correções quase que instantâneas ou no momento que uma frase ou texto foram escritos e a hermenêutica não tenha sido utilizada às respostas dos comentários, tão necessária à interpretação adequada da mensagem, porém sendo resgatada imediatamente à solução para insignificantes tropeços sobre a essência do que se queria verdadeiramente transmitir!

    Desta forma, tenho pelos meus amigos e amigas um apreço imensurável, e deixo de honrar até mesmo uma despedida em face da minha saúde debilitada momentaneamente, de modo que os pingos nos “is” e “jotas” sejam recolocados, e nada paire de dúvidas quanto ao excelente patamar que estamos em termos de respeito pelo próximo, liberdade de expressão, e direito de cada um se manifestar como acha que deve.

    O Dr Béja, Ofélia Alvarenga, Wilson Baptista Jr e Moacir Pimentel são meus amigos, pelos quais nutro especial consideração e afeto, respeito e admiração, declaração que torno pública para enfatizar que jamais irão me magoar por mais que sejam sinceros e francos comigo, pelo contrário, ainda terei de agradecê-los se estiverem corrigindo alguma conduta minha que tenha ido de encontro às normas e à política do nosso incansável Mediador, Carlos Newton, que, sem ele, nada do que estou escrevendo teria sido possível, muito menos que pudéssemos ter tido a chance de conhecer pessoas tão extraordinárias e estabelecer uma relação de amizade tão desinteressada e legitima, exatamente o que nos une!

    O meu abraço forte e fraterno, portanto.
    Saúde e paz, meus caros amigos e querida Ofélia.

    • Está tudo bem conosco, Bendl. Tudo bembendl.

      Estou certa de que o Dr. Béja, Wilson e Moacir pensam o mesmo. Isso aqui é igual briga de irmãos, logo passa… Já passou.

      Cuida de você, Bendl. Seus amigos cuidarão de manter a amizade. Com certeza.

      Sem preocupações, ok?

      Continuo ‘perando’ por você, firme e forte de volta à lida de todo dia.

      Tô contando os dias, hem?

      Grande abraço, amigo.
      SAÚDE e PAZ de montão
      Ofelia

      • Você tem toda razão, Ofelia. Nosso querido amigo Bendl não deve parar de escrever, lembrei a ele o exemplo de Assis Chateaubriand, que perdera quase toda a atividade motora, mas conseguia mexer com a mão direita e continuou escrevendo belíssimos artigos.

        Abs, PAZ e SAÙDE.

        CN

        • Bendl vai voltar, Newton. Logo logo estará aqui. Está apenas respirando fundo para recomeçar.

          Ele sabe que esperamos muito por esse dia.

          Tal como ontem, Bendl, vai ver você precisa mesmo é de uma causa onde possa atuar com seu brilhantismo e humano amor de sempre.

          ‘Tamo perando’. Venha a qualquer hora, ainda que para escrever poucas linhas, você que escreve de montão. Ou seja, escreve muito no duplo sentido.

          Volte, amigo, escreva um pouquinho, se afaste e volte para mais um pouquinho. Assim aguentamos melhor sua ausência diária.

          Graaaaaaannnnndeeee abraço, Bendl.

          Abraço, Newton.
          MUITA SAÚDE e PAZ para nós todos
          Ofelia

  20. “O governo prometeu “cortar na carne”, mas ofereceu filé mignon, risoto de funghi e salmão a 200 deputados mais acompanhantes para aprovar a PEC 241. Que tipo de governo paga um banquete para aprovar uma PEC de gastos públicos?
    ..

    Aquele banquete com Yakissoba de 290,00 reais para “abastecer” o caixa do Jaspion foi fichinha perto do banquete do Presidente Constitucionalista de 2010….

  21. Pingback: O Cartão Corporativo de Gastos Sigilosos do Governo Brasileiro – Acorda Povo Brasileiro!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *